2 de maio de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: assuntos vitais para a economia brasileira, novo suplemento do Valor Econômico, outras considerações
“É esse o caminho?”, é o artigo introdutório da Claudia Safatle, diretora-adjunta de redação do Valor Econômico, ela que está sediada em Brasília, para o interessante suplemento com que pretendem marcar os doze anos do jornal. Foram formuladas doze perguntas a analistas, muitos acadêmicos, sobre os “Rumos da Economia”, que, apesar das discordâncias que possam ser colocadas, procuram cobrir as questões que atormentam os seus leitores. Muitas outras poderiam ser formuladas, e sempre haverá polêmicas sobre as questões fundamentais da atual economia brasileira.
Segundo Claudia Safatle, a questão que sintetiza uma das maiores preocupações da indústria e do governo é como conviver com a valorização do real que se apresenta como tendência de longo prazo, o que também pode ser questionado, mas não deixa de ser um ponto de vista respeitável. Isto só ocorreria com o sucesso do desenvolvimento brasileiro, onde a sua produtividade na exploração dos recursos naturais em geral fossem superior ao do resto da economia mundial. Na capa do suplemento, foram colocadas as tendências do câmbio real, com relação ao dólar e uma cesta de moeda, as metas e comportamento da inflação e a evolução do peso da indústria na economia brasileira, comparada com a de alguns países em 2010.

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1 de maio de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: abundância de recursos minerais, informações sobre a Mongólia, interesses chineses
O The Wall Street Journal publica um artigo sobre o receio mongol dos pesados investimentos chineses na sua mineração. A Mongólia, com pouco mais de 2,5 milhões de habitantes, é pouco conhecida na América do Sul, salvo pela atuação de Gengis Khan e seus descendentes que acabaram dominando praticamente toda a Ásia no passado histórico, chegando com sua ocupação até a proximidade da Europa. Os japoneses, nos primeiros anos da década dos trinta do século passado, chegaram a mandar mais de 300 mil colonos agrícolas, e operavam uma grande ferrovia que os ligava à Costa Leste, chegando ao Pacífico, visando o seu abastecimento. Foram evacuados dramaticamente com a derrota na Segunda Guerra Mundial. A empresa brasileira Vale está presente naquele país interessada no seu carvão mineral, visando carga de retorno para os minérios exportados para a Ásia, bem como utilizar a sua experiência de mineração em outras atividades.
Hoje, a Mongólia passa por um impressionante “boom”, com o FMI estimando que a sua economia crescerá 17,1% neste ano, mas parte destes interesses estão se transferindo para Myanmar que está se tornando a preferida na Ásia com a ampliação de sua democracia. A China pretende ampliar as suas importações de minérios daquele país, que faz fronteira com a região de Inner Mongólia, a principal produtora de carvão mineral dos chineses. Uma expansão muito acelerada ocorre nesta região central da Ásia, que fica entre a Rússia e a China, cujas cidades passam por um acelerado processo de modernização, como o que ocorre no interior chinês.

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1 de maio de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: entendimentos do Japão com a Índia, infraestrutura, outras atividades
O jornal econômico Nikkei informa que uma equipe de ministros japoneses formado pelo de Negócios Estrangeiros, Koichiro Gemba, de Indústria, Yukio Edano, e de Serviços Financeiros, Shozaburo Jimi, mantiveram entendimentos na Índia com o de Assuntos Externos, S.M.Krishna, e de Comércio e Indústria, Anand Sharma. Eles deram prosseguimento ao acordo firmado pelo premiê Yoshihiko Noda com o premiê Manmohan Singh envolvendo US$ 9 bilhões para o projeto do Corredor Industrial Delhi-Mumbai, para construir a ferrovia de transportes de cargas e outras infraestruturas na Índia.
Segundo a notícia, eles também acertaram o início das exportações de terras raras para o Japão, decorrentes da exploração conjunta na Índia, no segundo semestre deste ano. Com a participação da empresa japonesa Toyota Tsusho e uma estatal hindu, pretendem exportar 4.000 toneladas de terras raras, representando cerca de 14% da demanda japonesa anual destes recursos.

