20 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Tecnologia | Tags: Airbus se prepara para o futuro, fracasso do Concorde, ligação rápida com a Ásia, preocupações ambientais
Como é do conhecimento geral, o Salão da Indústria Aeronáutica mais importante do mundo ocorre em Bourget, onde participa tradicionalmente a Embraer brasileira. Logo que se abriu a exposição, a casa matriz da Airbus, segundo publicado no Le Figaro desta segunda-feira, iniciou suas pesquisas para o lançamento do novo avião que pretende cobrir Paris a Tokyo em duas horas e meia, sem agredir o meio ambiente. Espera-se que o projeto esteja concluído em 2050. O Concorde voou comercialmente pela última vez em 2003 e é uma das frustrações francesas.
O voo do novo avião pretende atender o mercado dos executivos, comportando entre 50 a 100 passageiros, e tem como alvo principal a ecologia, com emissão zero de poluentes. O projeto foi batizado de ZEHST (Emissão Zero no Transporte de Alta Velocidade – Zero Emission High Speed Transport), numa associação das empresas EADS, L’Onera, do Laboratório de Pesquisa Aeroespacial da França, como do Japão.


Concorde, cujo projeto fracassou comercialmente, e o novo projeto batizado de Zehst
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20 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, webtown | Tags: ainu, coletivismo, coreanos e chineses, discriminação dos japoneses, retornados aos Japão | 37 Comentários »
Um interessantíssimo e fundamentado artigo foi publicado na importante revista The Diplomat, de autoria da Hiroko Ogawa, sobre a discriminação feita pelos japoneses. Como se trata de uma coletividade homogênea, mesmo com o aumento da presença dos estrangeiros no Japão, continua mantendo uma discriminação, chamando-os de gaijin, que deriva da palavra gaikokujin (que significa uma pessoa do exterior). Mas a autora admite que isto ocorra também com minorias como os ainus (nativos de Hokkaido) e japoneses retornados que residiram por muito tempo no exterior.
Hiroko Ogawa faz um detalhamento desta situação e espera que haja avanços sobre o assunto no Japão, mas parece que sua análise se refere mais sobre os aspectos das minorias étnicas. No entanto, ela nota que os japoneses discriminam tudo que é diferente do padrão adotado pela maioria, inclusive no que se refere ao comportamento das pessoas. E expressa à esperança que isto venha a mudar, ainda que leve muito tempo.

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20 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: chineses na Alemanha, Genghis Khan, outras nacionalidades, vietnamitas na França
Mesmo com o mongol Genghis Khan tendo criado no seu império que ia da China até a Europa, introduzindo o correio, a imunidade diplomática e criado o mercado comum com isenção tributária já na sua época, ele foi considerado pelos europeus como um bárbaro sanguinário. Recentemente, mesmo com a ascensão dos países asiáticos emergentes, parece que está aumentando o fluxo daqueles que nasceram na Ásia em todo o mundo, como parte da globalização, que não se efetua somente com mercadorias e recursos financeiros.
Ainda que existam resistências, o fluxo de imigrantes de países mais pobres para os mais desenvolvidos vai continuar ocorrendo, legal ou ilegalmente. Se a emigração fosse totalmente livre, estes desequilíbrios mundiais na distribuição de renda pessoal poderiam ser reduzidos. A Europa, mesmo com a crise econômica, continua recebendo os asiáticos, africanos e sul-americanos, tanto para um trabalho mais modesto como até empresários de grandes e razoáveis portes, mas principalmente de pequenos.



Presença de chineses, indianos e vietnamitas cresce na Europa
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17 de junho de 2011
Por: Naomi Doy | Seção: Depoimentos, Editoriais, webtown | Tags: campanha do Ministério do Meio Ambiente, gyaru, monpe, NHK-Kawaii, Nikkei, suteteko, The Japan Times
Quando a então ministra do Meio Ambiente do Japão, Yuriko Koike, introduziu o cool biz em 2005, como reforço para combater aquecimento global (baixar o grau do ar condicionado e usar roupas frescas nos locais de trabalho), a ideia foi vista por conservadores como mania de mulher mandona querendo aparecer na onda do Protocolo de Quioto. Mas, mesmo o Conselho Brasil Japão para o Século XXI, do qual fez parte Paulo Yokota, quando foi recebido pelo primeiro-ministro Junichiro Koizumi, todos estavam com camisa esporte, sem gravatas, no gabinete dele. A ideia veio dos norte-americanos que já adotavam o casual Friday, quando nas sextas-feiras o traje tornou-se informal. Neste verão, com o Japão enfrentando crise energética pós-desastres naturais e nucleares, autoridades decidiram levar a campanha muito seriamente. O público, que já estava se acostumando após seis verões, parece disposto a cooperar. Afinal, mulheres tiveram que queimar sutiãs para conquistar alguma liberdade no passado – agora os homens japoneses têm a chance de se livrar das gravatas sem nem precisar desfilar por Ginza queimando as mesmas.
Paulo Yokota informa da Alemanha, onde se encontra no momento, que também lá os estabelecimentos comerciais estão reduzindo o uso do ar condicionado, pois os alemães decidiram abolir o uso da energia nuclear dentro de alguns anos e algumas usinas mais antigas já estão em revisão. E lembra, também, que o presidente Janio Quadros também havia introduzido em Brasília um traje do tipo usado na Ásia, mais adequado para regiões tropicais.


