15 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: intercâmbio sino-americano na área da segurança, notícias do China Daily, pouco menção nos jornais norte-americanos
Todos reconhecem que os chineses e os norte-americanos são os mais poderosos países que possuem uma elevada capacidade militar no mundo atual. Quanto mais eles se entenderem, os riscos universais de conflitos gerais ou localizados podem ser reduzidos. A recente e inusitada visita de altas autoridades militares chinesas aos Estados Unidos para entendimentos bilaterais, com a extensão de suas visitas às unidades vitais para a segurança mundial, mesmo com as profundas diferenças existentes entres os dois países nestes assuntos, deve ser saudado como um acontecimento alvissareiro de interesse para todos. Isto está sendo anunciado com destaque no China Daily, mas é difícil se encontrar notícias sobre estes fatos nos principais jornais norte-americanos, como The New York Times, The Washinton Post ou The Wall Street Journal. Compreende-se que a opinião pública norte-americana e mundial esteja voltada para outros assuntos sensíveis, mas seria interessante confrontar os pontos de vista de ambas as partes envolvidas nestes contatos.


Leia o restante desse texto »
15 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: continuam as dificuldades de ouvir as experiências locais, o problema da localização das empresas japonesas, riscos
Algumas grandes empresas japonesas continuam contrariando a sua própria lógica, e ouvindo pouco as opiniões locais, sujeitando-se aos riscos desnecessários. Quando da decisão de localização de uma delas no Mercosul, acabaram decidindo instalar uma de suas unidades na Argentina, mesmo sabendo que o Brasil contava com um complexo industrial mais estruturado para o fornecimento de componentes e representava a demanda de cerca de 80% da produção prevista. Possivelmente, foram guiados pelo princípio que deveriam estar presentes em todos os mercados, considerando sua atuação no mundo globalizado. Esqueceram os sábios princípios japoneses de fazer as coisas logicamente, nos projetos de longo prazo, evitando o uso de artifícios. Existe um ditado japonês que afirma que a água corre para o mar, sendo mais difícil reverter esta tendência lógica, fazendo-o subir para a montanha.
Mais recentemente, decidiram instalar uma nova unidade no Estado de São Paulo, considerando que estavam mais próximas da localização de suas principais unidades, ainda que muitos outros estados brasileiros oferecessem vantagens fiscais e outras facilidades. Dificilmente, elas perdurarão por muito tempo num país Federativo, que conta com impostos de valor adicionado que estão sendo utilizados como barreiras alfandegárias. Devem ter aprendido com as dificuldades que estão enfrentando no Mercosul e passaram a respeitar um pouco mais as opiniões daqueles que possuem uma longa experiência local.

Leia o restante desse texto »
14 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: arranjos no exterior, empresas japonesas inovando, reações rápidas aos desafios | 12 Comentários »
Diante dos desafios a que estão submetidas, as empresas japonesas estão respondendo com grande rapidez, mostrando sua capacidade de se ajustar às mudanças do mercado, promovendo inovações e entendimentos no exterior. O jornal econômico Nikkei, na edição deste sábado, dá informações sobre um conjunto de iniciativas que, muito rapidamente, estão colocando as empresas em situação de enfrentar de frente os problemas que estão tendo, promovendo um salto nas suas atividades. Um exemplo significativo foi dado pela Toyobo, que já foi a líder do setor têxtil e estava avançada na produção de filmes de polipropileno de vários tipos.
Com a necessidade de economia de energia, aumentou a demanda de células solares que utilizam muitos filmes. Ao mesmo tempo, o aumento do uso de celulares inteligentes, bem como tablets, por exemplos, aumentou o consumo de filmes. A Toyobo providenciou imediatamente filmes especiais para atender estas necessidades: que para ter custos mais baixos, passou dos filmes com base no fluorine para os de poliéster.





