Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Pesquisa no Sudeste Asiático Mostra que Japão é Confiável

21 de abril de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Política | Tags: artigo no Japan Times, Japão na liderança da confiabilidade, pesquisa de uma empresa de Hong Kong | 2 Comentários »

Uma pesquisa de opinião efetuada pelo governo japonês utilizando uma empresa chamada IPSOS, de Hong Kong, nos países do Sudeste Asiático com os adultos informa que o Japão conseguiu a consideração mais favorável. Comparado com 10 outros países, como os Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, China, França, Alemanha, Índia, Nova Zelândia e Rússia, o Japão obteve a indicação de 33%. Foi seguida pelos Estados Unidos, que tiveram menos de sua metade, quando os demais não chegaram a um quinto. Os japoneses procuram fazer pesquisas semelhantes em diversos países para acompanhar a imagem que possui no exterior que de forma geral lhes é favorável.

Esta informação foi divulgada com base na notícia decorrente da agência Jiji e foi noticiado no jornal The Japan Times e possivelmente procura recuperar a autoestima que os japoneses possuem e que pode ficar abalada com a intensidade dos temas relacionados principalmente com a China e a Coreia do Sul, em decorrência dos problemas da Segunda Guerra Mundial, hoje destacados com as disputas territoriais e a onda nacionalista que alguns setores da opinião pública japonesa estão enfatizando. Mesmo com dados desta natureza, a presença das empresas japonesas no exterior não chega a ser mais expressiva possivelmente por duas décadas de estagnação e deflação, que não permitem uma política econômica externa clara.

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Saúde Global 2035 no Project Syndicate

19 de abril de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Medicina, Notícias, Saúde | Tags: artigo no Project Syndicate, o plano Saúde Global 2035, redução das diferenças no mundo

Um grupo de 25 especialistas abnegados do mundo elaborou o plano chamado Saúde Global 2035 divulgado no site do Project Syndicate por Gavin Yamey, da Universidade da Califórnia, e Helen Saxenian, do Results for Development Institute, ambos participantes deste grupo. Eles afirmam que o mundo está passando por um ponto de inflexão histórico onde os medicamentos hoje disponíveis, as vacinas e outros instrumentos de saúde permitiriam a redução da lacuna entre países ricos e pobres em matéria de saúde no prazo de uma geração. O ambicioso programa de investimentos permite que cada dólar investido proporcione um retorno de 9 a 20 dólares, o que é simplesmente espantoso.

Este grupo trabalhou por um ano identificando os instrumentos, sistemas e financiamentos que seriam necessários para garantir esta convergência global que poderia salvar milhões de vidas, reforçar o bem-estar humano e proporcionar aumento da produtividade para estimular o crescimento econômico. Segundo os autores, 10 milhões de vidas anualmente seriam beneficiados e, por incrível que pareça, com elevados retornos econômicos que se espera estejam bem calculados.

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Gavin Yamey                                                            Helen Saxenian 

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Violenta Crítica do The Economist aos Brasileiros

17 de abril de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: baixa produtividade dos brasileiros, comparação com outros emergentes, raras exceções | 4 Comentários »

Poucas vezes uma revista internacional como The Economist expressou num artigo uma crítica tão direta e violenta sobre a sonolência dos trabalhadores brasileiros, informando que eles são gloriosamente improdutivos. Estão dormindo há cinquenta anos na rede, com sombra e água fresca. Com a ironia que é a marca forte dos ingleses e até com cheiro de provocação cita alguns exemplos de empresários estrangeiros que afirmam que chegando ao Brasil começam a perder tempo. É preciso munir-se de um pouco de fair play para não se sentir insultado, ficando com o desejo de replicar que o Reino Unido também não é uma maravilha, aparentando a decadência que vem de longo tempo, preservando uma tradição monárquica que parece fora do tempo.