Ede Koichiro Gemba com S.M. Krishna
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1 de maio de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: a saga da Embraer, autoria de Jeffrey L. Rodengen, inglês e português, Write Stuff Enterprise | 5 Comentários »
Todos sabem que se existe uma empresa brasileira privada de alta tecnologia reconhecida em todo o mundo é a Embraer – Empresa Brasileira de Aeronáutica. Sua história foi escrita por Jeffrey L. Rodengen, produtor, diretor e colunista consagrado, autor de diversos best sellers, principalmente sobre a evolução da indústria norte-americana. A Write Stuff Enterprise, Inc. de Fort Lauderdale, EUA, publicou este monumental trabalho em 2009, bilíngue, que começa pela contribuição de Santos Dumont, considerado pelos brasileiros e muitos outros como o pai da aviação com o seu voo no 14 Bis em 1906 em Paris, três anos após o voo dos irmãos Wright no seu Flyer. Estes considerados pelos norte-americanos o primeiro voo de uma aeronave.
Os brasileiros sabem que o 14 Bis voou com meios próprios, diante de milhares de testemunhas, enquanto os irmãos Wright contaram com uma catapulta instalada no solo num voo secreto. Muitos dos capítulos deste livro foram redigidos com vastas documentações, basicamente, por brasileiros que participaram diretamente da saga da Embraer, como Osires Silva, seu primeiro presidente.
A Embraer até chegar ao seu estágio atual com variados produtos passou por muitas crises, tanto diante dos acentuados ciclos por que passa a demanda de aviões dos múltiplos tipos como do suporte indispensável das autoridades governamentais. Algo semelhante acontece até com a Boeing ou Airbus, ou com a concorrente mais próxima da empresa brasileira, a Bombardier canadense, também concentrada em aviões de média distância, sendo que outras poderosas semelhantes de países desenvolvidos já desapareceram ou foram absorvidas. Na sua nota introdutória do livro, Frederico Fleury Curado, atual presidente da Embraer, observa que ela se deve ao esforço da educação, que começou em 1946 com a instalação do CTA – Centro Tecnológico da Aeronáutica e o ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica em 1950. Para evitar problemas de mercado, a Embraer procura hoje uma diversificação das suas atividades.

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29 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: concurso na Federal Fluminense, João Luiz Vieira, recomendação do Jojoscope
Jojoscope, site especializado no incremento do intercâmbio cultural do Brasil com o Japão, recomenda a sua notícia sobre a aprovação pela nota máxima do doutor João Luiz Vieira no concurso realizado no Departamento de Cinema e Vídeo do Instituto de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense. O concurso foi para o título de professor-titular e foi realizado nos últimos dias 24 e 25 de abril, na sede daquela instituição em Niterói.
João Luiz Vieira é conhecido como o mais profundo conhecedor do cinema japonês no Brasil, tendo recebido uma bolsa da Fundação Japão como personalidade cultural para visitar aquele país. Entre os seus inúmeros trabalhos sobre os assuntos relacionados com a cinematografia japonesa, destaca-se o que analisa o trabalho do consagrado diretor Ozu Yasujiro, que inovou o cinema pelo uso da câmera ao nível dos atores. Sua atriz preferida foi a eterna musa Hara Setsuko, que se encontra atualmente com mais de 90 anos, lembrando com o seu comportamento os monstros sagrados como Greta Garbo.

A banca, na leitura da ata, da esquerda para a direita: Prof. José Dias (Teatro-UNIRIO), Profa. Nízia Villaça (ECO-UFRJ), Profa. Maria Dora Mourão (ECA-USP), Profa. Maria Cristina Ferraz, Presidente da Banca (ECO-UFRJ) e Prof. Luiz Carlos Soares (História-UFF).

