3 de janeiro de 2012
Por: Monja Coen | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: criatividade, íntegra da entrevista no Folha.com, Joichi Ito, Midia Lab MIT, novas tecnologias
Muito interessante e provocativa a entrevista concedida por Joichi Ito, novo jovem diretor da Midia Lab MIT, para a jornalista Luciana Coelho que está em Washington, publicado na Folha de S.Paulo de hoje, e com a íntegra da mesma na Folha.com , com o título “Não há nada que não seja afetado hoje pela internet”. É preciso admitir que já ocorreu uma verdadeira revolução no mundo a partir dos trabalhos efetuados no Vale do Silício, liderado por alguns gênios, e que se generalizaram em todos os setores que envolvem a informática.
O estímulo à criatividade, fugindo dos padrões tradicionais da educação, acabou sendo disseminado e atividades humanas que exigem constantes inovações dependem, na sua eficiência, de sistemas que facilitem atividades fora da rotina do dia a dia, mesmo nas empresas. Constata-se que isto acabou ocorrendo em maior ou menor grau em todas as atividades humanas, acelerando o conhecimento de novas tecnologias em variados setores.

Joichi Ito em ação na Midia Lab MIT
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2 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Política | Tags: entrevista da embaixadora Maria Luiza Viotti, posição diferenciada, presença importante, site da Globo
Se o Brasil vinha se destacando em política internacional, o atual período de participação ativa no Conselho de Segurança da ONU, na qualidade de seu presidente, mesmo ainda não sendo membro permanente, deixou um marco significativo. Num cenário com as posições polarizadas de alguns grupos, o Brasil marcou a sua independência, optando sempre pela negociação diplomática na solução dos difíceis problemas atuais. Na entrevista concedida para O Globo, a competente embaixadora Maria Luiza Viotti, que comandou a delegação brasileira, deixou clara a importância que ganhou, principalmente com a constituição do grupo hoje conhecido como IBAS, composto pela Índia, Brasil e África do Sul que influíram nas decisões cruciais.
Este papel foi reconhecido pelo embaixador norte-americano Tom Shannon, como o país que constituiu uma liderança regional e internacional com o chamado Soft Power, sem armas de destruição de massas, mas pelas forças das posições diplomáticas, mesmo contrariando os atuais poderosos no cenário mundial.

Embaixadora Maria Luiza Viotti
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2 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: artigo no Yomiuri Shimbun, igrejas católicas, impressão de livros, marcas portuguesas em Amakusa
No popular jornal japonês Yomiuri Shimbun, o jornalista Shigeru Ueda relata a sua experiência em Amakusa, uma ilha da província de Kumamoto que preserva importante marcos que os portugueses levaram para o Japão no século XVI. Ele estava atrás de notícias relativas à presença de cristãos na ilha, mesmo quando eles foram perseguidos no final daquele século, mas foi surpreendido por outras informações sobre suas influências em outros importantes aspectos culturais locais.
Ele foi informado sobre uma edição das “Fábulas de Esopo”, impresso pelas técnicas desenvolvidas por Gutenberg naquela ilha, como relatado por Kenichi Miyashita, curador do Collegio Amakusa Center, que exibe documentos levados pelos portugueses para o Japão. O jornalista esperava informações sobre as presenças dos portugueses, mas nunca que Esopo tivesse chegado àquela ilha com seus ensinamentos.


