4 de fevereiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias | Tags: influência confuciana, os idosos americano-asiáticos, realidade com idosos de todas as origens, suplemento do The New York Times
Um artigo publicado em português no suplemento do The New York Times encartado na Folha de S.Paulo descreve a situação dos idosos americano-asiáticos mostrando não só os dramas deles, mas de todos os idosos que continuam aumentando em todo o mundo proporcionalmente. Mas, fortemente influenciados pelos ensinamentos de Confúcio, muitos asiáticos sentem a necessidade de assistirem seus idosos, mesmo sacrificando a necessidade de cuidarem de suas próprias vidas. Na medida em que estes idosos não possuem a capacidade de se comunicar adequadamente em inglês, havendo também uma cultura diferente, não se ajustam às clínicas locais que se multiplicam para atender os idosos norte-americanos.
O artigo começa a referir-se aos idosos de origem vietnamita com doenças como Alzheimer que imaginam estar retornando à sua terra natal e precisam ser cuidados pelos seus descendentes que deixam os seus empregos. Como estes casos são muitos, existem organizações que procuram orientar os cuidadores nos seus pesados encargos que acabam estressando a todos, ainda reforçado pelo senso de responsabilidade de uma cultura que lhes foram incutidas ao longo do tempo nos seus países de origem.


Foto: Burger/Phanie/Rex Features Foto: Jessica Kourkounis/The New York Times
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4 de fevereiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política | Tags: coluna de Delfim Netto no Valor Econômico, entrevista de Luis Stuhlberger para a Folha de S.Paulo, participação da China e do resto do mundo, problemas dos EUA e dos emergentes
Duas apresentações magistrais esclarecem de forma simples os problemas de países emergentes, notadamente do Brasil, diante do quadro atual de acentuado nervosismo na economia mundial. Luis Stuhlberger, considerado um dos melhores operadores de fundos, atualmente no Credit Suisse-Hedging Griffo que administra fundos de RS$ 20 bilhões no Brasil, esclarece as responsabilidades pela atual crise numa entrevista concedida à Mariana Carneiro da Folha de S.Paulo. Para ele, não se trata da política do FED – Sistema Federal de Reservas, o Banco Central dos Estados Unidos, nem da redução do crescimento da China, pois quando o dinheiro estava fácil no mundo e o clima favorável, os países emergentes, inclusive o Brasil, não efetuaram as reformas que eram necessárias.
Outro esclarecimento é fornecido pela coluna do professor Delfim Netto no Valor Econômico mostrando Janet Yellen, hoje presidente do FED, mas já membro do Fomc – o Copom dos EUA em 2002, explicando as suas relações com os países emergentes. Os norte-americanos cuidam de sua economia, que, por ser importante no mundo, acaba provocando facilidades e dificuldades no resto do mundo. Mas caberia aos emergentes cuidarem de suas economias, o que nem sempre fazem quando o clima é favorável, para sofrerem quando as dificuldades se acumulam.


Prédio do do FED em Washington e do Great Hall of People em Beijing
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3 de fevereiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: exageros na ansiedade e no nervosismo, pronunciamentos desnecessários, quadro previsível, recuperação lenta | 2 Comentários »
Num cenário em que os primeiros dados relacionados com a recuperação da economia norte-americana não se mostram tão robustas como desejadas, ao mesmo tempo em que os dados chineses baseados nas percepções dos gerentes de compras se mostram mais difíceis para a manutenção de uma redução gradual do seu crescimento, acrescentam-se desnecessárias manifestações de ansiedade como o de secretário do Tesouro dos EUa Jacob Lew no Bipartisan Policy Center que explicita a necessidade de um rápido acordo para elevação do endividamento pelo Congresso para evitar artifícios contábeis ou um potencial default fiscal. Os mercados estão exageradamente nervosos, mesmo que estas dificuldades já estivessem no radar, não havendo necessidade de considerações tão conservadoras.
Todos sabem que num processo de recuperação lenta como a que se observa atualmente na economia norte-americana, os dados mensais podem apresentar pequenas flutuações que mostram que não seriam os mais desejáveis, mas não indicam problemas mais profundos que determinam as mudanças das tendências de recuperação que estão se delineando. Também na economia chinesa, todos sabiam que as reformas indispensáveis são difíceis de serem efetuadas, podendo haver turbulências momentâneas, fazendo com que o crescimento de 7,5% possa ser um pouco mais baixo, pois não existe precisão tão segura nas estimativas elaboradas. É preciso que haja um razoável intervalo com margens para estas estimativas. Mesmo que todos tenham consciência que o existe uma profunda divisão nos Estados Unidos, com o Congresso estabelecendo estreitos limites para o Executivo, ninguém pode imaginar que os parlamentares sejam tão irresponsáveis para conduzir a sua economia para uma situação de default.


