Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

AGC é Multinacional de Origem Japonesa

18 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: Asahi Glass Co., nova fábrica no Brasil em Guaratinguetá, produtos de alta tecnologia, visão de longo prazo

Desde 2009, a Asahi Glass Company, que é uma multinacional que se originou no Japão em 1907, passou a ter a sua sede em Bruxelas, na Bélgica, trabalhando com vidros planos. Atua em 30 países em todo o mundo, com forte presença nos Estados Unidos, na Europa e na China, bem como em toda a Ásia. Com faturamento anual de US$ 15 bilhões, instala agora a sua primeira unidade no Brasil, com uma visão de longo prazo, devendo produzir vidros planos, principalmente os voltados à construção civil e à indústria automobilística. O mercado japonês só representa 35% de suas operações. Dispõe de produtos de alta tecnologia como o “Sunbalance Aqua Green” e o “Sunbalance Pure Clear”, que é ecológico e mantém o ambiente interno resfriado no verão, aquecido no inverno e claro durante o dia. Dispõe de empresa voltada à pesquisa e possui uma atitude correta com relação à informação para o público, bem como sua responsabilidade social, devendo contribuir com os trabalhos executados pelo Instituto Ayrton Senna no Brasil.

Seu presidente, Kazuhiko Ishimura, deu uma entrevista para Vanessa Dezem, do Valor Econômico, informando a estratégia da empresa de ampliar suas atuações no Brasil e em outros países emergentes. Esclareceu que a economia japonesa já vinha crescendo modestamente bem antes dos recentes desastres naturais, o que os levou a atuar como uma verdadeira multinacional, visando os mercados que estão em expansão.

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Kazuhiko Ishimura

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Visita da Hillary Clinton ao Brasil

17 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: interesses comerciais dos Estados Unidos, pré-sal, pronunciamentos simpáticos

Existe um dito político que diz: quando não pode oferecer muito, ofereça simpatia. Apesar dos Estados Unidos e o Brasil terem amplos campos para o intercâmbio político e econômico, o fato concreto é que nem sempre os interesses bilaterais coincidem totalmente, havendo muitos aspectos que são sensíveis aos eleitores norte-americanos, mas não são atendidos pelo Brasil, que prefere uma posição mais independente. Logo depois da visita da presidente Dilma Rousseff a Barack Obama, a Secretária de Estado Hillary Clinton visita o Brasil, o que é considerado alvissareiro por muitos analistas.

Entre outros aspectos que o Brasil gostaria de contar é com um explícito apoio à pretensão brasileira de um assento permanente no Conselho de Segurança nas Nações Unidas. O máximo que ela afirmou foi que não via aquele Conselho, no futuro, sem a participação brasileira. Os Estados Unidos oferecem aumentar as bolsas para estudantes brasileiros como eliminar os problemas de vistos dos turistas. Afirma desejar colaborar na exploração do pré-sal, pois conta com ampla experiência na exploração offshore. Está propondo um acordo de livre comércio, como o que já mantém com diversos países, depois dos fracassos dos entendimentos multilaterais como o da Rodada Doha. Todos estes assuntos implicam em discussões demoradas, e visam ativar a economia daquele país.

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Hillary Clinton durante seminário na Confederação Nacional da Indústria. Foto: Antônio Cruz / ABr

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Limitações nos Organismos Internacionais

17 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: multiplicações de organismos, o papel do FMI e do Banco Mundial, problemas orçamentários e dificuldades operacionais

Uma entrevista dada pela diretora gerente do FMI – Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, à correspondente em Washington de O Estado de S.Paulo mostra que estes organismos já não possuem a importância que tinham no passado, contando com dirigentes burocráticos. Lamentavelmente, pode ser o destino do Banco Mundial que tem como presidente Jim Yong Kim, indicado pelos Estados Unidos, que veio desenvolvendo trabalhos técnicos na área de saúde, em termos internacionais.

Estes organismos foram criados como braços das Nações Unidas para a reconstrução mundial depois da Segunda Guerra Mundial e desempenharam o papel dentro dos limites possíveis, no mundo onde os Estados Unidos e a Europa tinham importância, tanto que detinham os seus comandos com estadistas, ao mesmo tempo em que providenciavam os recursos para as suas atenções. O mundo passou por uma transformação profunda, com a redução da importância destas duas regiões, ao mesmo tempo em que outros países aumentaram a sua presença no cenário internacional.