Igreja católica de Oe e igreja católica de Sakitsu, em Amakusa, Kumamoto
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2 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: artigo de Adam Davidson, desafios para todos, reações ao avanço chinês, The New York Times
Adam Davidson é um influente cofundador do NPR’s Planet Money, possui blogs e uma série de programas de rádio incluídos no Morning Edition, All Things Considered e This American Life. Ele publicou um artigo de grande interesse no The New York Times, engrossando um movimento norte-americano que procura estimular os Estados Unidos, deixando de simplesmente ficar criticando a China. O artigo começa com o exemplo da DuPont que, durante a Segunda Guerra Mundial e depois dela, transformou a empresa de produtora de materiais bélicos, como os paraquedas, para a produção de meias de nylon, chegando a orlon e lycra, sem ter desempregado nenhum operário e encontrando produtos que passariam a ser de consumo de massa.
Ele e outros analistas estão engrossando as pressões para a mudança da política norte-americana que se concentra na crítica à desvalorização do yuan, esquecendo-se que os Estados Unidos ainda lideram os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, que só poderá ser superada pela China em torno de 2022, no atual ritmo de aumento dos investimentos chineses nesta área.
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2 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: a crise econômica, dificuldades em todo o mundo, participação popular, problemas morais
Nesta passagem do ano de 2011 para 2012, diversos problemas afloraram no mundo, como as dificuldades relacionadas com a crise econômica que se generalizou por todo o mundo globalizado. No entanto, começaram a esboçar-se as manifestações populares expressando a inconformidade com os problemas da corrupção, como os que estão no fundo da Primavera Árabe ou do movimento Ocupação de Wall Street, e parece que a manifestação mais enfática de reação acaba ocorrendo na Índia. Noticiou-se que um indiano, de forma semelhante com Mahatma Gandhi, declarou-se em greve de fome contra a corrupção que também afeta o Parlamento Indiano. A presidente Dilma Rousseff vem se declarando disposta a fazer uma limpeza na política brasileira, mas ainda não recebeu o apoio popular indispensável para tal operação.
O jornal The Time of India registra que o primeiro-ministro Manmohan Singh divulgou a população a decisão do seu governo sobre “iniciativas de transformação” para capacitar as pessoas a combater a corrupção, listando os cinco desafios pessoais para o ano novo. Ele reconhece que tudo demandará um bom tempo, mas se comprometeu a trabalhar pessoalmente para transformar o seu governo em algo eficiente e honesto, procurando uma economia mais competitiva e robusta, e uma ordem mais justa social e politicamente.


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29 de dezembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: Asakusa, Kabuki, Kabuki-za de Ginza, tradição cultura
Entre os diversos tipos do tradicional teatro japonês, possivelmente o kabuki seja o mais conhecido não só no Japão como no exterior, mesmo que o nô também tenha os seus apreciadores. No kabuki, as peças e os artistas mais conhecidos são populares e fazem parte do patrimônio cultural nacional, sendo as pantomimas apresentadas somente por atores, havendo alguns consagrados e especializados na apresentação de somente personagens femininos. Alguns artistas utilizam o mesmo nome por gerações, sendo verdadeiros ídolos nacionais. No nô, os artistas se apresentam com máscaras típicas, acompanhados por músicas específicas, onde cada gesto é muito importante, tendo um significado diferenciado, menos movimentado. No kabuki, mais popular, os artistas se apresentam com maquiagens que exageram suas feições, sendo que alguns são conhecidos há séculos, inclusive por famosas xilogravuras.
O mais famoso local onde era apresentado o kabuki estava localizado em Ginza, tendo o nome de Kabuki-za, uma construção tradicional cuja original era de 1889, mas que foi destruída por um incêndio. A versão mais recente, dentro do estilo tradicional era de 1950, mas para a surpresa de muito estrangeiros foi destruída em 2010, estando sendo substituído por um novo e gigantesco edifício, atualmente em construção, que terá um espaço adequado para a prática do kabuki. O que em outros países seria “tombado” como um monumento intocável, os japoneses simplesmente os destroem, substituindo por um novo.

Fachada do Kabuki-za Ginza Tokyo
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29 de dezembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: balanços de final do ano, críticas ao desenvolvimento brasileiro, críticas ao desenvolvimento chinês, desacelerações para acomodações | 2 Comentários »
Apesar de aulas de renomados professores de desenvolvimento econômico, entre eles Antonio Delfim Netto, parece ser de difícil compreensão até para os economistas que este processo implica em constantes superações de problemas, que geram desafios que necessitam ser transpostos. Trata-se de um processo em que a superação de um obstáculo acaba criando outros que também precisam ser vencidos. Não existe, na história da humanidade, nenhum processo de desenvolvimento econômico que ocorreu sem nenhum problema, ou não estaríamos no mundo de recursos escassos onde o que se deseja sempre vai se multiplicando.
Apesar do espantoso desenvolvimento pelo qual vêm passando a China nas últimas décadas, muitos na mídia internacional procuram ressaltar as suas dificuldades e não as conquistas que vem superando. Que problemas ainda existem, ninguém duvida, ainda que uma massa de mais de um bilhão de chineses melhorou o seu padrão de vida nestes anos. Só não admitem os que não querem ver. Eles passaram a fazer parte importante dos produtores mundiais, a ponto de incomodar o resto do mundo, e ao mesmo tempo tornaram-se grandes consumidores que sustentam a atual economia mundial. A China tornou-se a principal parceira comercial da maioria dos países relevantes no mundo.

