Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Atrações do Verão Japonês

18 de julho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Turismo, webtown | Tags: atrações da península de Izu, fugindo do calor do asfalto e da umidade, verão do Hemisfério Norte

A sensação do calor na maior parte do Japão é agravada pela elevada umidade de um arquipélago, que também sofre os problemas relacionados aos tufões que provocam precipitações elevadas na sua periferia. Mas existem oásis invejáveis como os que foram descobertos por Mandy Bartok, que escreveu no The Japan Times relatando a famosa península de Izu, a somente duas horas de Tóquio. Terra cantada pelo Premio Nobel de Literatura do Japão, Yasunari Kawabata no seu “Izu-no Odoriko” (Os dançantes de Izu).

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Plantação de Wasabi

As ricas fotos que ilustram a matéria provocam invejas a quem sabe avaliar sobre estas maravilhas, transmitindo o frescor do ambiente da região. Como é conhecido de muitos, os verdadeiros wasabis na forma de tubérculos, e não os usuais vendidos em pó que são produzidos a partir de raiz forte, só podem ser produzidos ao longo dos riachos com águas límpidas e correntes, que costumam ser refrescantes, como do rio Kawazu. Quando são vendidos a 1.100 yens por unidade fica-se com a noção de sua abundância, e pode-se apreciar um sorvete feito com eles, as nossas mais gratas lembranças de uma terra que preserva a natureza são despertadas.

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Wasabis em tubérculos colocados à venda

Se o passeio inclui uma trilha para se chegar às cascatas de Shokei, onde estátuas lembram os dançantes da região descritas pelo escritor Yasunari Kawabata, nós acabamos ficamos próximo do êxtase, quase o que poderia ser descrito como o paraíso. Muitas são as cascatas como estas nesta parte privilegiada do Japão e as trilhas são abundantes. A autora inclui um mapa para se chegar à localidade, recomendando que o passeio seja feito de carro para permitir apreciar toda a maravilha da região.

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A trilha que leva às cascatas de Shokei, com estátuas dançantes

A região produz um quarto de todo o wasabi consumido no Japão, dando uma ideia da qualidade dos rios que percorrem este território. Como não poderia deixar de contar, existem muitos ryokans, pequenas pousadas do estilo japonês, aproveitando as abundantes termas da região. Nada mais repousante do que, depois de uma longa caminhada por matas tão ricas, um bom banho de águas termais, seguido de uma rica refeição do tipo kaiseiki, com uma sequência de pratos variados, que costumam ser servidos nestes estabelecimentos.

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Mapa da região

Como é natural, a culinária local tira o máximo proveito dos melhores materiais que se dispõe na região, privilegiada por um clima ameno com águas cristalinas, que dão possibilidades de variadas iguarias, como o relatado sorvete de wasabi. Não poderia faltar o peixe, nada menos que as trutas criadas em águas da qualidade que se dispõe na região.

Como o clima destas áreas é ameno, mesmo no verão tira-se partido do hibashi, um tipo tipicamente japonês para acomodar uma espécie de fogareiro, que serve para ferver a água para as cerimônias de chá ou atividades menos sofisticadas, ao redor do qual um conversa amena, mas inteligente pode ser cultivada por um pequeno grupo de participantes. Acaba-se criando um clima zen propício para o cultivo refinado da alma, numa interação do cotidiano com as suas lições filosóficas.

Nesta época do tanabata, a história das duas estrelas que se cruzam em amor, nada melhor que um passeio noturno à luz de uma lanterna de papel japonês pelas trilhas enluaradas dos arredores. A nossa imaginação nos leva a sonhar o que poderia ser todo este ambiente de Izu e sua riqueza espiritual.


Ainda o Projeto do Trem de Alta Velocidade no Brasil

18 de julho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, webtown | Tags: corrigindo algumas críticas, muitas dúvidas que persistem, projeto mal estudado

A complexidade de um projeto de um trem de alta velocidade e a falta de concorrentes dentro do edital mal concebido levam algumas autoridades a anunciar a possibilidade de alterações para resolver alguns dos problemas que foram levantados. Mesmo com o risco principal do projeto sendo transferido para o governo, os problemas fundamentais continuam mal equacionados, mostrando que o projeto necessita de estudos mais profundos e não de simples tentativas de equacionar algumas questões, como está anunciado em notícias divulgadas pelos jornalistas Valdo Cruz e Dimi Amora, baseados em informações fornecidas por Bernardo Figueiredo, diretor geral da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, encarregada da concorrência.