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Christine Lagarde, presidente do FMI, e Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial

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Uma Intrigante Pesquisa Feita pela Boston Consulting Group

16 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: dados intrigantes, pesquisa do BCG – Boston Consulting Group, uma nota do The Economist | 4 Comentários »

O The Economist publicou uma intrigante nota referindo-se a uma ampla pesquisa de mais de 50 páginas efetuada pela considerada BCG – Boston Consulting Group, que deve ser acessada diretamente pelos que se interessam por estes assuntos, com o titulo de “Digital shopkeepers”. Refere-se à contribuição da internet para a economia de diversos países, mostrando que ela continua crescendo, mesmo com a atual crise, e que existem diferenças substanciais, e o Brasil ocupa uma posição desconfortável.

Os dados se concentram em dois períodos básicos, 2010 e uma previsão para 2016. A Inglaterra aparece no topo, com mais de 8% do PIB devendo superar 12% em 2016. Coreia, China, Comunidade Europeia, Japão, Estados Unidos e até o G20 aparecem bem. Mas o Brasil não alcança nem a metade da participação do G20.

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O estudo completo apresenta uma série de dados interessantes que exigem uma análise mais cuidadosa. A primeira vista não corresponde a imagem que temos sobre a importância da internet no Brasil, principalmente nos seus efeitos econômicos, como os relacionados às vendas. Segundo a pesquisa, a mesma vem sendo utilizada no Brasil mais para relacionamentos sociais, sendo ainda inexpressivo do ponto de vista econômico.

Mas as demais informações contidas na pesquisa também não correspondem ao senso comum, mas tanto The Economist como o BCG – Boston Consulting Group são instituições que merecem credibilidade. Outros analistas mais especializados nestes assuntos podem ter a oportunidade para estudos mais profundos sobre estes dados.


Valor Econômico Entrevista CEO do Grupo Zegna

16 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: algumas características interessantes, grupo que trabalha com confecções masculinas no mundo

Uma entrevista concedida por Gildo Zegna, CEO do consagrado Grupo Zegna, para a jornalista Maria da Paz Trefaut, do Valor Econômico, esclarece algumas características dos consumidores dos seus produtos considerados de luxo em todo o mundo. Ele esclarece que os chineses já consomem 40% dos produtos com a marca Ermenegildo Zegna, uma das mais consideradas voltadas para o público masculino, cujas vendas atingiram 1,1 bilhão de euros em 2011, ao mesmo tempo em que informa como veem as características dos principais consumidores de mais de 90 países onde atuam.

Ele considera que é preciso ter sensibilidade e percepção para apostar e investir em design e produtos novos, principalmente para os mercados como do Brasil e da China que possuem público mais jovem, que têm muito interesse em novidades. Ele informa que os brasileiros preferem uma moda mais casual, possivelmente pelo clima, mas lamenta que aqui os seus produtos sejam os mais caros do mundo, depois do pagamento das tarifas alfandegárias e impostos. Muitos brasileiros adquirem produtos Zegna no exterior.

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Gildo Zegna e alguns produtos da grife Ermenegildo Zegna

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Lições das Cúpulas das Américas para o Rio + 20

16 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: conclusões indispensáveis, preparação mínima, reuniões de cúpula com retrocessos

Todos os jornais estão noticiando que a 6ª Cúpula das Américas realizada em Cartagena, na Colômbia, reunindo os presidentes de 30 países das Américas, inclusive Barack Obama, dos Estados Unidos, e Dilma Rousseff, do Brasil, foi um fracasso, não se conseguindo sequer um acordo sobre um comunicado conjunto. Dois tópicos parecem ter sido os que não unificaram as posições dos participantes, a participação de Cuba nas próximas reuniões do grupo que vêm sendo realizadas desde 1994 e a menção de Folkland/Malvinas em solidariedade às pretensões da Argentina.

Na ânsia de aumentar a presença mundial de países que ganharam importância internacional nos últimos anos, vêm se repetindo reuniões de cúpula sem o adequado preparado de um mínimo de base consensual. Sem a apresentação de alguns resultados objetivos, o recomendável é que estas reuniões não se repitam como parece que está sendo cogitado no caso da Cúpula das Américas. Os mais experientes sabem que costuma haver uma minuta de decisões mínimas preparadas antecipadamente pelos diplomatas dos principais países participantes, que acabam recebendo somente um reforço dos dirigentes máximos.

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Dificuldades das Autoridades com as Usinas Amazônicas

16 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: artigos refletem parte dos problemas, batalha da opinião pública, dificuldades operacionais

Quando se observam os artigos como os publicados por Michael Smith no Bloomberg Markets Maganize e Daniela Chiaretti e André Borges no Valor Econômico sobre as usinas hidroelétricas na Amazônia, notadamente Belo Monte, constata-se que as autoridades brasileiras estão perdendo, no mínimo, na batalha das comunicações sociais. As pessoas mais ponderadas sabem que não existe um desenvolvimento com a concordância plena de toda a opinião pública, e sempre as autoridades acabam sendo colocadas como vilãs nas duras decisões tomadas, considerando as vantagens e os seus custos, que sempre existem. Mas parece que é indispensável que as autoridades apresentem todos os balanços necessários, procurando minimizar as naturais resistências que devem encontrar.

