Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Libertação da Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi

14 de novembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: Aung San Suc Kyi, Mianmar (Burma), Prêmio Nobel da Paz, significado

Todo o mundo saúda a libertação da Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi (nome que significa literalmente “a brilhante vitória de estranhas conquistas”), heroína de Mianmar, também conhecida como Burma em muitos países. Ela foi liberada da prisão a que estava submetida arbitrariamente por 16 anos descontínuos, parte na forma residencial. Ela recebeu o seu prêmio por lutar pela volta da democracia no seu país pela não violência, um país que prima pela arbitrariedade dos seus militares que se encontram no poder. Como a notícia saiu em todos os jornais importantes internacionalmente, utilizamos parte dos dados publicados pelo jornal inglês Financial Times, pelo jornalista Tim Johnston.

Ela é filha do general Aung San, também considerado herói nacional por ter conseguido a libertação do seu país do colonialismo inglês. Ela estudou filosofia, política e economia na prestigiosa Universidade de Oxford, na Inglaterra, entre 1964 a 1967, e casou-se com o acadêmico inglês Michael Aris, que conheceu naquela escola superior. Ela foi presa pela primeira vez em 1989 pela Junta Militar por ser a favorita nas eleições do ano seguinte, que o seu partido, Liga Nacional para a Democracia, ganhou fragorosamente, mas não o levou ao poder.

 e1411201001

Mais de cinco mil pessoas foram saudar a Prêmio Nobel em sua casa. Foto France Press

Leia o restante desse texto »


Reflexões Sobre os Gênios Populares e os Intelectuais

10 de novembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: intelectuais e seus pessimismos, lições da psicologia, sabedorias populares e seus otimismos, “dismal science”

O sábio Joãozinho Trinta já tinha sintetizado que “intelectual é que gosta de miséria”. Lula da Silva, um presidente operário, sem curso superior, foi capaz de, com o seu carisma, fazer com que o povo brasileiro mantivesse o seu consumo na recente crise para preservar o seu emprego. Ele superou em prestígio popular os intelectuais que possuíam dezenas de diplomas “doctor honoris causa”, mostrando que a população tem uma inteligência coletiva. Só isto bastaria para ficar com a massa, fugindo dos “pensadores” que preferem “curtir uma fossa”.

joaozinho_trinta Acompanhando o recente noticiário internacional fica-se com a impressão de que a maioria dos líderes mundiais está confusa, tendo até proposta da volta do padrão ouro. Jornalistas de todo o mundo acabam sendo parciais, destacando as notícias desastrosas, dando pouca importância aos heróicos esforços feitos pelo povo, principalmente pelos mais modestos, para superar as naturais limitações impostas pela vida. Apesar dos contínuos prenúncios dos profetas do apocalipse, o mundo continua melhorando de padrão de vida, na distribuição universal da renda, de eficiência tecnológica, obrigando os chamados “desenvolvidos” a caírem na realidade, enquanto emergentes como “besouros que não poderiam voar” conseguem obter crescimentos impressionantes. Graças à mobilidade social, os que tinham posições mais modestas estão virando consumidores, enquanto muitos que tinham privilégios curtem a sua decadência ou vivem como vampiros sugando o sangue alheio.

Os centros dinâmicos mundiais passaram a ser dos chineses, hindus e brasileiros, entre os povos de maiores dimensões territoriais, mas também dos coreanos, vietnamitas e dezenas de outros emergentes. Os desenvolvidos, como os escandinavos, norte-americanos, europeus e japoneses, parecem ter entrado num ciclo de canibalismo consumindo suas próprias entranhas, como aconteceu ao longo da história com muitos povos que passaram por suas fases de ascensão, apogeu e queda. O mundo não vai acabar, mas convém estar plugado nos emergentes, que devem se proteger dos especuladores financeiros e seus agentes, verdadeiros parasitas dos trabalhos da massa dos que se dedicam à produção.

Que continuem os “desenvolvidos” com seus elevados graus de suicídios, que mostram que não é somente a riqueza que traz a felicidade humana. Os meus colegas economistas pseudointelectuais já deveriam ter aprendido da psicologia que um clima otimista ajuda a superar muitos problemas provocando verdadeiros milagres, e o pessimismo coletivo aprofunda as dificuldades, não gera a confiança no futuro, indispensável para o investimento físico e a criação do emprego.