Todos sabem que pouquíssimos destes projetos de trem de alta velocidade em todo mundo são superavitários. A maioria deles é subsidiada fortemente pelos governos locais, e se a decisão de sua implantação é política, no mínimo precisa ficar claro qual o nível dos encargos que podem se previstos nos orçamentos públicos para cobrir estes déficits e por quanto tempo. A sua concepção deve visar à minimização dos seus custos, aproveitando ao máximo todas as vantagens que podem decorrer do projeto com o uso do setor privado. O Brasil não tem a tradição de onerar os ganhos de capital propiciado pelas valorizações das áreas beneficiadas por projetos semelhantes. A grande maioria dos projetos ferroviários foi viabilizada pelas concessões de áreas próximas aos projetos, no passado, mas não existe sequer ainda um projeto de execução do sonho de ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

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Perigosa Inversão em Todo o Mundo

15 de julho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, webtown | Tags: as dificuldades americanas, financiadores asiáticos e emergentes, somam-se aos europeus | 4 Comentários »

imagemKazuNo passado, eram as economias chamadas desenvolvidas, como a dos Estados Unidos e da Europa, principalmente e credoras, que pressionavam os menos desenvolvidos a adotarem políticas fiscais e monetárias responsáveis para continuar financiando as suas dívidas externas, entre elas muitas latino-americanas e asiáticas. O artigo publicado pela Folha de S.Paulo expressa o drama de Barack Obama que não consegue do seu Congresso aumento do nível de endividamento já elevadíssimo, correndo o risco de não poder pagar os seus compromissos. E entre os credores que estão preocupados destacam-se a China, o Japão, o Brasil, o Taiwan e a Rússia, os maiores pela ordem.

A China veio ajudando os Estados Unidos, mas já mandou o recado que os norte-americanos devem se preocupar com a preservação dos credores, pois é o mais destacado. Um default norte-americano, ou seja, situação em que eles não podem pagar os seus compromissos, não é imaginável, pois suas consequências mundiais seriam calamitosas. As empresas chamadas de rating, que classificam os riscos, já deram sinais de que os Estados Unidos podem chegar a este ponto.

O quadro internacional ficou muito complicado, pois muitos países europeus também enfrentam dificuldades de financiar suas dívidas públicas, e precisam do suporte do Banco Central Europeu, que já não conta com os recursos necessários para ajudar a Itália. Como os bancos europeus privados, como os da Alemanha, são os grandes credores, a continuidade desta situação crítica corre o risco de comprometer todo o sistema financeiro internacional, como na crise de 2008, paralisando a economia mundial.

Neste quadro de grande complexidade, os europeus e norte-americanos insistem em se manter no comando de instituições como o FMI, que também não conta com recursos suficientes para dar uma solução adequada para as dívidas destes países. A solução, como a que vem sendo adotada pela Itália, exige um grande plano de austeridade, inclusive com o congelamento das pensões e aposentadorias de uma população que ficou mais idosa, cuja manutenção exige recursos gigantescos.

O Japão também é um país que conta com uma dívida pública astronômica, ainda que financiada internamente. Todos os países que estão com suas populações envelhecendo, e são muitos, tendem a enfrentar problemas semelhantes. Os gastos irresponsáveis com guerras, como do Iraque e Afeganistão, já não permitem que os Estados Unidos partilhem do ataque à Líbia, havendo outros semelhantes no mundo árabe, como a Síria. E nem pode cuidar da segurança asiática.

Mesmo desejando manter o otimismo, as grandes economias dinâmicas emergentes, como a China, a Índia e o próprio Brasil, não contam com condições para sustentar as dificuldades internacionais, pois já suportam os pesados encargos para continuar melhorando o nível de bem-estar de suas populações que estão no limite da pobreza absoluta.