Reconhecem que poucas culturas oferecem uma melhor receita para aproveitar a vida, mas muitos perderam a noção do custo de oportunidade. Aproveitaram declarações de brasileiros que têm suas críticas, observando que muitas providências para a Copa do Mundo estão atrasadas. Reconhecem que houve curtos períodos em que a produtividade crescia, como entre 1960 a 1970, em contraste com outras economias emergentes. Informam que a produtividade total dos fatores é hoje menor que em 1960. O crescimento do PIB brasileiro deveu-se somente a expansão da força de trabalho.

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Valor à Educação Dada Pelos Pais Brasileiros

17 de abril de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias | Tags: artigo sobre um estudo efetuado pelo HSBC, pais brasileiros dariam prioridade para recursos visando educação, ponderações

Num artigo publicado por Luiz Guilherme Gerbelli no jornal O Estado de S.Paulo informa-se sobre uma pesquisa efetuada pelo HSBC com pais brasileiros, onde 79% dos entrevistados acreditam que pagar pela educação seria o melhor investimento, o que seria um indicador alvissareiro. Estes dados superariam os de países emergentes como a China, Turquia, Indonésia, México, Índia e Malásia, sendo o mais elevado. Parte disto derivaria da insuficiência da educação pública nestes países, fazendo com que as escolas privadas fossem as mais recomendadas, exigindo recursos para fazer face aos seus custos. No entanto, a pesquisa deixa algumas dúvidas, pois países onde a educação é extremamente valorizada como o Japão e a Coréia do Sul não constam da comparação. Sendo efetuado por uma instituição bancária, estaria se detectando a disposição dos pais constituírem fundos para fazer face às despesas educacionais futuras de seus descendentes.

Levantamentos mais completos como os efetuados pela PISA, da OECD, já comentado neste site não fornecem dados otimistas sobre a eficiência da educação no Brasil. Os dados levantados pelo HSBC parecem referir-se aos custeios da educação universitária, inclusive pós-graduadas, quando a educação deveria se referir-se a que vem desde o berço, referindo-se também o que é proporcionada pelas escolas no chamado ensino fundamental. Compara-se com aporte de recursos comparados com fundos de investimentos, compra de imóveis, início de negócios, casamento, primeiro carro entre outros tópicos, não ficando muito claro toda a metodologia utilizada nestas pesquisas.

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Na Eventualidade de um Segundo Mandato

17 de abril de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política | Tags: continuidade com mudanças, Lei de Diretrizes Orçamentárias, possibilidades indicadas pelo Valor Econômico

O Valor Econômico conta com os melhores quadros em Brasília para colher os indícios relevantes do governo Dilma Rousseff para a eventualidade de obter o segundo mandato nas próximas eleições presidenciais. A equipe constituída por Ribamar Oliveira, Raymundo Costa e Claudia Safatle elaborou os artigos que explicitam estas informações. As orientações que estão sendo estabelecidas para a Lei de Diretrizes Orçamentárias permitem esclarecer o que será perseguido em 2015. Seria proposta a meta de um superávit do setor público mais realista de 2,5% do PIB, mais baixa que os 3,1% que vigoraram desde 2010, mas seria assegurado um superávit primário mínimo de 2% do PIB, com o governo federal garantindo este percentual mesmo que Estados e Municípios não consigam atingir a suas cotas. São dados que podem ser avaliados objetivamente pelas agências de rating bem como analistas brasileiros de diversos setores, na esperança que possam influir na opinião pública.

Mais relevante que estes dados econômicos parecem os indícios que o controvertido secretário do Tesouro, Arno Augustin, que gera incertezas com suas tendências de contabilidade criativas, não esteja participando das decisões. Isto pode ajudar no restabelecimento de confiança de parte dos empresários e especialistas em economia no governo. Ao mesmo tempo em que se reforça a ideia que o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa possa ser um dos responsáveis pela orientação do governo, ele que goza de um bom conceito nos meios especializados.