Ozu Yasujiro e Hara Setsuko
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29 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: efeitos internacionais, eleições francesas, influência na Comunidade Europeia, posição do The Economist
Um substancial editorial do The Economist desta semana mostra a importância do resultado final do segundo turno das eleições presidenciais francesas entre o socialista François Hollande e o atual presidente Nicolas Sarkozy no próximo dia 6 de maio. Apesar das pesquisas de opinião indicar, até o momento, que a possível vitória seja de Hollande, a importante revista inglesa de influência internacional posiciona-se claramente contra esta candidatura, deixando explícito todos os riscos deste resultado para a Europa e para o mundo.
O editorial coloca que a metade do motor franco-germânico que orienta a União Europeia está em risco. Este motor vem superando a crise do euro, equilibrando o prudente norte e o esbanjador sul, entre os credores e devedores. Se a França for o próximo país a entrar em dificuldades na Europa, a sobrevivência do euro estará em dúvida.
Entende The Economist que François Hollande poderá receber no segundo turno o apoio de toda a esquerda, e vencer a direita e o centro. Nicolas Sarkozy tem uma montanha a superar, pois muitos franceses se posicionam radicalmente contra ele, inclusive os líderes da direita e do centro. Assim, salvo um grande choque no debate que se travará entre os dois, a vitória de Hollande poderá se confirmar, estendendo os seus efeitos nas eleições legislativas de junho próximo.
The Economist explicita que Nicolas Sarkozy recebeu o apoio da revista na sua primeira eleição, quando prometia que não tinha alternativa a efetuar as reformas que não aconteceram. Recentemente, adotou discursos protecionistas e contra os imigrantes, mas são difíceis de serem confiáveis. Então, o apoio da revista a ele não decorre dos seus méritos, mas para manter fora o François Hollande que considera mais arriscado.
Ele não é um radical de esquerda, fez parte de diversos governos moderados. Mas se posiciona contra o aperto fiscal proposto pelos alemães que dão uma oportunidade de recuperação da zona do euro. Não tem condições de proporcionar prosperidade à França e a zona do euro, colocando-os em risco segundo a revista. Seu programa é pobre, não se dispõe a efetuar as reformas necessárias.
Posiciona-se a favor da elevação da tributação e não pela contenção das despesas. Coloca-se contra a elevação da aposentadoria de 60 para 62 anos, que foi aprovada recentemente. Posiciona-se contra os negócios privados. E não apoia a austeridade no resto da Europa. Coloca-se contra a posição alemã.
A versão integral em inglês, deste editorial do The Economist pode ser acessada pelo: www.economist.com/node/21553446/
29 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: crítica de Jagdishi Bhagwati no Project Syndicate, falta de um consenso razoável
Ainda que a escolha de Jim Yong Kim, indicado pelos Estados Unidos para a presidência do Banco Mundial seja um fato já consumado, uma posição divulgada pelo Project Syndicate em 27 de abril último por uma experiente personalidade internacional como Jagdish Bhagwati deixa claro que não existe um mínimo de consenso que facilite o trabalho do novo dirigente. O autor é professor de Direito e Economia da Universidade de Columbia, senior fellow do Conselho de Relações Externas, renomado especialista em comércio internacional, trabalhou em posições de destaque em organizações mundiais como a Organização Mundial de Comércio, nas Nações Unidas, no GATT, sendo personalidade internacionalmente respeitada.
Ele deixa claro que o escolhido não tem a experiência necessária nem no setor de sua especialização que é o de saúde pública, não se aproximando da que possui a vencida Ngozi Okonjo-Iweala, ministra de finanças da Nigéria, que já foi também vice-presidente do Banco Mundial. Segundo o autor, não houve a transparência necessária na escolha norte-americana, sendo que Kim viajou por muitas capitais mundiais por conta do Tesouro dos Estados Unidos, e os votos foram dos beneficiários de empréstimos do Banco, como a Índia e o México, sem considerar as qualificações pessoais.