Todas as medidas de austeridade que terão que ser tomadas pelos diversos países não permitem antever um crescimento razoável para a economia mundial. Muito esforço terá que ser feito por todos, mostrando que o longo período de prosperidade internacional já é coisa do passado, e todos terão que labutar pelo desenvolvimento tecnológico que permita um nível razoável de bem-estar, com o consumo de produtos básicos e modestos. Já não é época de grandes festas…


A Difícil Arte da Política Econômica

15 de julho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: coluna da Claudia Safatle, economistas do mercado, posição da FVG, Valor Econômico

Sempre que se aproxima a reunião do Copom do Banco Central do Brasil, que decide o valor do juro básico da economia brasileira representado pela Selic, os economistas locais manifestam suas opiniões que são refletidas pela imprensa especializada, onde o Valor Econômico se destaca. A FGV – Fundação Getúlio Vargas, numa entrevista de Régis Bonelli, expressa a opinião que a economia brasileira ainda está aquecida, o que leva a posição de continuidade do endurecimento na política monetária. Numa pesquisa feita pelo jornal com 35 economistas, 25 esperam que a Selic vá além de julho, prevendo uma alta até o final do ano, muitos expressando as preocupações com a inflação de 2012.

Apesar dos economistas formados nas gerações anteriores se preocuparem mais com a “política econômica” como uma arte, e não como uma ciência exata que mecanicamente permite antecipar o que vai acontecer com a inflação como parece predominar entre os mais jovens, que sempre estão baseados em dados do passado, há dificuldades para que transmitir que existem muitos outros fatores que costumam ser subestimados, principalmente com os relacionados com o sistema financeiro, que sempre tendem a elevar os juros como medida restritiva para combate à inflação.

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Notícias Recentes do Japão

14 de julho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, webtown | Tags: casas inteligentes, e-book no Japão, remodelação de Ginza

Todos os estrangeiros que visitam o Japão ficam impressionados como os japoneses, principalmente os jovens, utilizam aparelhos eletrônicos de todos os tipos, inclusive dentro dos metrôs. Eles, que evitam encarar as demais pessoas por considerarem uma invasão de privaticidade, acabam lendo livros, jornais ou utilizando equipamentos eletrônicos, como os jogos. Agora o site Daily Yomiuri Online informa que os e-books estão se tornando populares neste verão do Japão.

Existem 150 exibidores na 16ª e-Book Expo Tokyo, quase o dobro dos que participaram do evento no ano passado. Panasonic, Rakuten, Fujitsu, Toshiba, Sony, todos procuram colocar os seus produtos, contando com entendimentos com editoras como a Kodansha, Shinchosha e Gakken, entre outras.

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A China Continua Crescendo Puxada Pela Indústria

14 de julho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, webtown | Tags: artigo do Financial Times, crescimento chinês continua elevado, perspectivas, puxada pela indústria

Todos esperavam uma desaceleração da economia chinesa diante dos problemas inflacionários que enfrenta como o resto do mundo. No entanto, segundo artigo publicado por Jamil Anderlini, do Financial Times, republicado no Valor Econômico de hoje, no segundo trimestre deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado, o PIB chinês cresceu solidamente em 9,5%. Muitos temiam um pouso turbulento daquela economia, diante das medidas restritivas de crédito que vêm sendo adotadas pelas autoridades chinesas, depois que a inflação chegou a 6,4% em junho último, tendo o Banco Central daquele país elevado os juros pela quinta vez.

O crescimento anual da economia no primeiro trimestre do ano tinha sido de 9,7%, e o do segundo trimestre foi puxado pela indústria que apresentou em junho 15,1% quando tinha sido de 13,3% em maio. O preço dos alimentos, considerado crucial pelas autoridades chinesas, apresentou um crescimento anual de 14,4% em junho, mas acredita-se que a inflação tenderá a se acomodar. As autoridades chinesas entendem que o combate à inflação é prioritário, pois pode provocar uma insatisfação perigosa dos seus trabalhadores.

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Imprensa Chinesa Também no Brasil

14 de julho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: artigo da Marli Olmos, problemas de profissionais, televisão na América Latina, visita à China | 2 Comentários »

Marli Olmos, a competente jornalista do Valor Econômico, foi convidada junto com outros repórteres de países latino-americanos a visitarem a China pelo governo daquele país, e está publicando uma série de artigos de suma importância para se conhecer aspectos pouco difundidos, mas que interessam a todos. Hoje, ela publica um artigo sobre a imprensa chinesa, principalmente a TV daquele país que se prepara para estabelecer a sua base em São Paulo para América Latina.

