12 de dezembro de 2013
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política | Tags: artigo de Stefano Scarpetta para o Project Syndicate, desemprego dos jovens, manifestações populares
O Project Syndicate que costuma selecionar bem os artigos que divulgam distribuiu um elaborado por Stefano Scarpetta, diretor de emprego, trabalho e assuntos sociais da OECD – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Parece que nem tudo se ajustar adequadamente para o Brasil e alguns outros países, apesar de estarem explicitamente citados. Ele informa, com razão, que os benefícios do desenvolvimento costumam ser mal distribuído e os jovens que estão pouco empregados tendem a manifestar as suas insatisfações nas demonstrações populares, o que teria começado na Primavera Árabe e estaria se repetindo nos protestos como do Chile, do Brasil, de Israel, da Turquia e da Índia.
Para informar sobre sua posição utiliza um gráfico que está sendo apresentado abaixo, em que seleciona alguns países, mostrando o desemprego dos jovens no quarto trimestre de 2007, o pico que atingiu em alguns países e o que se observa no terceiro trimestre de 2013, onde os piores resultados ficam registrados na Espanha, na África do Sul, na Itália e na Arábia Saudita, sendo que nos dois primeiros supera a 50%.

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11 de dezembro de 2013
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: Dilma Rousseff falou em nome da América Latina, Fernando Henrique Cardoso, inspirou Barack Obama a cumprimentar Raul Castro, Lula e Fernando Collor, mais de 90 chefes de Estado, presenças de José Sarney
As merecidas homenagens mundiais foram apresentadas na cerimônia fúnebre realizada no FNB Stadium em Soweto, onde Nelson Mandela encerrou a Copa do Mundo que se realizou na África do Sul, segundo artigos publicados nos principais sites do mundo. Compareceram às homenagens cerca de 90 mil pessoas que quase lotaram o estádio, rivalizando com as homenagens prestadas a John F. Kennedy. Falaram na cerimônia, entre outros, o ex-presidente F.W. de Klerk, o último presidente branco da África do Sul, que partilhou com Mandela o Prêmio Nobel da Paz, por terem conseguido que negros e brancos tivessem a possibilidade de conviver pacificamente, num país que tinha uma política oficial de apartheid, que manteve Mandela preso por 27 anos. Ele continuará inspirando toda a humanidade para as conciliações, inclusive os brasileiros.
Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos cumprimentou o presidente Raul Castro de Cuba, país que continuam mantendo sob boicote. A presidente Dilma Rousseff falou em nome da América Latina na cerimônia. Um coro levou às multidões as músicas gospel e antiapartheid, com as pessoas aplaudindo e agitando as bandeiras com o retrato de Mandela. O mundo estava se unindo de forma maravilhosa, como poucas vezes na história.