As desvantagens acabam sendo agigantadas quando existem problemas naturais de execução dos projetos ao que se somam ineficiências na consideração das dificuldades que podem ser geradas, dentro da nova consciência da opinião pública sobre os valores da preservação ambiental. Dificilmente, houve avanços em toda a história da humanidade onde os interesses de grupos não foram afetados. Atualmente, as simpatias da opinião pública se voltam para alternativas, como se eles também não tivessem seus custos sociais, pois até a cana de açúcar e seus derivados não estão isentos dos lançamentos de carbonos.

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Locais que serão afetados pela construção de Belo Monte e que são motivos de polêmicas

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Ajustamentos na Economia Brasileira

13 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: a questão do spread bancário, ampliação dos financiamentos, cartão de crédito, tarifas bancárias | 1 Comentário »

O atual tom da discussão entre o governo e o sistema financeiro brasileiro certamente não está beneficiando ninguém, principalmente com as notícias veiculadas na imprensa dando a impressão de conversas de bicudos. Que os juros estão elevados no Brasil todos concordam, inclusive elevando a inadimplência, mas uma forma mais elegante para promover a sua baixa poderia ser adotada. O governo não teve a habilidade, para muitos, na preparação das condições para tanto, com entendimentos prévios com os principais responsáveis pelo sistema financeiro privado, como já ocorreu no passado. Os mesmos resultados poderiam ser obtidos, pois imaginar que o setor financeiro privado pode enfrentar as autoridades não parece ser a coisa mais inteligente. Todos, na economia brasileira, acabariam sendo prejudicados, sem ganho para ninguém.

É de se acreditar que o sistema financeiro brasileiro nunca teve a pretensão de manter-se intocável, com o poder de provocar um desastre mundial como o que ocorreu em 2008 com o papel preponderante dos bancos internacionais. Sendo privado, sempre estará pensando na máxima rentabilidade possível e já promoveu uma elevação substancial do custo dos seus serviços, e certamente não imagina que poderá continuar com esta posição privilegiada, provocando prejuízo relativo para todos os demais setores da economia, inclusive o segmento público.

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Uso de Medicamentos Genéricos no Japão

13 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: aumento dos produtos genéricos, mudanças no mercado de medicamentos no Japão, produções vindas do exterior

Não faz muitos anos que vêm ocorrendo mudanças no mercado japonês de medicamentos. No passado, os médicos que atendiam nos hospitais prescreviam medicamentos para os seus pacientes que eram fornecidos no próprio hospital, na quantidade exata da prescrição. Depois, começaram a ser vendidos em farmácias localizadas nas proximidades das residências japonesas. Agora, o jornal Nikkei informa que está havendo um aumento substancial do uso de medicamentos genéricos, muitos produzidos no exterior.

A partir de 1º de abril último, os médicos que prescreverem medicamentos de marca precisam escrever também todas as alternativas genéricas existentes. Os genéricos respondiam por 23,6% no final de 2011, mas existem previsões que devem se elevar nos próximos anos. As indústrias farmacêuticas estão se ajustando para atender a nova demanda japonesa.

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Farmácias no Japão

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Mudanças que Ocorrem no Extremo Oriente

13 de abril de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: fenômeno generalizado, onda coreana no Japão, relações entre japoneses e coreanos

Muitos ocidentais imaginam que persistem problemas decorrentes das relações entre o Japão e a Coreia antes e durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, um editorial publicado pelo conservador jornal econômico japonês Nikkei, de autoria de Motohiro Ikeda, pode surpreender pela mudança que está ocorrendo entre estes dois países. Os filmes coreanos, as novelas transmitidas pela televisão japonesa e os grupos musicais coreanos que fazem sucesso no Japão mostram que a Coreia está exportando parte de sua cultura para os japoneses, que antes somente era conhecido por marcas como a Samsung ou Hyundai.

Está ocorrendo uma verdadeira “onda coreana” que está desafiando as previsões críticas que se observavam há apenas uma década, quando esta tendência começou, e que era identificada como uma moda de pequena duração. Atualmente, as ofertas de entretenimentos coreanos estão gerando impressionantes resultados econômicos no Japão.

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Pratos da culinária coreana que vêm fazendo sucesso no Japão

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