Leia o restante desse texto »
14 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: dados das Nações Unidas, projeções que estão sendo efetuados, publicações dos censos de 2010 | 2 Comentários »
Como os dados demográficos dos censos efetuados por todo o mundo em 2010, os mais variados estudos estão chegando ao conhecimento do público, alguns com informações assustadoras. O The Economist, respeitável revista de circulação internacional, chega a publicar uma matéria com o título: “…isn’t destiny, one hopes” (tradição livre: …não é o destino, espera-se). Mais de 100 censos efetuados em 2010, com dados da China, Índia e Américas, reportaram seus resultados, e a divisão de população das Nações Unidas divulgam suas projeções que são efetuadas a cada dois anos, agora até 2100.
Segundo as Nações Unidas, a população mundial chegará a 7 bilhões de habitantes em outubro próximo, alguns meses antes do que era esperado. Em 2100, projeta-se que superará 10 bilhões de habitantes, ainda que estas projeções de longo prazo tenham que ser aceitas com reservas, pois o quadro geral poderá se alterar, modificando as hipóteses que são utilizadas, com alterações no fator fundamental que é a fertilidade, que vem declinando.
![PY[1] PY[1]](data:image/svg+xml;base64,PHN2ZyB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciIHdpZHRoPSI1OTMiIGhlaWdodD0iNjMwIiB2aWV3Qm94PSIwIDAgNTkzIDYzMCI+PHJlY3Qgd2lkdGg9IjEwMCUiIGhlaWdodD0iMTAwJSIgc3R5bGU9ImZpbGw6I2NmZDRkYjtmaWxsLW9wYWNpdHk6IDAuMTsiLz48L3N2Zz4=)
Leia o restante desse texto »
13 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: ampliações das redes de varejo, consumidores japoneses, demanda de produtos de luxo
Processa-se uma intensa modificação nos varejos de diversos países asiáticos, com destaque na China e no Japão, provocada por diferentes motivos. Na China, o rápido desenvolvimento e o aparecimento de novos milionários estão aumentando a demanda de produtos e serviços de alto luxo, mesmo os difíceis de serem encontrados nos países desenvolvidos. O Financial Times noticia a instalação de um dos mais sofisticados estabelecimentos do mundo, uma House of Walker, em Xangai, da Diageo, que não encontra paralelo em outros países. A conhecida distribuidora de whisky Johnnie Walker conta com uma loja que é parte um museu, acreditando que o mercado chinês, nos próximos cinco anos, será o mais importante do mundo. Este mercado cresceu 24% no ano 2010, e o Diageo teve que transportar por via aérea para o Ano Novo o ultraexclusivo whisky de 1910 que custa US$ 3.000 a garrafa.



Leia o restante desse texto »
11 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Política | Tags: duas maiores potências mundiais, necessidade de convivência, os diálogos estratégicos e econômicos
É interessante que o China Daily continue noticiando com destaque as reuniões dos Diálogos Estratégicos e Econômicos (Strategic and Economic Dialogue), que ocorreu em Washington nos últimos dias 9 e 10 de maio entre as delegações dos Estados Unidos e da China, mais que a imprensa norte-americana. Estas reuniões são importantes e realizadas regularmente duas vezes por ano, cuidando de assuntos delicados como a segurança e a cooperação econômica entre as duas maiores potências do mundo.
Os chineses são comandados pelo vice-premiê Wang Qishan e pelo conselheiro do Estado Daí Bingguo. Os norte-americanos pela secretária de Estado Hillary Clinton e pelo secretário do Tesouro Timothy Geithner. São reuniões, portanto, realizados nos níveis mais elevados, que foram combinados pelos presidentes Barack Obama e Hu Jintao para serem realizadas regularmente, a fim de evitar conflitos desnecessários e aprofundar as consultas recíprocas e antecipadas.

Leia o restante desse texto »
11 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: repercussões no Brasil, sinais de desaceleração do crescimento chinês, volumes e preços de algumas commodities
Um forte lobby montado pelas instituições financeiras no Brasil, com grande penetração na mídia, continua propondo aumentos dos juros para cortar a demanda, quando as autoridades brasileiras já possuem informações sobre o arrefecimento no mercado das principais commodities no mercado internacional. Um artigo publicado no Financial Times de hoje, escrito pela Izabella Kaminska, mostra que a China que vinha puxando a demanda e os preços de muitos produtos no mercado internacional, já reduziu a importação de alguns, notadamente em quantidade no último mês de abril, que deve aliviar as pressões inflacionárias até no Brasil.
Considerando os volumes e valores das importações chinesas, de abril de 2011 com relação ao mesmo mês do ano anterior, observa-se que o cobre reduziu-se em cerca de 20% em volume, e cerca de 12% em valor. O alumínio também se aproximou de uma queda de volume próximo a 20%, ainda que em valor tenha crescido cerca de 5%. Na soja, que afeta o Brasil, como no minério de ferro, as quedas de volume foram em torno de 5%, mesmo que em valores os crescimentos tenham sido expressivos. Somente em petróleo as quantidades foram ligeiramente maiores, com valores crescendo cerca de 40%. O jornal utilizou dados da Thomson Reuters Datastream, uma das mais importantes fornecedoras de estatísticas deste tipo.