Personalidades mundiais estavam presentes, como a esposa de Mandela, Graça Machel, que foi também presidente de Moçambique, artistas locais e mundiais conhecidos, outros Prêmio Nobel da Paz. Muitos populares sul-africanos deram entrevistas para a imprensa internacional contando fatos marcantes da vida de Mandela que inspiraram a todos.
Mesmo depois que Mandela foi solto da prisão, muitas e duras negociações foram por ele comandadas, como a figura mais importante da CNA – Conselho Nacional Africano, tendo à frente de Klerk que era o presidente de então da África do Sul, mesmo sob os mais violentos protestos de brancos e negros que tentavam boicotar a conciliação. O braço direito de Mandela foi assassinado, ele que deveria ser o sucesso deste destacado líder antiapartheid, como multidões de inocentes negros sul-africanos, nos atentados mais cruéis que possuem poucos paralelos na história.
Somente o carisma e a determinação de Nelson Mandela, consolidados pelas longas meditações durantes seus anos de prisão, permitiram que se atingisse a conciliação, que ainda não se completou, pois os negros ainda continuam sofrendo desigualdades tanto com os brancos como os negros que enriqueceram recentemente.
Os velhos líderes com todos os seus defeitos terão que ser substituídos por jovens idealistas que foram inspirados por Mandela, mas, ainda assim, haverá necessidade de tempo de algumas gerações para superar a apartheid que foi construída ao longo de séculos, desde que os europeus chegaram a aquela parte da África.
Há que se considerar, também, as realidades tribais da África, onde diversas etnias não se entendem com outras. A chuva foi enfrentada pela multidão, pois elas também são símbolos alvissareiros da frutificação dos ensinamentos de Nelson Mandela, que foram transformados em impressionantes atos concretos, apesar da longa e sofrida perseguição de que foi alvo.
As homenagens locais ainda terão prosseguimento, até que ele possa descansar onde escolheu, uma pequena vila sul-africana onde ele passou a sua infância.
9 de dezembro de 2013
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: artigo sobre o entendimento de Bali para o The Economist, o papel de Roberto Azevêdo, publicado simbolicamente no site da revista nesta segunda-feira, uma vitória inicial de um longo caminho cheio de dificuldades | 2 Comentários »
Muitas coisas importantes precisam ser lidas nas entrelinhas ou nos gestos. O site do The Economist publicou um importante artigo hoje sobre o que aconteceu em Bali, na reunião da OMC – Conselho Mundial de Comércio presidida pelo diplomata brasileiro Roberto Azevêdo, no cargo somente desde setembro último. Admite que um passo inusitado foi dado, o primeiro desde a organização desta entidade, mas aponta-se uma lista de duras tarefas futuras dentro da chamada Rodada Doha, que muitos achavam que já estava morta e enterrada. A revista admite a capacidade deste diplomata brasileiro manter os negociadores na mesa, mesmo quando o tempo já estava esgotado, e tópicos cruciais apresentavam grandes divergências. Muitos assuntos foram mantidos na pauta, sem que se decidisse a respeito, uma forma diplomática de superar as posições antagônicas entre membros relevantes, deixando a questão para o futuro. Este registro feito por uma revista da importância do The Economist é algo que deve ser interpretado como muito significativo.
A revista admite que o coração da reunião foi um acordo sobre a facilitação do comércio global, ou medidas para reduzir o custo do comércio, diminuindo as burocracias nos procedimentos aduaneiros. Isto pode chegar a mais de 10%, segundo estimativa de outra entidade importante, a OECD – Organização Econômica de Cooperação no Desenvolvimento, que elevaria a produção global em mais de US$ 400 bilhões, com benefícios para as economias em desenvolvimento.

Roberto Azevêdo recebe os cumprimentos do ministro do comércio da Indonésia. Foto: AFP
A revista admite que o assunto sempre muito difícil seja a agricultura, e sobre os subsídios que são dados pelos países desenvolvidos como os Estados Unidos, os europeus e o Japão não foi explicitado, mas todos sabem que está em pauta. A Índia, que enfrentará brevemente uma dura eleição e conta com muitos pequenos produtores agrícolas, exigiu que o seu estoque de alimentos fosse considerado como de “segurança alimentar”, podendo continuar a ser subsidiado até quatro anos, não sendo obrigada a sofrer a concorrência de outros países exportadores e mais eficientes.
Cuba levantou o problema do embargo dos Estados Unidos e havia necessidade da unanimidade dos 159 países presentes. O Itamaraty, com seu ministro das relações exteriores, entrou na negociação para que aquele pequeno país admitisse que estivesse sendo destacada corajosamente sua posição frente aos Estados Unidos, diante de todo o mundo. Vitória da diplomacia brasileira.
Muitos assuntos que apresentavam divergências foram mantidos para entendimentos futuros, consagrando a OMC como o fórum adequado para as negociações. Estava salva a organização, ficando Roberto Azevêdo com uma pauta dura, exigindo fórmulas imaginativas para superar as dificuldades. Seu sucesso lhe proporciona uma grande credibilidade para as negociações futuras, e ele terá que escolher as prioridades, e as formas de resolvê-las.
Muitos assuntos continuarão na pauta multinacional e outras continuarão sendo objetos de entendimentos bilaterais ou entre grupos regionais ou plurilaterais, que poderão abrir caminhos para outros gerais, podendo ficar no âmbito da OMC. Entre eles estarão os dos investimentos, como a preservação do meio ambiente ou dos serviços.
O The Economist admite que, depois desta reunião de Bali, na Indonésia, o cenário para as negociações comerciais internacionais parece muito diferente, aguçando o apetite de todos os países, evitando que acordos regionais acabem excluindo muitos países, como o Brasil que não veio conseguindo se inserir nos mais importantes em negociação, o que a revista chamou de “balcanização do comércio”.
9 de dezembro de 2013
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias | Tags: considerações da jornalista autora de livros Amanda Ripley, dificuldades nas avaliações, discussões sobre os resultados do PISA, um artigo publicado no The Economist sobre a evolução dos resultados de matemática
A jornalista Amanda Ripley declarou numa entrevista concedida a Fabiano Maisonave, publicada no jornal A Folha de S.Paulo, que fez pessoalmente o teste PISA, e concluiu que ele requer mais pensamentos do que outros padronizados que conhece. Ela elaborou um livro sobre “As crianças mais inteligentes do mundo”, ainda sem tradução para o português, com base em muitas entrevistas e acompanhando estudantes norte-americanos que foram estudar na Finlândia, que considera que conta com o sistema mais adequado, a Polônia e a Coreia do Sul, esta última que considera o seu sistema muito estressante. Ela mesma afirma ter feito um curto curso na França, onde aprendeu a ver o mundo de forma mais ampla que nos Estados Unidos.
A revista The Economist publica uma comparação, somente de matemática da PISA, com base na avaliação dos países feita no ano de 2006 e agora em 2012, para alunos de 15 anos, constatando que os asiáticos continuam melhorando, com destaque na China (que usa somente os dados de Xangai), mas considerando também Cingapura, Hong-Kong, Taiwan, Coreia do Sul e o Japão entre os mais bem avaliados neste período. A Finlândia acusou uma queda acentuada que também se observou em alguns outros países. Isto não significa que nos demais itens as mesmas observações são uniformes.