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17 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: artigo do Toyo Keizai, participação japonesa, pré-sal, Taketoshi Aizawa
Um importante artigo foi publicado por Taketoshi Aizawa, no jornal econômico japonês Toyo Keizai, ele que é o gerente geral adjunto da Petrobras em Tóquio, Assessor do CEO da Nansei Sekiyu, e ex-representante da JBIC – Japan International Cooperation Agency no Brasil, onde ajudou no financiamento de importantes projetos. Numa longa apresentação, o artigo relata a importância da exploração dos recursos de petróleo e gás em áreas marinhas, inclusive em Zonas de Exploração Especial do Japão, como nos arredores de Okinawa. Principalmente com os acidentes ocorridos no Japão recentemente, e as decisões norte-americanas de acelerar os projetos de sua autosuficiência energética, bem como as dificuldades de geração de energias alternativas.
Novas tecnologias são indispensáveis para as explorações como do pré-sal a grandes profundidades. Elas podem ser úteis também para explorações nas Zonas Especiais no Japão, segundo o autor. A Petrobras está envolvida na produção de supertanques de 500.000 TDW em Suape, em Pernambuco, com a coreana Samsung Heavy Industries, na empresa chamada Atlântico Sul, que conta com a participação da Camargo Correa brasileira. Muitos projetos já envolvem investimentos de US$ 4,6 bilhões com muitos outros navios de grande porte.
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17 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: japoneses no passado, os brasileiros, turistas chineses
Muitos e variados fatores determinam o fluxo internacional de turistas e seus comportamentos quando no exterior. Atualmente, os chineses, que estão melhorando substancialmente de padrão de vida, contam com uma nova classe média e um quadro de novos ricos. Eles estão invadindo o mundo, havendo uma estimativa que só em 2010 gastaram mais de US$ 100 bilhões no exterior, primeiro nos países próximos como o Japão, depois nos seus vizinhos asiáticos, mas chegando pesadamente nos Estados Unidos e na Europa.
Diferem dos turistas japoneses quando do “milagre econômico” do seu país. Estes começaram com muitos funcionários masculinos das empresas japonesas, como de autoridades do país, que aproveitavam suas viagens para turismo coletivo, quase somente de homens, com guias e ônibus fretados, para um pacote determinado, principalmente diante das dificuldades de domínio da língua estrangeira. Somente mais tarde, as famílias começaram a viajar, depois os jovens, principalmente mulheres, antes do casamento, pois tinham empregos que lhes proporcionavam renda suficiente, mas na maioria em grupos organizados pelas agências de turismo. Eles diferem muito dos brasileiros, que estão aproveitando uma conjuntura positiva, e um câmbio favorável.



Turistas chineses e brasileiros na Europa
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13 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: bases militares dos Estados Unidos, contra energia nuclear, problemas sino-japoneses, protestos populares no Japão | 4 Comentários »
Num artigo publicado pela Hiroko Ogawa na prestigiosa revista The Diplomat registra-se que os japoneses não protestavam publicamente desde os agricultores do século XVII contra o sistema feudal da época. Recentemente, registraram-se alguns limitados sobre os incidentes dos navios militares chineses com os pesqueiros japoneses e os contra a presença dos militares norte-americanos principalmente em Okinawa.
Agora, os acidentes nas usinas nucleares de Fukushima Daiichi provocaram na proximidade de Shinjiku, em Tóquio, protestos que chegaram a reunir mais de 20 mil manifestantes contra o uso da energia atômica na geração de energia elétrica, segundo a autora, com a participação de artistas e ativistas, o que seria inusitado.
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13 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Política | Tags: artigos na Folha de S.Paulo, consulado geral em Xangai, observações do correspondente em Peguim
A Folha de S.Paulo trouxe no domingo, dia 12 de junho, dois artigos de suma importância sobre o intercâmbio sino-brasileiro que merecem a atenção de todos que estão relacionados com este relacionamento. Um é de Fabiano Maisonnave, correspondente em Pequim do jornal e outro escrito pelo cônsul geral do Brasil em Xangai, Marcos Caramuru, junto com seu adjunto, Joel Sampaio. O primeiro observa que os serviços brasileiros na China ainda engatinham, com uma presença limitada, e o segundo trata do aumento do entendimento entre chineses e brasileiros, como base para o futuro aumento do intercâmbio econômico.
O que valeria a pena acrescentar é porque isto está acontecendo, com base na história do Brasil e exemplos dos intercâmbios efetuados com os Estados Unidos, Europa e Japão, ainda que superficialmente. Isto permitiria sugerir medidas para o aumento do intercâmbio bilateral, com bases mais sólidas.