A China tem mais de 9,6 milhões km², sendo parte de desertos e montanhas inabitáveis, e mais de 1,4 bilhões de habitantes
Numa escala menos expressiva, destaca-se também o Brasil nas últimas décadas, que, mesmo sem a mesma expressiva taxa de crescimento econômico da China, vem impressionando o mundo com uma sensível melhoria na sua distribuição de renda, incorporando na sua classe média produtora e consumidora um segmento de sua população que impressiona o mundo. Consolida o seu regime democrático, com a sucessão de seus governantes desde o seu período de regime militar, com expressivo aumento de sua produção agropecuária e de recursos minerais. As limitações com que contam são públicas, notadamente na sua infraestrutura física e social, ao lado de sua desfuncionalidade na gestão pública e privada.

O Brasil tem mais de 8,5 milhões km² habitáveis, e uma população superior a 190 milhões de habitantes
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29 de dezembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: comentários do Financial Times, reações do governo norte-americano, tempo para os seus efeitos
Os jornais relevantes no mundo registraram as reações do governo norte-americano, por intermédio do presidente Barack Obama e do secretário do Tesouro Timothy Geithner, aos entendimentos preliminares do Japão e da China para aumentar a participação do yuan chinês e o iene japonês nos mercados internacionais. E o jornalista Simon Rabinovitch, do Financial Times, localizado em Beijing, publica um artigo reproduzido pelo Valor Econômico informando que “para analistas, pacto cambial entre China e Japão é ‘simbólico’”.
O que parece importante entender é que o mundo vem interpretando que a política monetária dos Estados Unidos em aumentar a oferta de dólares norte-americanos no mundo acaba desvalorizando-o no mercado internacional, provocando a valorização das demais moedas, até dos seus parceiros tradicionais, visando reduzir o seu déficit comercial, no que não conseguem sucesso, como apontou o prêmio Nobel Michael Spence, como postado neste site. O caminho correto e de longo prazo necessita do aumento de sua eficiência para tornar os produtos americanos competitivos.



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27 de dezembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: aprofundando as parceriais, exemplo para o Brasil, Japão e Índia, projetos conjuntos do setor público e privado
O governo indiano já havia estabelecido um acordo com o governo japonês para estruturar um corredor de 1.500 quilômetros entre Nova Delhi e Mumbai. Na nova visita do premiê Yoshihiko Noda à Índia, os japoneses estão anunciando um novo plano que estende mais US$ 4,5 bilhões para completar este corredor industrial, com a ativa participação dos principais grupos privados japoneses. Há um reconhecimento que a infraestrutura indiana ainda é deficiente, havendo muitas oportunidades para a sua melhoria, utilizando o sistema de parceria público-privado.
O jornal econômico japonês Nikkei anuncia um novo pequeno trecho de 14,5 quilômetros que vai ligar o centro da cidade ao distrito industrial de Pune, com a mesma orientação, comandada pela Toshiba e a Oriental Consultants. Isto visa desenhar o projeto, efetuar o seu planejamento, construir e operar o sistema de infraestrutura, o que não vem se conseguindo entre o Brasil e o Japão.


Primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, e Manmohan Singh, primeiro-ministro indiano
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27 de dezembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: artigo original no Project Syndicate, considerações sobre o câmbio e o comércio internacional, Prêmio Nobel Michael Spence
Michael Spence, Prêmio Nobel de Economia, professor da Universidade de New York, no seu artigo reproduzido pelo The Japan Times, originalmente publicado no Project Syndicate, chama a atenção que os Estados Unidos estão demasiadamente preocupados com o câmbio, e está se descuidando do problema da produtividade e de suas relações comerciais. Ele chama a atenção que os Estados Unidos está com déficit comercial com quase todos os países, como o Canadá, México, China, Alemanha, França, Japão e Taiwan, além dos países exportadores de petróleo, sendo o mais expressivo com a China. Se calculado pelo valor adicionado nos produtos dos diversos países, a lista não se alteraria muito, mas a posição da China cairia muito.
Os países como o Japão, a Coreia e Taiwan possuem superávit com a China e a Alemanha mantém um razoável equilíbrio neste comércio. Os Estados Unidos está um déficit comercial persistente e global que oscila na faixa de 3 a 6% do PIB. Mas o Congresso dos Estados Unidos está obcecado com a China, referindo-se a sua manipulação da taxa de câmbio. Poderia se acrescentar que se observam as mesmas tendências na maioria da imprensa norte-americana, que acaba sendo arrastada pelos problemas ideológicos e não racionais de economia.

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