Não basta inundar o mundo com liquidez financeira e acelerar os fantásticos fluxos internacionais de recursos só para proveitos pessoais. As bolhas só beneficiam os operadores financeiros, com riscos que não são capazes de calcular, apesar dos sofisticados modelos matemáticos ou econométricos. Parece necessária a humildade com as limitações da análise acadêmica, bem como dos instrumentos de política econômica. Que haja consciência do “dismal science”, ou a melancólica ciência que é a economia, como o professor Delfim Netto identificou ter origem em Thomas Carlyle já em meados do século XIX.

Thomas Carlyle A comunicação social, com todos os seus riscos, parece de importância fundamental para a superação do atual estado depressivo no chamado mundo desenvolvido, que continuará a ter a sua importância, ainda que esteja na sua fase descendente. Parecem ser algumas das lições que podem ser retiradas da atual guerra, que se generalizou, deixando de ser cambial para ter retroagido para um aumento do protecionismo comercial, com prejuízo para todos. Como a libra esterlina que caiu em desuso, o mesmo poderá acontecer com o dólar norte-americano, mas o mundo não sentirá a sua falta.

Os seres humanos continuam criativos, vão acabar encontrando formas de combinar a iniciativa produtora com a alegria de viver com liberdade.


O Rápido Crescimento Chinês Incomoda Muita Gente

8 de novembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: a segurança asiática, os problemas com o Japão, países do sudeste asiático, posicionamento da Índia

O poderio que a China adquiriu recentemente, com o seu rápido crescimento econômico e político, incomoda muitos outros países, mais crucialmente os seus vizinhos asiáticos. Mas é um assunto mundial difícil, exigindo grandes esforços políticos, diplomáticos e econômicos de todas as partes envolvidas. Um exemplo deste fato é o destaque dado pelo suplemento do The New York Times, publicado hoje pela Folha de S.Paulo, principalmente em função da viagem do presidente norte-americano Barack Obama à Ásia, com muitos artigos relacionados indiretamente ao assunto.

Ainda que os Estados Unidos passem por uma crise profunda, tanto do ponto de vista econômico como político, ninguém pode ignorar a importância que continua tendo no cenário internacional. A segurança no Pacífico e na Ásia depende de sua atuação, que vem sendo desastrada recentemente, como nos casos do Iraque e do Afeganistão. A reunião do G20 na Coreia do Sul nesta semana é sempre uma esperança, pois propicia também outros contatos diretos e bilaterais, como os que vêm sendo efetuados pelo presidente dos Estados Unidos, antes e também depois do evento. Mas, lamentavelmente, não existem motivos para o otimismo.

iraque afeganistao

Ocupação norte-americana no Iraque e Afeganistão: atuação desastrada

Leia o restante desse texto »


Financial Times Critica Política do FED

7 de novembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: diferenças de Lula e Obama, excesso de liquidez, falta de confiança, objetivos cambiais

Um interessante artigo publicado no Financial Times e reproduzido na Folha de S.Paulo de hoje, com o título “Falta de confiança na economia dos EUA ameaça plano do FED”, que adota uma posição semelhante ao do professor Delfim Netto no Brasil, mostra que o aumento de liquidez de US$ 600 bilhões provocado pelas autoridades monetárias norte-americanas corre o risco de somente provocar a desvalorização do dólar, sem estimular a economia daquele país.

Na realidade, tanto as empresas norte-americanas como os bancos estão com excedentes de recursos, não havendo necessidade de recursos adicionais para estimular seus investimentos, que poderiam aquecer um pouco a economia daquele país. Eles não investem suas disponibilidades por não estarem confiantes não só no governo de Barack Obama como na ativação do consumo nos Estados Unidos, num horizonte razoável do futuro.

dólares dólar americano financial_times_logo

Leia o restante desse texto »


Guerra Econômica nas Vésperas do G20

7 de novembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: a guerra cambial está se ampliando, as posições não convergem, uma verdadeira guerra econômica | 2 Comentários »