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Nelson Barbosa, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda

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Facebook Ingressando no Setor Financeiro

15 de abril de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: a atração das atividades financeiras, artigo do Financial Times reproduzido no Valor Econômico, comércio como comunicações

A elevada rentabilidade das atividades financeiras faz com que empresas dos mais variados setores procurem usufruir resultados relacionados com elas. Um artigo publicado por Sally Davies, Ducan Robinson e Hannah Kuchler no Financial Times, republicado em português no Valor Econômico, informa que o Facebook procura autorização na Irlanda para poder operar também neste segmento. Seria para prestar serviços de remessa de valores pela internet, quando tais recursos acabam ficando por um período com a organização até serem entregues aos destinatários. Também existem recursos que são destinados para o pagamento das operações de e-commerce. Mesmo que estas operações não sejam remuneradas com taxas, a simples permanência destes ativos permitem aplicações que resultarão em bons resultados.

O artigo explica como, em função da penetração da Facebook em vários países, existem oportunidades para que se tenham condições de usufruir das atividades financeiras, que no seu conjunto acabarão representando cifras substanciais, mesmo que sejam montantes pequenos em cada uma das operações. Segundo informações enviadas à SEC – Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos em 2013, a Facebook teria transferido cerca de US$ 2,1 bilhões nestas transações.

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Mark Zuckerberg, criador do Facebook

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Redução das Estimativas de Crescimento Chinês

15 de abril de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: artigo no site da Bloomberg, redução de crescimento da economia chinesa, seus efeitos no mundo

Havia no passado uma afirmação que uma tosse nos Estados Unidos provocava uma gripe no Brasil. Agora, quando o mundo se preocupa com a redução do crescimento da economia chinesa, como descrito num artigo publicado pelo site da Bloomberg, ainda que a estimativa para o ano se mantenha acima dos 7% ao ano, todos se preocupam com o seu impacto no resto do mundo. Notadamente em economias emergentes como a brasileira, que dependem muito das exportações para a China. O primeiro-ministro Li Keqiang já revelou suas preocupações, mostrando que as autoridades daquele país procuram tomar medidas adicionais para que esta desaceleração não seja muito expressiva, até porque o resto do mundo também não apresenta um crescimento robusto, capaz de compensar a redução chinesa.

As informações disponíveis mostram que no primeiro trimestre o crescimento teria sido estimado em 1,5%, quando a previsão anterior seria de 1,8%. Para os padrões mundiais, ainda são percentuais elevados, mas como se encontram num processo de reforma para dependerem mais do próprio mercado interno, que não é fácil, todos se preocupam que não consigam um soft landing. No caso brasileiro, também as indicações são de um crescimento que era mais robusto no primeiro trimestre, mas já no mês de abril nota-se um ânimo menor, principalmente dos consumidores. Como o quadro se apresenta cada vez mais complicado para o resto do ano, ainda que exista a Copa do Mundo, mas com o governo sofrendo crescentes pressões num ano eleitoral, as preocupações com um quadro externo mais difícil não injetam otimismo.

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Li Keqiang

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Culinária Japonesa Boa e Barata

15 de abril de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Gastronomia, Notícias | Tags: além do sushi e do sashimi, boa qualidade e barata, uso do porco

Duas notícias publicadas no Japão informam sobre a nova onda de disseminação do uso da carne de porco na culinária popular, afastando a imagem de que não é saudável e é comprovadamente de custo mais baixo quando comparado com os concorrentes, principalmente quando aquele país é atingido novamente pela praga da gripe aviária. Uma vez fui consultado por uma jornalista brasileira que passaria um período no Japão e ela que apreciava a culinária japonesa estava preocupada com o elevado custo do sushi e do sashimi, como se fossem de consumo cotidiano. Ficou aliviada quando descobriu que existiam ótimos pratos, mais baratos, que são consumidos nos almoços mais leves da maioria dos japoneses.

Um muito apreciado é o tonkatsu, uma costeleta de porco apresentada numa forma semelhante a da milanesa, de fritura profunda, mas leve, servido normalmente com um pouco de repolho cru picado, que ajuda a neutralizar sua gordura. Com uma tigela de arroz, um missogiru (sopa de soja) e um oshinko (conserva) completa uma boa refeição. Um artigo publicado por Robbie Swinnerton no The Japan Times informa que também existem estabelecimentos que os servem em elevada qualidade, até de um porco especial, que também pode ser apreciado no jantar.