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9 de dezembro de 2013
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais | Tags: a posição do Brasil, avaliação da OECD pelo PISA, mesmo com algumas limitações, os asiáticos
Um artigo publicado por Norito Takaoka para o Nikkei Asian Review mostra que na pesquisa chamada como PISA, efetuada pela OCDE – Organização para Cooperação ao Desenvolvimento Econômico, os estudantes asiáticos continuam nas pontas das avaliações da educação mundial. A lista completa dos países pela ordem de suas avaliações nos conhecimentos de matemática, leitura e ciências pode ser conseguida no site daquela organização. O Brasil, lamentavelmente, apesar da ligeira melhora quando comparada com os resultados dos anos anteriores, continua entre os últimos, em 58º lugar entre os 65 países onde foram feitas as provas, como publicado num artigo de Ana Carolina Moreno no O Globo.
Xangai aparece em primeiro lugar geral como separadamente nas áreas de matemática, leitura e ciências, seguida de Cingapura, Hong Kong, Taipé, Coreia do Sul, Macau e Japão, com pequenas diferenças nas ordens das disciplinas mencionadas. Para completar a lista dos 10 primeiros, aparecem os europeus Lichtenstein, Suíça e Holanda, com variações entre os três segmentos do conhecimento avaliados. O que determinaria esta predominância asiática? Tudo indica que existe uma primeira importância da cultura que se dá à educação, diante da forte contribuição de Confúcio que se estende por todos estes países, ao mesmo tempo em que existe uma grande concorrência local diante do reconhecimento que a educação é o mecanismo pelo qual os estudantes podem melhorar as suas possibilidades de ascensão social.

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8 de dezembro de 2013
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: acordo global na Organização Mundial do Comércio, algumas exceções, presidência do brasileiro Roberto Azevêdo, primeiro acordo desde a sua instituição | 2 Comentários »
Algo inusitado acabou acontecendo neste sábado na reunião em nível ministerial em Bali, na Indonésia, da OMC – Organização Mundial de Comércio. Pela primeira vez, sob a presidência do diplomata brasileiro Roberto Azevêdo, conseguiu-se um acordo global desde a instituição desta entidade mundial após quase duas décadas de negociações. A última, chamada Rodada de Doha, não conseguia avançar, até que o representante do Brasil assumiu a sua presidência, com a fama de ótimo negociador. A reunião que deveria ser concluída na sexta-feira acabou sendo prorrogada por mais um dia de duras negociações. Os países desenvolvidos exigiram dos países emergentes que não aceitavam o acordo sem que fosse assegurada uma moratória de cinco anos para a sua segurança alimentar, ou seja, que seus produtos agrícolas ficassem temporariamente fora do acordo, exigência que era feita pela Índia.
O acordo é considerado histórico e foi estabelecido com a participação de 150 países membros. Existe uma estimativa otimista que isto pode representar para o mundo um aumento em US$ 1 trilhão do comércio mundial, criando cerca de 21 milhões de empregos adicionais. O presidente brasileiro da OMC, que deve se orgulhar pela sua persistência, anunciou o entendimento com lagrimas nos olhos. Até o representante dos Estados Unidos, Michael Froman, comemorou afirmando que o entendimento beneficia países desenvolvidos e em desenvolvimento. Diante da falta de um acordo mundial, sobre o qual o Brasil insistia, acordos bilaterais e regionais foram se multiplicando, criando uma situação de desigualdade com os que não estavam incluídos nestes entendimentos.