Mesmo entre os profissionais de economia que acompanham o noticiário internacional, sente-se nos últimos dias, na proximidade da reunião em nível presidencial do G20 na Coreia do Sul, que está em marcha uma verdadeira guerra econômica, com todos os países contrariando uns aos outros, provocando uma verdadeira e perigosa balbúrdia mundial. Todos reclamam do câmbio da China, que por sua vez também se junta ao coro dos protestos com a inundação de dólares no mundo provocado pelas medidas do FED norte-americano. Medidas de proteção contra a desvalorização do dólar norte-americano e do yuan chinês desencadeiam contramedidas comerciais, tributárias e comerciais em muitos importantes países e blocos, inclusive emergentes.

Ao mesmo tempo, procuram-se formar grandes áreas de associação de livre comércio, que acabam prejudicando os não incluídos nestes grupos. Acordos bilaterais também acabam sendo firmados, que certamente provocarão reações de outros países. Não se pode ter a esperança de um mínimo de consenso na reunião dos G20, que tende a se tornar um palco de reclamações de todos que possuem alguma importância no cenário econômico internacional.

g20

Reunião ministerial do G20 realizado recentemente na Coreia do Sul

Leia o restante desse texto »


A Lamentável Estagnação Japonesa

1 de novembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: empresariais e políticas, hipóteses das causas a serem discutidas, intercâmbios com o exterior

O Japão, uma economia dinâmica que assombrou o mundo com sua rápida e acelerada recuperação no pós-Segunda Guerra Mundial, parece passar por uma fase de lamentável estagnação política e econômica, que já perdura décadas, deixando parte de sua população pouco motivada. A identificação das causas deste comportamento, ainda que incômoda e demorada, precisa ser discutida de forma a contribuir para aquele país voltar a prestar a sua importante contribuição para a convivência sadia e positiva com o resto do mundo.

É claro que o nível de bem-estar atingido pela sua população não estimula mais o empenho de esforços hercúleos que foram feitos no passado para provocar a sua aceleração. Tudo indica que houve um exagero na avaliação interna da eficiência do seu trabalho coletivo, respeitável, mas que tende a inibir as capacidades individuais que propiciam a consolidação de fortes lideranças, como já existiram no Japão no passado.

A cultura desenvolvida durante a Era Meiji, quando o Japão reconheceu a sua defasagem tecnológica com relação à evolução que ocorria no mundo de então, decorrente do longo isolamento a que se submeteu com relação ao exterior, parece ter estimulado uma formação de quadros jovens para absorverem inovações e realizarem grandes empreendimentos com uma administração pública eficiente. O mesmo espírito inspirou a formação de fortes lideranças políticas, militares e empresariais, sendo que parte acabou desabando no exagerado nacionalismo-militarista depois dos seus sucessos nas guerras com a China, ocupação da Coreia e, principalmente, com a Rússia no começo do século XX. As Eras Taisho e Showa resultaram na preparação da Segunda Guerra Mundial, sob a alegação da necessidade de suprimento de recursos para o seu desenvolvimento.

Estes quadros consolidados foram capazes de transformar a indústria destinada aos equipamentos bélicos no atendimento das necessidades do seu desenvolvimento, voltando-se novamente a integrar-se com o resto do mundo, tanto pelo suprimento das matérias-primas que necessitavam como colocação dos produtos decorrentes de sua preparada mão-de-obra. Contaram com a ajuda do Plano Marshall, mas abriram mão da segurança externa, mediante um acordo em que os Estados Unidos proporcionavam o guarda-chuva de que necessitavam.

Ficaram vulneráveis às pressões políticas provenientes do exterior. Dependentes das fontes de energia estrangeiras, os japoneses foram afetados pelas crises petrolíferas e financeiras que se seguiram, mas com redobrados esforços ampliaram o seu mercado interno, que tiveram como efeitos colaterais a formação de uma bolha, a partir do seu setor imobiliário.