Jagdishi Bhagwati
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29 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: detalhes dos interesses, dificuldades, esclarecimentos do China Daily
Já publicamos sobre o interesse revelado pelo secretário de defesa norte-americano, Leon Panetta, na sua primeira visita ao Brasil, em contrapartida à visita de Celso Amorim. Mas o inusitado está no destaque dado pelo China Daily, na sua versão para os Estados Unidos, ao publicar um artigo sobre o assunto. Já foram divulgadas amplamente as disputas dos norte-americanos, franceses e suecos no fornecimento de novos aviões de caças para a Força Aérea Brasileira que, depois de muito tempo, está para ser decidido.
Leon Panetta fez a sua exposição na Escola Superior de Guerra mostrando o seu forte empenho para que a Boing forneça o seu F-18 Super Hornet que representaria um valor estimado em US$ 4 bilhões, que seria um trunfo para as próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos. O Brasil solicitou a experiência da Índia com os recentes fornecimentos franceses. A França não conseguiu confirmar ainda o fornecimento dos seus Rafales da Dassoult, apesar das muitas notícias que as autoridades brasileiras tivessem interesse em fortalecer os intercâmbios tecnológicos com aquele país. A Suécia teria a preferência da Aeronáutica com os seus Gripen, mais baratos e que permitiriam maior transferência de tecnologia.


Leon Panetta, secretário de defesa dos EUA
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27 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: artigo do Project Syndicate, desafios dos próximos lideres eleitos, publicado no O Estado de S.Paulo
Um artigo do Richard N. Hass, presidente do Conselho de Relações Exteriores, foi distribuído pelo Project Syndicate e publicado em português no O Estado de S.Paulo dando conta dos desafios que deverão ser enfrentados pelos próximos líderes a serem eleitos. Nos próximos meses, devem ocorrer eleições com muitas mudanças de comando na Rússia, China, França, Estados Unidos, Egito, México e Coreia, entre outros países. Quem for reeleito ou assumir o poder deve enfrentar grandes desafios decorrentes das limitações a que está sujeito, segundo o autor.
Apesar da discrepância das situações políticas nestes países, os desafios decorrentes das limitações econômicas apresentam situações semelhantes. Todos os países são dependentes do resto do mundo, tanto para suas exportações como para serem supridos em suas necessidades. Todos dependem de energia e o seu mercado apresenta vulnerabilidades. Todos enfrentam situações de terrorismo, dos armamentos, das doenças e das mudanças climáticas. As suas fronteiras não garantem o seu isolamento.

Richard N. Haass
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26 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: o câmbio chinês, o caso das relações sino-americanas, observações do experiente Stephen S. Roach
Mesmo que existam muitos vieses chineses, quase todos preferem atribuir a eles todas as dificuldades que enfrentam, sem tomarem as difíceis medidas para resolver seus problemas internos com as reformas indispensáveis. O experiente Stephen S. Roach publica um interessante artigo no Project Syndicate apontando a fixação norte-americana sobre o câmbio chinês, como também muitos fazem mundo afora, inclusive no Brasil. Eles atribuem os déficits comerciais dos Estados Unidos à manipulação do câmbio chinês mantido desvalorizado, o que é aceito por mais de 60% dos norte-americanos, sendo utilizado inclusive na eleição que se aproxima naquele país, tanto pela situação como pela oposição. Quando na realidade este déficit é multilateral, com 88 países em 2010, não se restringido à China, havendo necessidade de elevar a sua poupança e cortar o seu déficit fiscal.
O artigo mostra que o câmbio chinês foi valorizado gradualmente em 31,4% desde 2005 com relação ao dólar norte-americano, quando se estimava que a sua desvalorização fosse de 27,5%. O FMI estima que o superávit comercial chinês esteja se reduzindo, com a mudança de sua prioridade para a expansão do mercado interno chinês, que pode ajudar as exportações do resto do mundo para aquela economia. As pesquisas recentes indicam que somente 20 a 30% das exportações chinesas contam com valor adicionado local, sendo o restante das multinacionais que vinham utilizando a mão de obra chinesa, cujo custo está se elevando, provocando a transferência de muitas atividades para outros países asiáticos.


Stephen S. Roach
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