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Pigging out: The tonkatsu teishoku set at Butagumi Dining. | ROBBIE SWINNERTON

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Financial Times Entrevista Premiê de Cingapura

14 de abril de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política | Tags: caso da Ucrânia, caso dos pequenos países, Lee Hsien Loog, os problemas com os japoneses, visão de Cingapura para o mundo

Uma entrevista-almoço em Londres de uma importante figura asiática como o primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, não explicita tudo nem mesmo para Gideon Rachman, o chefe de assuntos estrangeiros da Financial Times, evidentemente muito experiente. Há muito o que se interpretar nas entrelinhas do que foi discutido, como o uso de expressões faciais e risos do entrevistado. Ainda que ele já seja o herdeiro de um pai que já foi primeiro-ministro em Cingapura e tenha feito o curso universitário em Cambridge, como parte de sua preparação para exercer o elevado cargo no seu país. Ele cursou matemática e computação, com distinção, considerado como não tendo sequer um osso frívolo e um tecnocrata cerebral. Completou o seu currículo com o título de general brigadeiro no seu país. O ideal é que os leitores o leiam a rica matéria na íntegra, diante das muitas nuances que a integra no: http://www.ft.com/intl/cms/s/2/4511f092-bf2c-11e3-8683-00144feabdc0.html#axzz2ytIZSfQp .

Os assuntos abordados foram amplos, como a crise na Ucrânia que gera preocupações separatistas até para a China, acabando sendo relevante para a Ásia. Como a afirmação nacionalista do Japão que preocupa os vizinhos diante das lamentáveis experiências que ocorreram na Segunda Guerra Mundial, que chegaram até Cingapura. A entrevista ocorreu dentro de uma programação intensa do primeiro-ministro Lee Hsien Loong na Inglaterra, e ainda que não admitido decorra dentro de um regime forte, considerado democrático pela eleição formal, num país que praticamente conta somente com um partido político de fato. O tema é considerado tabu, não sendo explicitado na entrevista. Separado da Malásia, Cingapura é um país-cidade de 5,3 milhões de habitantes, consagrou-se com uma espécie de capital regional do Sudeste Asiático, notadamente no setor financeiro, tendo atingido um invejável nível de renda per capita, um dos mais elevados do mundo, dentro de uma disciplina que beira a ditadura. Equilibra-se entre os Estados Unidos e a China, ainda que hoje 60% de sua população seja de origem chinesa.

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Primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong

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Aproveitamento do Subsolo em Tóquio

13 de abril de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: aproveitamento do subsolo em Tóquio, artigo no The Japan Times, ativação da construção pesada

Na maioria das economias no mundo utiliza-se a construção civil para ajudar a recuperar a economia. No Japão, além da constante renovação de edifícios que para o padrão brasileiro ainda seriam considerados relativamente novos, está se planejamento o maior aproveitamento do subsolo na região metropolitana de Tóquio. Eles estão projetando verdadeiras avenidas do tipo de Champs-Elysées em Paris, com arborizações e tudo o mais, no subsolo da Capital, como no túnel que vai de Tsukiji (famoso pelo consagrado mercado de peixe) até Toranomon, próximo ao setor governamental daquela cidade. O que até agora ia até 40 metros de profundidade, com alguns andares subterrâneos visando principalmente o sistema metroviário e todas as lojas que procuram aproveitar o grande fluxo de pessoas, agora estão indo mais abaixo, dentro do que o Escritório de Desenvolvimento Urbano da Região Metropolitana do governo japonês está coordenando.

Estas vias de transporte subterrâneas estão separadas somente por 30 centímetros por onde passam os sistemas elétricos, que estão operando em conjunto com as empresas de gás, água e telecomunicações que correm por galerias. Para os turistas que não conhecem que existe uma verdadeira cidade abaixo da superfície, cheias de lojas, restaurantes e os mais variados estabelecimentos para atender as necessidades de alimentação e bebidas da população. As estações de metrô costumam contar com vias diretas para as grandes lojas de departamento, bem como edifícios de escritórios onde trabalham milhares de pessoas.

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at Tokyo Station in August 2009. | REUTERS

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