Isto parece ter gerado um sistema de autoalimentação de pessimismo que vai do campo político, econômico e acadêmico incapaz de se firmar sequer regionalmente, diante dos atritos com seus vizinhos chineses e russos, só para citar exemplos. Suas iniciativas empresariais passaram a ser modestas, sem capacidade para concorrer com os tigres asiáticos que seguiram seus passos do pós-guerra. O seu patrimônio mais significativo, que eram os recursos humanos, ficou nas suas experiências de um arquipélago, incapazes de se adaptar adequadamente ao mundo globalizado, ainda que sempre existam honrosas exceções. Baseando-se exageradamente nos sistemas desenvolvidos internamente, não parecem capazes de um forte enraizamento no exterior, com intercâmbios relevantes de tecnologias. Tudo parece girar com quadros intermediários bem preparados, mas sem fortes lideranças políticas ou empresariais.

No entanto, o patrimônio de conhecimentos e capacidade de geração de recursos mantém-se elevado e fortes lideranças podem proporcionar lampejos de recuperação, que se desejam sustentáveis. Parece que os desafios que estão enfrentando são capazes de gerar líderes mais ousados, se houver uma maior compreensão cultural de que eles são indispensáveis, tanto no campo político como empresarial. Não é internamente que precisam competir, mas internacionalmente, e podem fazê-lo.


Eleição no Brasil: Além das Notícias da Imprensa

1 de novembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: algumas lições possíveis, nem sempre elas constam dos noticiários, todas as eleições refletem tendências

Dilma_Rousseff_2010 Este segundo turno das eleições brasileiras, como todos os demais pleitos, apresenta algumas tendências e revelam realidades que nem sempre constam das análises usuais da imprensa. Sempre houve no Brasil uma tentativa de equilíbrio, concedendo maior poder político às regiões que não possuem poder econômico. Um sinal claro desta tendência está nos limites das bancadas no Congresso, que apresentam um máximo de 70 deputados federais para São Paulo, e um mínimo de 7 para cada Estado, por menor que seja. E pelo fato do País ser uma Federação, todos os estados possuem 3 senadores cada.

Mesmo no setor privado, sempre se evita que a presidência da CNI (Confederação Nacional da Indústria) seja ocupada por um empresário paulista, tendo predominado os nordestinos, mesmo que suas empresas não sejam expressivas do ponto de vista nacional. Hoje, está ocupada por um mineiro.

Os tucanos de São Paulo são considerados, por muitas correntes do PSDB, como os que permaneceram no poder por um período demasiadamente longo, com a Presidência de Fernando Henrique Cardoso. Eles e outros paulistas encontram naturais resistências das lideranças políticas de outros Estados, não só de Minas Gerais que teve o seu máximo líder, Aécio Neves, preterido em suas pretensões. Ele solicitava uma prévia dentro do partido, para definir o candidato partidário, sabendo das tendências de tucanos de outros Estados, mas acabou atropelado por José Serra, que utilizava o argumento que estava bem cotado nos levantamentos das agências de opinião pública. Isto explica parte da baixa votação que Serra obteve naquele estado, mesmo com o esforço que foi efetuado no segundo turno.

Em política, todos sabem que os concorrentes mais próximos são sempre os que podem acabar prejudicando os candidatos, de qualquer partido. Assim como na base governista existem resistências veladas às algumas correntes do PT, também existem na oposição, pensando nas possibilidades futuras de alguns grupos.

Muitos se mostram surpresos com o discurso de agradecimento da presidenta eleita Dilma Rousseff, que entendiam que seria protocolar. No entanto, ela acabou traçando os aspectos fundamentais do programa que pretende executar. Eles definem as suas prioridades, além dos naturais acenos no sentido de um amplo entendimento, pois será a presidenta de todos. O que pode ter diferenciado foi a sua tentativa de traçar uma visão de longo prazo, importante dentro de um quadro de agentes procurando resultados imediatos.

Muitos analistas não atentaram que, como profissional que atuou na administração estadual e também na federal, no setor de minas e energia, acabou adquirindo a importante característica de pensar num prazo mais longo, como os projetos destas áreas exigem para maturar. Esta visão estratégica pode ser importante na concorrência do Brasil com outros países emergentes.

