27 de dezembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: espírito natalino, milagres que fazem bem a alma humana

Monique van der Vorst caminha ao lado da cadeira de rodas no estádio olímpico de Amsterdã
Mesmo com todos os avanços da medicina, acabam acontecendo algumas coisas difíceis de serem explicadas, que para muitos são consideradas milagres, que animam todos os que contam com boa vontade, principalmente nestas épocas natalinas. A Jovem Pan Online noticia, numa nota de Danilo Meira, que a atleta paraolímpica holandesa Monique Van der Vorst, medalha de prata em Pequim 2008, está fora das próximas em Londres.
É que ela, a ciclista que ficou presa por 13 anos numa cadeira de roda, voltou a andar. Ela havia perdido os movimentos das pernas com 13 anos de idade, tendo obtido duas medalhas em Pequim, na modalidade paraolímpica. Quando treinava para Londres, foi atropelada por outro ciclista, começando a sentir um formigamento.
Submetida a intensas seções de fisioterapia, conseguiu se recuperar, ficando de pé. Ela afirmou nem “precisa de Natal, pois cada dia passou a ser especial”, andando hoje sem dificuldade. Não poderá mais disputar paraolimpíadas, mas afirma: “Isto me deu grande autoestima. Aprendi a pensar em possibilidades, e não em limitações.”
Para o futuro, Monique sonha em disputar o triatlo, andando com os próprios pés. Que seja um exemplo para cada um de nós.
20 de dezembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: dificuldades japonesas, preservação da defesa externa, pretensões russas, problemas entre as Coreias
Um interessante artigo de Simon Tisdall, do The Guardian, publicado no O Estado de S.Paulo, resume muito bem os dilemas japoneses com as tensões que se observam no Extremo Oriente, tanto em função da agressividade chinesa, problema entre as Coreias, bem como as fricções com a Rússia. O Japão, que vinha contando com o guarda-chuva norte-americano, está colocado dentro de uma difícil situação que deve aumentar os seus gastos para a defesa externa, ainda que mantenha a sua posição pacifista desde o término da Segunda Guerra Mundial.
Os Estados Unidos não estão mais em condições de proporcionar a segurança do Extremo Oriente, depois das dificuldades no Vietnã, no Iraque e agora no Afeganistão, necessitando partilhar com outros países os pesados encargos que carrega. É uma situação estranha a do Japão, uma potência econômica que está limitada pelas disposições constitucionais em cuidar de sua defesa externa, ainda que opte por uma posição pacifista.
Compreende-se que, sendo a única vítima de um bombardeio atômico, tenha arraigada na cultura do seu povo a contrariedade de contar com força militar para a sua defesa, principalmente em uma potencial guerra. No entanto, todos os países que desejam ser independentes precisam contar com condições de assegurar o seu abastecimento, tanto de alimentação para a sua população como de energia e matérias-primas para assegurar o funcionamento de sua economia. Quando se entendem agredidos por países externos, como no atual caso com a China, ou potencialmente em risco com a Coreia do Norte e a Rússia, não pode depender de outras potências ainda que sejam os Estados Unidos e outros vizinhos do Pacífico.
O seu sistema de Defesa Interna não é suficiente, quando outros países aumentam seus gastos como vem fazendo a China, e contar com os Estados Unidos que nem consegue encontrar uma forma adequada para convivência com as tropas estacionadas em território japonês gera dificuldades que precisam ser equacionadas, ainda que com gastos expressivos. Alguns segmentos de sua opinião pública interna consideram que o Japão se encontra em condições humilhantes quando não pode reagir de forma vigorosa.
Ninguém imagina o uso da força, mas ela precisa existir como forma de dissuasão de potenciais agressões. Sempre a diplomacia é o caminho preferível, mas até ela precisa contar com a força capaz de dar forma a uma reação vigorosa.
Não é um problema fácil de ser resolvido, e nem claramente compreendido por aqueles que não vivem a atual situação, com o passado dramático pelo qual passaram. De qualquer forma, são problemas de segurança mundial que afetam a todos, e os esforços de beneficiar toda a humanidade com a atual globalização pode ser ameaçada por dificuldades que estão longe de serem somente regionais.
Mesmo para os países sul-americanos que se situam longe do cenário das atuais tensões, como todos vivemos numa aldeia global é preciso que se acompanhe, no mínimo, todas estas démarches com muita atenção.
20 de dezembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: caso do Brasil e da Rússia, importância da demografia, migrações
Neste site procura-se chamar a atenção para a importância da demografia, um aspecto do conhecimento humano que, por se alterar no longo prazo, nem sempre chama a atenção devida de todos. Ela influi de forma expressiva no comportamento da economia, muito acima do que normalmente é admitido pelos analistas, que estão se voltando para aspectos de curto prazo. Segundo os dados da ONU, entre os BRICs, o Brasil conta em 2010 com cerca de 195 milhões de habitantes, com uma população de cerca de 132 milhões entre os 15 a 65 anos. A Rússia, outro membro do grupo, menos noticiado que a China e a Índia que superam ao bilhão de habitantes, conta com cerca de 140 milhões, com pouco mais de 100 milhões entre os mesmos 15 a 65 anos.
A Gazeta Russa, publicada mensalmente junto com muitos jornais internacionais, inclusive com a Folha de S.Paulo, numa nota escrita por Andy Potts de Moscow News, informa que os russos desejam contar com 20 milhões de migrantes até 2020, pois estimam que sua força de trabalho seja de 88,6 milhões de russos. Já mencionamos neste site que o Brasil deveria adotar uma política semelhante, pois a nossa população tende a se estagnar nas próximas décadas, e seria conveniente contar com uma maior, para fazer frente aos asiáticos.