Congresso dos EUA Casa Branca
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3 de fevereiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Política | Tags: as características da presidente Dilma Rousseff, avaliação das mudanças iniciais dos ministros, indícios das melhorias possíveis, o melhor dentro das restrições existentes
Diante das conveniências eleitorais, a presidente Dilma Rousseff iniciou as primeiras mudanças no seu ministério, que dentro das limitações políticas existentes devem ser consideradas as escolhas mais convenientes. Todos sabem que a ministra chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann retorna ao seu cargo de senadora para disputar o governo do Estado do Paraná e o ministro da Saúde Alexandre Padilha o governo do Estado de São Paulo, em eleições disputadas, onde os candidatos já posicionados são considerados fortes. Dentro das atuais circunstâncias, as soluções adotadas parecem as mais recomendáveis.
O posto mais relevante é sem dúvida a da Casa Civil, que dentro do atual quadro exige um titular com experiência na administração pública, que tenha também um transito adequado junto aos políticos e empresários. Aloizio Mercadante já é uma figura conhecida e experimentada na política, e sendo senador sempre encontrará maior facilidade no difícil diálogo, mesmo nos bastidores com os seus colegas políticos e empresários podendo preparar o terreno para um acerto final com a presidente. Tendo sido ministro de Ciência e Tecnologia bem como da Educação conhece toda a burocracia indispensável para o bom funcionamento do Executivo, tendo também uma visão geral dos problemas brasileiros no contexto do mundo globalizado em que se encontra o Brasil. Deve tomar as precauções para não se chocar com outros ministros, notadamente da área econômica.




Aloizio Mercadante José Henrique Paim Arthur Chioro Thomas Traumann
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2 de fevereiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: a China e suas circunstâncias, além do Sudeste Asiático, Canadá e Austrália, os destaques nos EUA, tendências históricas e recentes
Este site vem chamando a atenção para a importância da diáspora dos chineses pelo mundo, fenômeno que não é recente, mas está se acelerando. Um artigo publicado por Chen Jia no China Daily, na sua versão para os Estados Unidos, informa sobre um relatório escrito por Sean Randolph, CEO do Bay Area Council Economic Institute, junto com Neils Erich, com 144 páginas, com o título “Ties That Bind: San Francisco Bay Area’s Economic Links to Greater China”, sobre o impacto na área da Baía do San Francisco, incluindo o Vale do Silício, aumentando a conexão com a China. Este fenômeno já tem mais de 160 anos, quando trabalhadores chineses ajudaram na construção das ferrovias que atingiam o Oeste dos Estados Unidos, ampliou-se na construção do Canal do Panamá, e continua se aprofundando recentemente nos setores que se estendem pelo aumento dos estudantes chineses nas universidades norte-americanas, bem como intercâmbio de turistas.
Além de uma população na China que se aproxima do bilhão e meio, os chineses estão tradicionalmente no Sudeste Asiático, como Hong Kong e Macau já incorporados com o critério de um país, dois sistemas. O que poderá acontecer com Taiwan, cujas negociações já começaram. Também em Cingapura já se conta com 60% de população de origem chinesa, que ocorre em grandes metrópoles como Bangcoc na Tailândia ou Jacarta na Indonésia, ainda que os nomes deles tenham mudado para os locais. Além da presença tradicional dos chineses em Londres e Nova Iorque, recentemente vem chamando a atenção a ampliação dos seus imigrantes na Austrália e no Canadá, países que contam com grandes espaços, ainda que estejam muito espalhados pelo mundo todo. Há estimativas que já somam mais de 250 milhões, cujos registros pessoais continuam ocorrendo nas áreas de origem de suas famílias ou clãs, mesmo que estejam gerações no exterior.