Como é do conhecimento daqueles que acompanham as notícias chinesas, uma novela brasileira, “A Escrava Isaura”, fez um grande sucesso na China, quando o país ainda não estava muito aberto para o exterior. Luciana Santos, que estrelou a novela, tornou-se uma das brasileiras mais conhecidas naquele país, pois como o governo chinês tinha proibido novas importações de novelas, naquela época, ficou-se repetindo esta por todo o país, e por muito tempo. E a atriz aproveitou para até difamar o Brasil, afirmando que a escravidão ainda existia no país, nos moldes retratados na novela, numa das visitas que ela efetuou na China, obtendo grande admiração.

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Eventos Estimulando Inovações Gastronômicas Brasileiras

14 de julho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Gastronomia, webtown | Tags: interesse internacional, interesses sobre matérias-primas brasileiras, novas iniciativas do Paladar

O Brasil vem atraindo as atenções internacionais por variados motivos, além dos econômicos e políticos. Muitos renomados chefs da gastronomia internacional ficam maravilhados com a biodiversidade com que se conta no país, fornecendo novos materiais que vão sendo incorporados nas melhores cozinhas do mundo, que também passa por um processo de globalização.

Anuncia-se que, entre os próximos dias 28 a 31 de julho, em São Paulo, serão realizados muitos workshops com consagrados chefs brasileiros mostrando a ampla diversidade de produtos brasileiros, até os pouco conhecidos no país, além dos provenientes das diversas regiões brasileiras, que ganham novos usos. O evento leva o nome de Paladar Cozinha do Brasil, e deverá atrair um grande público, além dos profissionais do setor.

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Foto: Tadeu Brunelli
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Foto: Tadeu Brunelli
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Reciclagem de Materiais e Uso de Não Poluentes

14 de julho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, webtown | Tags: aumento de alternativas, reciclagem de materiais, uso de materiais não poluentes

Quando vivi em meados dos anos oitenta do século passado no Japão, uma das primeiras instruções que recebemos da proprietária do imóvel que aluguei foi sobre o lixo. Havia que se separar pelos diversos tipos de materiais recicláveis como os papéis, vidros, latas e os orgânicos, que eram poucos quando comparados com os do Brasil. Hoje, está se generalizando também em países como o Brasil as separações destes lixos de forma a contribuir com o meio ambiente, utilizado de materiais que demandam recursos naturais, como as árvores das florestas.

A resistência para que estas medidas sejam mais amplas sofrem restrições culturais. Um exemplo expressivo é o exagero do uso dos chamados “waribashi” (hashi – palitos para usados para comer, descartáveis) de madeiras, que diariamente consomem o equivalente a florestas no Japão, quando deveria se disseminar o uso de hashis de plásticos e outros materiais reutilizáveis, como fazem os chineses.

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Reportagens Sobre o Brasil na Imprensa Internacional

13 de julho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, webtown | Tags: aspectos positivos, Financial Times, observações sobre os riscos, reportagens sobre o Brasil

De longe, a China é o país mais noticiado na imprensa internacional, mas o Brasil também desperta muito interesse, com uma ponta de ironia nos jornais ingleses, como o Financial Times, como num longo artigo escrito por Joe Leahy ontem. Já começa alertando que um programa econômico que se beneficiou do boom mundial das commodities corre o risco de ser colocado fora da atual corrente. Mas rende-se à realidade que o governo Lula da Silva promoveu o desenvolvimento com uma melhoria da distribuição de renda, ainda que atribua a maior contribuição aos fatos como Bolsa Família. Ele toma o caso da pequena cidade de Lauro de Freitas, na proximidade de Salvador, na Bahia, como indicador do que estão chamando de “Lulismo”, que combina uma marca de economia do bem-estar social, aumentos generosos de salários e crédito fácil, que começa a ser adotado também em outros países sul-americanos.

Mas o artigo admite que de 2003 até hoje cerca de 49 milhões de brasileiros ascenderam para a classe média ou até à classe média alta, segundo a Fundação Getúlio Vargas. A renda familiar da chamada classe D e E aumentou 1,8% ao ano desde que Lula da Silva assumiu o poder, e o número desta população declinou de 96 milhões para 64 milhões, ao contrário da China onde a renda familiar cresceu menos 2% ao ano do que o PIB daquele país. O Brasil aumentou seus shoppings centers, causando inveja aos europeus que amargam dias difíceis.

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