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20 de dezembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: balanços positivos, dados comparativos com outros Brics, seus méritos
Mesmo os balanços efetuados pelos órgãos da imprensa naturalmente críticos, como o da Folha de S.Paulo, concedem que nos dois mandatos do governo Lula da Silva os resultados econômicos foram expressivos, principalmente quando comparados com os das administrações anteriores. Destaca-se a brutal melhoria na distribuição de renda, com uma significativa ascensão da população que se situava nas camadas mais modestas, ampliando o mercado interno. Um expressivo crescimento foi obtido, com a redução da inflação e da dívida externa, deixando um quadro promissor para a sucessora. Os reparos concentram-se na educação, saúde, segurança pública e infraestrutura, apesar do substancial aumento das despesas públicas e da carga tributária.
Com todos os elogios possíveis, não se pode esquecer as comparações internacionais com os demais emergentes do BRICs. Como os que costumam fazer os ingleses pelos seus jornais, tipo Financial Times e revistas de grande credibilidade, como The Economist. Principalmente para colher subsídios úteis para as políticas que serão formuladas pelo governo que sucederá o atual, o da presidente Dilma Rousseff, que, mesmo sendo eleita com a ajuda decisiva de Lula da Silva para dar continuidade a sua, terá que se diferenciar do anterior, para se consolidar no poder.

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14 de dezembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: corte das despesas, liderança na crise, sinergias dos esforços, visão de curto e longo prazo | 2 Comentários »
Proporciona-nos uma grande satisfação quando encontramos empresários como Carlos Ghosn com muitos pontos de vista que coincidem com os nossos, mais modestos. No seu terceiro artigo publicado no Nikkei, ele relata a experiência da ultrapassagem da recente crise, que começou com a quebra do Lehman Brothers e espalhou seus efeitos negativos em todo o mundo. Ele fala da necessidade de uma liderança forte, esclarecendo os seus comandados, nos momentos de grande turbulência.
Destaca as diferenças daqueles que almejam resultados de curto prazo, como os observados nos sistema financeiro, dos que têm uma visão mais estratégica de longo prazo, onde os esforços na produção exigem uma perspectiva mais longa. Utiliza a experiência por que passaram na Nissan/Renault que exigiu a eliminação dos desperdícios que existiam na produção, concentrando os esforços para preservarem a sua liquidez, procurando a sinergias que poderiam derivadas das experiências de ambos os grupos.

Carlos Gosn se preparando para uma entrevista para TV
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13 de dezembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: as diferenças que determinam performances discrepantes, comparações econômicas do Brasil, hipóteses que podem ser levantadas, Índia e China
Num espaço como deste site não cabe uma discussão profunda sobre as causas das diferenças atuais de crescimento econômico registrados em três grandes países emergentes como o Brasil, a Índia e a China. Mas parece que interessam a muitos mesmo as pinceladas que podem ser levantadas como hipóteses para tentar explicar as possíveis diferenças. O senso comum para os brasileiros é que a economia chinesa e a hindu apresentam maiores dificuldades para o crescimento, mas eles estão conseguindo resultados superiores ao do Brasil nas últimas décadas.
Examinando superficialmente dois livros recentemente publicados em 2010 pela Oxford Economic Press, “Emerging Giants – China and India in the World Economiy”, editado por Barry Eichengreen, Pooman Gupta e Rajiv Kumar, e “India’s Economy – Performance and Challanges Essays in Honour of Montek Singh Ahluwalia”, editados por Shankar Acharya e Rakesh Mohan, colhe-se a impressão que os acadêmicos daqueles países estudaram mais aspectos relacionados com o desenvolvimento econômico que os brasileiros. Muitos que são os responsáveis atuais pelo destino da China e da Índia, ou formam as equipes que orientam suas políticas econômicas, estavam mais preocupados com reformas e problemas relacionados com o desenvolvimento. No Brasil, diante dos problemas inflacionários por muitos anos, os acadêmicos concentraram-se na atenção dos aspectos monetários, com a manutenção de taxas de juros extremamente elevados, relevando outros aspectos relacionados com a produção.