Comemoração do ano novo chinês em Chinatow, Nova Iorque, e na Liberdade, São Paulo
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2 de fevereiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política | Tags: artigo interessante no Nikkei Asian Review sobre a Malásia, comparações com o Brasil, efeitos do desaquecimento no crescimento econômico, os problemas étnicos religiosos
Conheci a Malásia, ela que apresenta muitas semelhanças climáticas com parte da Amazônia brasileira como as das áreas próximas do Estado de Pará com florestas tropicais. Ela se tornou uma importante fornecedora mundial de borracha que os ingleses levaram para aquele país, diante das dificuldades que encontravam no Brasil com pragas, como em Fordlandia. Como conseguiram grandes plantações, os brasileiros importam estas matérias-primas até hoje daquela região. Ainda que seus problemas sejam bastante diferentes dos brasileiros, eles conseguiram o desenvolvimento com investimentos estrangeiros no processo de globalização, mas hoje enfrentam problemas com os desaquecimentos que atingem a maioria dos países emergentes, diante do seu próprio crescimento que elevou seus custos de salários. É um país onde o sultanato é básico, e a sua população é 60% de origem malaia e muçulmana, mais pobres, e com 30% de descendentes de chineses, 25 vezes mais ricos que o outro grupo étnico, o que é dramático.
Um artigo publicado por Wataru Yoshida, do Nikkei Asian Review, esclarece alguns destes problemas. Com a maioria da população de origem malaia, eles ganharam as eleições, o que vêm aumentando as tensões locais, diante de uma política que procura melhorar as condições da população desta etnia, provocando migração para o exterior dos de origem chinesa, que estão mais qualificados. É preciso entender que a Malásia faz fronteira com Cingapura que é uma ilha, onde o seu desenvolvimento continua acentuado com serviços, contando hoje com 60% de população de origem chinesa, consolidando-se com uma capital regional extremamente dinâmica.

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1 de fevereiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Política | Tags: artigo de Tony Capaccio do site da Bloomberg, capacidade para atuar contras seus vizinhos asiáticos, elevação da capacidade militar chinesa, informação da Força Aérea dos EUA, novos testes de mísseis chineses de ultra-alta velocidade | 6 Comentários »
Tony Capaccio publica no site da Bloomberg uma matéria com base nas exposições de Lee Fuell, diretor do Centro de Inteligência da National Air and Space da Força Aérea dos EUA, sobre a elevação da capacidade militar da China. Desde que Xi Jiping assumiu o comando da Comissão Militar Central daquele país, os chineses realizaram exercícios militares no Pacífico e no Mar Sul da China, e ampliaram a zona de defesa aérea sobre ilhas em disputa com o Japão. Ainda que seus gastos militares sejam um quinto dos norte-americanos, estão criando um exército forte e disciplinado, bem como aumentando o poder aéreo e naval, principalmente para média distância, podendo bloquear ou invadir Taiwan. Eles procuram deter ou evitar a intervenção militar dos EUA na região.
Bill Gertz, do The Washington Free Beacon, publica uma matéria sobre os novos mísseis chineses testados no último dia 9 deste mês de janeiro que são considerados de ultra-alta velocidade, destinadas a transportar ogivas através de defesas antimísseis dos Estados Unidos. Eles estão apelidados de WU-14 pelo Pentágono e parecem projetados para serem lançados transportados inicialmente por um dos mísseis balísticos intercontinentais da China, deslizando posteriormente à velocidade de até 10 vezes a do som a partir da proximidade do alvo, deixando de ser somente para a guarda costeira. O assunto ainda não está sendo comentado pelas autoridades norte-americanas.