Cônsul geral do Brasil em Xangai, Marcos Caramuru de Paiva
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12 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais | Tags: assuntos asiáticos, Ilustrada da Folha de S.Paulo no sábado, livros que se desejam ler, resenhas
Acumulam-se os livros que se deseja ler, mas falta tempo para tanto. O Caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, aos sábados, ajuda a adicionar outros que acabam acumulando a pilha de livros programados para leituras, quando se dispuser de tempo para tanto. O de 11 de junho, por exemplo, além da crítica do livro que já está na minha pilha de leitura e que já li parcialmente, o romance “A Amante da China”, de Ian Buruma, na sua versão traduzida para o português, editada pela Record, autor de quem já li outros trabalhos deliciosos. Não se trata do que está no título, mas tem o pano de fundo de diversas décadas da história japonesa e seus relacionamentos com seus vizinhos asiáticos.
Mas também traz uma crítica do romance “Hotel Iris”, da nova geração de autores que se seguem a Haruki Murakiami, este autor pós-moderno que faz grande sucesso internacional. A autora é Yoko Ogawa, que já conta com mais de 20 títulos, e está traduzido da sua versão em francês, editado pela Leya. Ela foi finalista da Asian Man Literary Prize. Também está na minha pilha para leitura “Nunca me deixes”, de Kazuo Ishiguro, editado pela Gradiva, autor de outros cinco romances, consagrado nos Estados Unidos, na Inglaterra e na França, com condecorações pela contribuição para a literatura, da mesma geração que nos enriquece com suas contribuições.

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9 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais | Tags: exploração de estudantes por empresas da imprensa, venda de materiais desatualizados com merchandising
Fora dos padrões deste site efetuamos com este artigo postado um protesto veemente sobre um equivoco provocado pela Editora Globo e pela empresa Valor Econômico que esperamos seja imediatamente corrigidos. Numa “feirinha de livros” promovido pelo Centro Acadêmico Visconde de Cairu da FEA-USP, encontramos algumas pequenas publicações, uma espécie de catálogos, que estavam sendo vendidas pelo absurdo preço de R$ 25,00 cada, equivalente ao de muitos livros de uso dos universitários de conteúdo acadêmico.
Como tinham uma apresentação razoável cuidando de assuntos de interesse geral, adquiri três exemplares diferentes cuidando de comércio eletrônico, seguro e agronegócios. Estas vendas não honram as empresas envolvidas, e constituem um verdadeiro engodo aos estudantes, e devem ser suspensos imediatamente para não comprometer a boa imagem destas importantes instituições.



Primeiro grande erro: estas publicações adquiridas são “encalhes” antigos, pois foram editadas em 2002 e 2003, sobre assuntos que sofrem aperfeiçoamentos constantes atualmente, estando totalmente desatualizadas depois de menos de 10 anos. Os estudantes não podem ser induzidos à compra, por preços absurdos, de estoques que não foram vendidos por ocasião de suas edições, que não se restringem a estes assuntos, mas a muitos outros de interesse generalizado.
Segundo grande erro: algumas destas publicações efetuam “merchandising” de empresas fornecedoras de serviços como a Amazon ou a Submarino ou equipamentos como os da Dell, e deveriam ser oferecidas gratuitamente aos estudantes. A imprensa não pode fornecer informações comprometidas por interesses comerciais para os estudantes.
Terceiro grande erro: os espaços como da FEA-USP são públicos, e estas “feirinhas” são efetuadas para estimular os estudantes a adquirirem publicações de interesse didático, com a ajuda do Centro Acadêmico que recebe parte da remuneração, bem como da Biblioteca que ficou com o direito de receber, na forma de doações, 10% do que for apurado. Possivelmente, os comerciantes que lá atuam são pequenos empresários que trabalham nos chamados “sebos”, mas estão utilizando cartazes de algumas editoras, que devem ser responsabilizadas pelos materiais que editam.
Como os exemplos utilizados referem-se a empresas responsáveis, espera-se que tenham funções que não sejam meramente comerciais, prestando bons serviços para os estudantes, supervisionando os materiais que são comercializados por terceiros, pois tais publicações estão com os endossos das mesmas.