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13 de dezembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Intercâmbios | Tags: biodiversidade, dificuldade para uma visão equilibrada, locais turísticos, reportagem sobre o Brasil
Uma longa reportagem sobre o Brasil foi publicada no The Japan Times por Mark Brazil (o nome é mera coincidência), como ele mesmo se denomina, um “naturalista viajante”. Ele tem visitado o Brasil com frequência, pois se interessa pela biodiversidade e sua preservação. Concentra-se nos aspectos turísticos e exóticos do país, com a melhor boa vontade procurando um equilíbrio na sua avaliação. Mas acaba disseminando um quadro que pode acabar dando uma imagem distorcida do Brasil, mal conhecida pela sua própria população.
A reportagem está recheada de fotos da Catarata do Iguaçu, dos animais como onças, jacarés, macacos, capivaras e araras, como se isto fosse parte do cotidiano dos brasileiros. Chegaram a me perguntar no exterior se corremos o risco de tropeçar em alguns destes animais pela rua. De tanto se repetir as imprecisões, elas acabam ganhando tons de verdades categóricas, pois até os livros didáticos brasileiros cometem alguns pecadilhos, como se trata de um país católico onde se comunica somente em português.

Cataratas do Iguaçu, onça pintada e araras: exemplos de nossa rica diversidade
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13 de dezembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: acordo conseguido, fundos, os maiores poluidores (China e USA), pessimismo brasileiro, posição japonesa, resistência da Bolívia
Aqueles que possuem alguma experiência em reuniões internacionais que congregam cerca de 200 países sabem que sempre se atinge um acordo mínimo. O que se conseguiu na madrugada do sábado de 11 de dezembro, cujo texto final não foi divulgado até o momento, parece ter superado as expectativas que se mantiveram baixas até a sexta-feira, inclusive por este site, e apesar a resistência quixotesca da Bolívia. Todos sabiam que os dois países mais poluidores do mundo, que são a China e os Estados Unidos, evitavam compromissos claros, o que levou o Japão a uma posição radical contra a prorrogação pura e simples do Protocolo de Kyoto, que lhe impunha pesados encargos enquanto seus concorrentes não assumiam os mesmos compromissos.
Alguns países como o Brasil se empenharam com seus delegados nos entendimentos bilaterais para evitar o fracasso da reunião e, segundo está na imprensa, a chefe da delegação brasileira, ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira deu nota 7,5 à conferência, a qual não compareceu o presidente Lula da Silva, certamente porque não esperava por resultados espetaculares. O Brasil é um dos países que mais tem constituído reservas ecológicas, reduzindo drasticamente o desmatamento, e espera por ajudas como do Fundo REED – Fundo de Redução das Poluições com Manutenção das Florestas e Degradações ora criado, e que deve contar com US$ 100 bilhões de contribuições dos países desenvolvidos, US$ 20 bilhões imediatos.

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9 de dezembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Empresas | Tags: comportamento no mundo globalizado, empresas japonesas no exterior, estrangeiros nas empresas japonesas
Mostrando o quanto as empresas japonesas e o Japão não estavam preparados para o processo de globalização das economias, apesar de atuarem há décadas no exterior, um artigo do Financial Times, escrito pela Michiyo Nakamoto, acaba de ser publicado no jornal econômico japonês Nikkei noticiando sobre contratação de empregados estrangeiros. Em condições normais, o assunto não merecia ser pautado, mas como o processo ainda é uma novidade tardia naquele país, que ainda se mantém bastante isolado como um arquipélago, ele acaba sendo notícia. Certamente, o mesmo problema não acontece nas economias desenvolvidas com o mesmo grau, como na dos Estados Unidos, Inglaterra ou França, ainda que qualquer crise aprofunde os sentimentos nacionais, de forma lamentável.