Leia o restante desse texto »
10 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: empresas procurando meios para superar as crises, exemplos japoneses e alemães, vantagens das economias de mercado | 9 Comentários »
Dois artigos interessantes e totalmente diferentes, publicados no The Diplomat e no Financial Times, dão exemplos vivos de como num sistema descentralizado, utilizando as vantagens das economias de mercado, as empresas procuram formas de superar os obstáculos que se apresentam pelas sucessivas crises econômicas, tanto as de origem na crise financeira mundial como de 2008 como os desastres naturais de 2011 no Japão.
As economias de um país são mais complexas do que todos os estudiosos conseguiram consubstanciar em suas teorias, que sempre elegem alguns fatores com os quais procuram explicar os funcionamentos dos mercados. Elas são instrumentos que ajudam a pensar, mas são grosseiras simplificações, entre outros, supondo a racionalidade do comportamento humano, quando ela pode ser movida por outros sentimentos, até de sobrevivência.


Leia o restante desse texto »
10 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: ampliação das atividades da Coteminas, complexos arranjos para parcerias internacionais, participação da Mitsui
Os jornais Valor Econômico e O Estado de S.Paulo noticiaram com grande destaque as ampliações das atividades do Grupo Coteminas, uma das gigantes brasileiras no setor têxtil, com a constituição da Cantagalo General Grains S.A. Visaria a produção de grãos como a soja, bem como algodão que é uma das suas matérias-primas. Associada a outros grupos, já iniciaria com a produção em mais de 150 mil hectares, espalhadas nos estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Piauí.
Entre suas parceiras estratégias estaria a Estreito Agrícola, que manteria parceria com a japonesa Mitsui, que teria 100% do controle da Multigrain S.A., processadora e exportadora de soja, milho e algodão. Além de trabalharem com produções próprias, adquiririam produtos de terceiros. Todos os grupos envolvidos são tradicionais e com elevada competência, tendo as condições para um intercâmbio promissor.


Leia o restante desse texto »
10 de maio de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: competitividade no interior da China, índice de felicidade, levantamento do Chinese Academy of Social Sciences
Um interessantíssimo artigo foi publicado no jornal japonês Nikkei utilizando informações levantadas pela Academia Chinesa de Ciências Sociais (Chinese Academy of Social Sciences), mostrando que a produtividade está se elevando também nas cidades do interior, com dados de 2009 e 2010, estabelecendo também a escala de satisfação ou felicidade (hapiness). Foram levantados os índices de 294 cidades chinesas.

O índice de competitividade pesa fatores como o tamanho da economia, a estrutura industrial e a renda. A da felicidade, realizado pela primeira vez no último ano, ao lado da competitividade. Perguntaram aos residentes urbanos o quanto felizes eles estavam com suas casas, emprego, transportes e vida em geral.
As cidades dos centros regionais apresentaram melhores índices de felicidade. Trânsito e poluição estão se tornando piores nas maiores cidades, enquanto a diferença econômica está se acentuando. Um oficial da academia informou que as autoridades governamentais deveriam tentar providenciar os serviços públicos de acordo com padrões definidos, enfatizando menos as distinções entre cidades e o campo.
Estas informações parecem relevantes, pois muitos no Ocidente se lembram somente dos grandes centros urbanos da China, quando existem outras também de grandes dimensões no seu interior, e que vem apresentando melhores condições econômicas. Quanto à satisfação da qualidade de vida das populações, nota-se a contrariedade nas mais conhecidas, salvo na capital Beijing.