Não se pode subestimar a experiência que ela acumulou durante a sua carreira ponteada de dificuldades, sob a alegação de que somente participações em pleitos eleitorais habilitam os candidatos para as negociações políticas. Como no caso do Lula da Silva, não é a educação formal que proporciona qualificações para a liderança, principalmente quando na democracia é o voto popular das amplas camadas mais modestas que determinam os resultados.

É preciso dar um crédito de confiança a ela que chegou até o topo, pois poucos o conseguiram. Afinal, o sucesso dela vai contribuir para a melhoria da situação de todos os brasileiros.


Contrastes Entre Consumidores de Diferentes Países

25 de outubro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: aquecimento do consumo brasileiro, reticências dos consumidores japoneses, viagens internacionais

O jornal Folha de S.Paulo reproduz um artigo do jornalista Martin Fackler no seu suplemento do The New York Times mostrando que os jovens no Japão não compram, dificultando a recuperação da economia daquele país que passa por um processo de deflação e dificuldades na recuperação econômica. Diferem de alguns europeus que continuam desejando um nível de bem-estar acima do possível com a sua produção, e dos consumidores dos países emergentes como o Brasil, que exageram nas suas viagens internacionais.

Entre os brasileiros, o presidente Lula da Silva, com seu carisma, conseguiu que os consumidores continuassem a comprar, quando o mundo foi atingido pela última crise. Explicou que se retraíssem o seu consumo, o impacto da crise seria mais profundo, e acabou colhendo um resultado que surpreendeu todos os demais países, com uma recessão mínima, e uma recuperação vigorosa.

lula_comicio

Leia o restante desse texto »


Viagens dos Jovens Brasileiros

24 de outubro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: constrangimentos para os pais, prioridades diferentes, viagens dos jovens brasileiros para o exterior

A jornalista Talita Bernelli publica seu artigo, Excursões ao exterior constrangem pais de alunos, na Folha de S.Paulo, mostrando que muitas escolas promovem viagens dos seus estudantes ao exterior, implicando em custos razoáveis para seus pais. O constrangimento ocorreria na medida em que eles não podem arcar com estas despesas adicionais, criando uma situação de desconforto no relacionamento com seus filhos, e destes com seus colegas.

Não se duvida que tais viagens são sempre boas, pois proporcionam oportunidades para os aprendizados in loco do que é difícil de serem efetivados somente por meio de livros, aulas e mesmo de material audiovisual. Além do convívio com os colegas e orientadores, eles terão suas visões de outras formas de viver, abrindo os seus horizontes. Mas isto está parecendo mais uma lucrativa atividade econômica de agências de turismos, que tiram partido da atual situação cambial do que de atividades educacionais.

 viagem capa_site

Montagem com fotos de Marcos Corazza Campos e divulgação (Veja Jovens). Catálogo de agência

Leia o restante desse texto »


Notícias que se Destacam

24 de outubro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: notícias de destaque, o drama dos mineiros chilenos e suas famílias, Pelé, permanência nos veículos de comunicação

Só se percebe claramente a importância de uma notícia para o mundo quando ela se sustenta por um bom período nos veículos de comunicação. O drama dos mineiros chilenos e seus familiares, além de conquistar uma audiência recorde em muitas televisões de todo o mundo, continua contando com desdobramentos que dão a dimensão de sua importância. Acabou provocando uma solidariedade universal, além de mostrar os esforços que foram feitos, utilizando tecnologias avançadas. E mais importante, resultou em sucesso, ainda que suas sequelas possam se prolongar por muito tempo.

Os 70 anos de Pelé, considerado o atleta do século, é outra notícia que vem ocupando um espaço importante em muitas partes do mundo. Sou testemunha do conhecimento de suas façanhas nos confins da Ásia. Ao informar que eu era um brasileiro, a primeira imagem que surgia nos meus interlocutores era: Pelé! Nenhum outro brasileiro se identificou com o Brasil como ele, sendo reconhecido por todo o mundo. Recentemente, na Expo Xangai 2010, quando no Pavilhão Brasileiro se exibia um gigantesco vídeo com o futebol brasileiro, notei que muitos chineses que assistiam à exibição exclamavam: Pelé!

mineiro pele

Resgate dos mineiros soterrados no Chile e os 70 anos de Pelé: eventos que marcam

Leia o restante desse texto »