Roberto Azevêdo comemora acordo
As longas negociações se prolongaram por muitos anos, pois os países desenvolvidos desejavam que seus produtos industrializados tivessem redução de tarifas, mas não desejavam abrir seus mercados para os produtos agrícolas, eliminando seus subsídios, o que interessava para os países em desenvolvimento, inclusive o Brasil.
A Índia conseguiu que seus estoques de alimentos para assegurar a sua segurança alimentar não fossem considerados como proteção, o que dificultava a aceitação de alguns países. Outros tópicos também foram levantados, como o boicote dos Estados Unidos a Cuba. Uma cuidadosa negociação, demorada, que acabou exigindo uma prorrogação da reunião, contou com toda a capacidade, famosa, de negociação do presidente da OMC, Roberto Azevêdo, quando ninguém mais acreditava que o entendimento fosse possível.
Estas notícias estão nos principais jornais do mundo, inclusive o Nikkei Asian Review, com base na notícia distribuída pela agência Kyodo, e o resultado foi considerado histórico pelo Itamaraty e pela Confederação Nacional da Indústria, como consta do artigo publicado no site de O Globo.
Espera-se que este acordo atingido seja o início de uma nova fase na história do comércio internacional, devendo acelerar os acertos de todos os detalhes, evitando-se também as chamadas barreiras não alfandegárias.
Esta é uma notícia das mais alvissareiras nos entendimentos econômicos internacionais nas últimas décadas.
6 de dezembro de 2013
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias | Tags: os locais dos jogos e horários, problema das temperaturas, umidades, ventilações
Depois de classificadas as seleções de futebol dos países que vão participar da próxima Copa do Mundo em 2014 no Brasil, feitos os sorteios dos grupos que acabam determinando os locais onde serão efetuados os jogos da primeira fase, suas datas e horários, bem como os comentários dos jornalistas brasileiros e estrangeiros, nota-se a dificuldade de todos conhecerem um país tão amplo como o Brasil, com suas acentuadas diferenças regionais. Muitos ressaltaram as distâncias a serem percorridas pelas diversas equipes bem como as temperaturas que deverão enfrentar num horário inconveniente para a prática de esportes como o futebol, num país continental como o nosso. Ainda que a Copa do Mundo seja realizada no inverno brasileiro, o fato concreto é que no Nordeste, no Norte e no Centro Oeste as condições estarão adversas.
Mas, além dos fatores apontados, as grandes dificuldades deverão ser a umidade e a baixa ventilação dos estádios projetados, que deverão proporcionar condições correspondentes a uma panela de pressão, que não poderão ser resolvidos simplesmente por intervalos adicionais durante os dois tempos dos jogos de futebol. Nos locais como o Nordeste, a ventilação ajuda mesmos as áreas de baixas altitudes, mas os estádios foram projetados com coberturas que dificultam esta contribuição. Locais como Manaus e Cuiabá ficam insuportáveis com a elevada temperatura, a que se acrescente um nível de umidade, diante da baixa altitude e presença de rios que contribuem para o seu aumento. A sensação de calor vai acabar sendo desgastante para muitas equipes.



Estádios de Fortaleza, Recife e Manaus: coberturas impedem a ventilação natural
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6 de dezembro de 2013
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Saúde | Tags: disseminação na África, empregado pelos chineses para baixar a febre, medicação recomendada pela Organização Mundial de Saúde, planta chamada Artemísia
Já noticiamos neste site que a malária é considerada a doença que mais matou na história da humanidade, e ainda continua efetuando estragos na África como em alguns países asiáticos e em algumas regiões amazônicas. Agora, um importante artigo publicado por Wandy Lawley, Caroline Calvert e Ian A. Graham na prestigiosa revista Science de 11 de outubro último informa que a planta Artemísia, que sempre foi utilizada pelos chineses para baixar a febre, está sendo recomenda pela Organização Mundial da Saúde -OMC. Uma terapia denominada ACTs – Artemisinin based combination therapies, para a malária sem complicação provocada pela Plasmolium falciparum. Com a ajuda da USAID – US Agency for Internatinal Development, está se estimulando o plantio desta planta na África, que tem o nome científico de Artemisia annua.
Segundo o Conselho Mundial da Saúde, 90% das mortes atuais provocadas pela malária ocorrem na África. A economista agrícola Dana Dalrymple preparou um paper para a USAID sobre o assunto. Os chineses estão utilizando desde 1970 um extrato purificado de Artemísia, considerando o assunto de interesse público global. A autora está conseguindo mobilizar todos os interessados para este trabalho de grande importância, tendo publicado um livro sobre o problema, visando tornar disponível o ACTS.