O artigo informa que empresas japonesas, com critérios variados, procuram incorporar funcionários estrangeiros. Espera-se que comecem com os já residentes no Japão, que trabalham como temporários, pois já passaram por um período de adaptação, possuindo experiências internacionais, ainda que mais idosos em média, acabando com alguns preconceitos injustificáveis. Mesmos os funcionários estrangeiros nas subsidiárias das empresas japonesas continuam com a impressão que não recebem as mesmas oportunidades de ascensão dentro das mesmas, quando comparados com os japoneses.
Algumas empresas desejam funcionários estrangeiros qualificados que tenham o domínio do idioma japonês. Outros se satisfazem com o inglês, que vem sendo mais utilizado nas operações internacionais. Muitas desejam executivos treinados em mercados externos, principalmente emergentes, onde pretendem ampliar suas operações. Mas a grande pergunta que deveriam formular é: “por que muitos estrangeiros adequados receiam trabalhar ou não se sentem atraídas pelas empresas japonesas, ainda que elas possuam boas imagens internacionalmente?”
Parece que existem diversas respostas, todas complexas: 1) muitos dos sistemas e processos, inclusive administrativos das empresas japonesas, não são os mesmos de outras empresas estrangeiras; 2) muitos sentem que não possuem as mesmas oportunidades de ascensão dos colegas japoneses; 3) sentem que existem grupos japoneses que os marginalizam, considerando-os inferiores; 4) existem grandes barreiras linguísticas e culturais; 5) os critérios de remuneração ao longo da carreira são inadequados para os estrangeiros; 6) dão exagerada importância à performance coletiva, não reconhecendo talentos individuais etc.
As empresas japonesas estão reconhecendo que precisam das contribuições dos funcionários e técnicos estrangeiros que tenham experiências onde os japoneses são carentes, sendo que preparam alguns para atuar no exterior, por um curto espaço de tempo. Para estabelecerem conexões locais relevantes, eles necessitam de maior tempo, além do completo domínio do idioma local, ou precisam da colaboração de pessoal local, sem nenhum resquício de preconceito. Se elas necessitam de tais habilidades, precisam estar dispostas a proporcionar as remunerações adequadas, com as mesmas oportunidades de ascensão nas suas carreiras no nível mundial, sem nenhuma sombra de desconsideração que acumularam ao longo do tempo, e que se tornaram culturais de um arquipélago. É difícil, mas precisam absorver que “gaijin” e japoneses são iguais, e em alguns casos superiores as suas atuais qualificações, para as tarefas que hoje necessitam executar.
Muitas empresas japonesas, tanto as que atuam no exterior como as que trabalham voltadas ao mercado interno do Japão, estão atingidas pela globalização, e não conseguem se isolar dela sem contraírem suas atividades. As cifras de empregados estrangeiros mencionados no artigo são insignificantes ainda, e muitas empresas se tornarão mais importantes no exterior que no Japão. Nada mais natural que contar com maior número de dirigentes e empregados estrangeiros, se desejarem continuar competitivas.
Existem muitas qualidades dos japoneses e atrativos no Japão, mas é preciso reconhecer também os dos estrangeiros no mundo globalizado, senão o Japão não continuaria estagnado como há décadas. É preciso que os japoneses reconheçam que algumas economias nasceram e se desenvolveram voltadas para o exterior, até porque não contavam com o mercado interno, que não é o caso do Japão.
Assim, nada mais lógico, se pretendem expandir no mundo, que absorvem mais estrangeiros, ao mesmo tempo em que os recursos humanos japoneses possam competir em empregos nas empresas estrangeiras. Como tenderá a acontecer se possível com menor fricção, e se resistirem com maiores dificuldades.
8 de dezembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Intercâmbios | Tags: informações sobre o Brasil no China Daily, reciprocidade de informações | 2 Comentários »
Ainda que existam muitas informações errôneas sobre a China no Brasil, também os chineses não possuem muitas informações sobre os países da América do Sul. Muitos acreditam que o jornal China Daily só divulga informações parciais sobre os problemas chineses, e podem ficar surpresos quando examinam alguns artigos críticos sobre o que lá ocorre como a poluição. Ou quando se noticia sobre a concessão do Prêmio Nobel da Paz ao dissidente Liu Xiaobo, e o comparecimento de muitos países à cerimônia, apesar do apelo em contrário da China.
Não é preciso concordar com tudo que afirmam, mas que existem muitas informações interessantes sobre a China ninguém pode contestar. Como o que os leitores podem encontrar no que se refere a multimídia, Eye on China, Brazil no www.chinadaily.com.cn/, que relata a viagem de um seu repórter ao Estado de Tocantins, que estabeleceu um contacto com aquele país, que também consta de um vídeo em inglês.

Fotos de Palmas, capital de Tocatins
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