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1 de fevereiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias | Tags: a falência das sociedades, a preocupante lógica na sua liberação, os paralelos com os cigarros e bebidas alcoólicas
As controvertidas argumentações que a liberação do uso da maconha para fins medicinais e recreativos que está ocorrendo em diversos lugares do mundo é preferível às imposições de restrições adicionais de difícil controle são preocupantes. Não se trata de um posicionamento idealista ou moralista com falta de pragmatismo, mas da necessidade de considerações mais profundas sobre o que está em jogo. Muitos fazem paralelos com o uso das bebidas alcoólicas ou do fumo, admitindo que existam inconvenientes que precisam ser minimizados, com um reconhecimento da nossa dificuldade para controlar os problemas insanáveis. Todos implicam em elevados custos para a sociedade, que acabarão sendo arcados por todos para atender as aspirações de outros que pensam ao contrário.
Tanto no caso do cigarro como das bebidas alcoólicas são desenvolvidas campanhas mostrando os danos para a saúde, bem como aumento dos desastres evitáveis decorrentes dos seus usos, que implicam em pesados custos. Não se discute mais se o cigarro causa danos à saúde, obrigando publicidades dos casos dramáticos como de câncer nos pulmões, que implicam em elevados gastos que são arcados por toda a população nos seus tratamentos e cuidados paliativos, e tudo indica que em muitos segmentos o seu uso tenha reduzido, ainda que aumentado em outros, como entre as mulheres e os jovens. De forma análoga, o uso exagerado de bebidas alcoólicas aumenta os desastres como os rodoviários, ceifando vidas inclusive de inocentes, provocando restrições para serem servidos nos estabelecimentos localizados nos arredores das estradas, mesmo admitindo que seja de alcance limitado, mas transmitindo o conceito que é uma medida restritiva.
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1 de fevereiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: artigo do The Economist sobre preocupações exageradas sobre as economias emergentes, cuidados que estão sendo tomados, diferenças entre os acontecimentos na margem e na média, dificuldades nas economias mais complexas, velocidade de entendimento de todos
A revista The Economist chama a atenção sobre o exagero de pessimismo atual com relação aos problemas enfrentados pelas economias emergentes. Todos sabem que alguns fluxos financeiros são nervosos provocando a necessidade de mudanças nas taxas de juros e nos câmbios, mas não possuem a velocidade dos operadores de alguns fundos de investimentos que lucram com mudanças bruscas, permitindo algumas arbitragens especulativas. Comparando com situações passadas, as economias emergentes estão mais aparelhadas com instrumentos de política econômica que em 2007/2008, com a disseminação de políticas flexíveis de câmbio e juros, reservas externas mais elevadas, situações macroeconômicas mais saudáveis como nos déficits comerciais não justificando os pessimismos exagerados, salvo em situações isoladas. Eles especularam com investimentos de alto risco, e agora com a elevação paulatina dos juros nos Estados Unidos fazem suas correções que também serão lentas.
Evidentemente, existem situações extremas como da Argentina ou da Turquia, mas não se justifica uma transferência exagerada e geral para aplicações consideradas de menores riscos. As elevações dos juros serão mais lentas, até mesmo porque o crescimento da economia norte-americana não está tão consolidada, e gigantes como a China, se contarem com desacelerações nos seus crescimentos, elas serão mais vagarosas, tanto pelas suas dimensões como resistências às mudanças. O professor Delfim Netto sempre chamou à atenção que muitos dinossauros consomem tempo para as mensagens chegarem aos seus pequenos cérebros e muitas vezes as reações para o seu rabo também são demorados, muitas vezes para movimentos nos sentidos errados. Precipitações podem agravar o quadro, complicando as soluções do que ajustamentos adequados.


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1 de fevereiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: a perigosa divisão da América do Sul voltada para o Pacífico e para o Atlântico, artigo do professor Kotaro Horisaka, as atenções japonesas voltadas para o Brasil, aumento da presença de jornalistas
O professor Kotaro Horisaka é um dos mais credenciados brazilianists japoneses, que morou no Brasil por diversas vezes, tendo sido professor da Universidade de Sophia de Tóquio. Escreveu nesta virada para 2014 um artigo publicado no boletim eletrônico da Câmara de Comércio Brasileiro no Japão sobre o relacionamento bilateral. A Copa do Mundo em junho e as eleições presidenciais em outubro no Brasil desperta o interesse de todo o mundo, aumentando o número de correspondentes estrangeiros atuando no país, o que ele espera que não seja passageiro.
Ele observa que os empresários estão diferenciando duas Américas Latinas de forma perigosa, uma voltada para o Pacífico com destaque para o México, Colômbia, Peru e Chile que representa 200 milhões de habitantes e um PIB de 2 trilhões de dólares que assinaram a Aliança do Pacífico em junho de 2012. Ela teria como objetivo estabelecer uma plataforma para promover o comércio e o investimento para intercâmbio de indivíduos e serviços, principalmente com relacionamento com a Ásia. De outro lado, o Brasil que é o maior parceiro do Japão na América Latina, ao lado de outros países voltados para o Atlântico, principalmente a Venezuela e a Argentina. O Brasil, diante da política de combate à inflação tenta reaquecer a sua economia, considerada como protecionista, com forte presença estatal.

Kotaro Horisaka
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