Artemísia annua
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6 de dezembro de 2013
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias | Tags: dimensão de Mahatma Gandhi, lições de Nelson Mandela, não violência, o mundo ficou mais pobre
Existem poucas pessoas que merecem as homenagens de todos como Nelson Mandela. Um homem da estatura de Mahatma Gandhi e de Martin Luther King, deixou marcas profundas para toda a Humanidade. Lutou como ninguém pela igualdade dos seres humanos, partidário da não violência, acabou com o apartheid na África do Sul. Deu exemplos marcantes e pessoais para todo o mundo. Com sua força moral modificou o comportamento da Humanidade. Prêmio Nobel da Paz é pouco para ele. Tornou-se presidente do seu país eleito por todos.

AP photo/Simon Dawson
A África do Sul é hoje considerada um país desenvolvido. Muitos brasileiros vão para aquele país fazer turismo. Muitas de suas cidades possuem condições superiores às melhores brasileiras. Há poucas décadas, ainda éramos testemunhas das barbaridades que lá se praticava contra os negros.
A segregação era a regra. Havia bairros dos negros, eles não podiam frequentar onde os brancos ocupavam. Suas habitações eram degradantes.
Isto nos dá a possibilidade de imaginar também no Brasil que não haverá mais diferenças entre os seres humanos. Os hoje favelados poderão ter os mesmos padrões de vida e dignidade dos que moram nos Jardins.
Os que moram nos mocambos, nas palafitas, nos confins do Brasil devem ter os mesmos direitos dos demais brasileiros que gozam de padrões superiores de vida.
Somos todos iguais. Mandela conseguiu provar a cada um de nós que isto é possível de ser conseguido sem violência. Não há necessidade de séculos para estas melhorias. Em algumas décadas estas mudanças são possíveis, sem violências.
Todos nós temos que lutar para tanto, dando o mínimo para que isto se torne uma realidade, com democracia. Nelson Mandela nos deixou indicado o caminho.
Só temos que persistir, como ele, para obter o que está ao alcance das nossas mãos. Não é um sonho, uma realidade palpável. Os brasileiros, que se orgulham de não serem racistas, precisam provar isto com fatos.
Não se trata somente de discursos, mas de atos concretos. Nelson Mandela nos ensinou isto, precisamos incorporar estes pensamentos e os transformar em realidade.
6 de dezembro de 2013
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política | Tags: algumas compensações, atrapalhadas do governo, dificuldades econômicas, presença marcante da imprensa internacional
Existem vantagens e desvantagens com a atual presença maciça da imprensa internacional no Brasil. Com o período passado que parecia promissor para o país, destacando-se como dos maiores potenciais entre os países emergentes, democráticos e de grandes dimensões geográficas, importantes organismos da imprensa internacional instalaram seus profissionais no Brasil, que, além de cobrir os assuntos locais, também seriam bases para informar sobre outros países da América do Sul. Os eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas ajudaram a acrescentar a presença destes jornalistas, que aproveitam a oportunidade para destacar potenciais notícias como protestos populares que possam ocorrer durante os mesmos. No fundo, não faltam notícias do Brasil, num período de entressafra de notícias marcantes no mundo, quando a imprensa mundial passa por duros ajustes com reduções de suas receitas publicitárias e sofre a concorrência dos meios eletrônicos on time de informações.
E de bandeja, o governo brasileiro, com algumas de suas recentes atrapalhadas, acrescenta uma farta pauta para revistas ávidas para criticarem as exageradas presenças governamentais em assuntos econômicos. O The Economist registra no número desta próxima semana uma ampla matéria com destaque sobre o crescimento lento da economia brasileira, a inflação teimosa e os déficits crescentes. Um lamentável equívoco fez com que a presidente Dilma Rousseff fornecesse numa entrevista para o jornal espanhol El País uma incorreta informação de que, com a revisão das contas nacionais elaboradas pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2012 o crescimento econômico passaria de 0,9% para um fraco 1,5%. Quando houve o anúncio oficial da nova estimativa, só tinha chegado a 1,0%, constrangendo a presidente, ao mesmo tempo em que no terceiro trimestre deste ano, o PIB encolheu 0,5%.


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