5 de setembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: as contribuições políticas dos estrangeiros, particularidades japonesas, problemas | 16 Comentários »
Muitos analistas ficam impressionados com as notícias sobre os casos de políticos japoneses acusados de terem recebidos contribuições de estrangeiros. O jornal japonês The Japan Times de hoje informa que o porta-voz do governo, ministro Osamu Fujimura, explicou que o novo primeiro-ministro Yoshihiko Noda está devolvendo a importância relatada. Isto ocorre, pois muitos coreanos que foram para o Japão quando seu país era colônia nipônica, e que vivem gerações no arquipélago, usam nomes japoneses, mas não possuem a cidadania local.
Como se trata de uma comunidade que vive com certa insegurança, os coreanos procuram se relacionar com a classe política, efetuando contribuições para as campanhas eleitorais. Não podem ser facilmente identificados, mesmo pelas grandes empresas que evitam contratá-los, sem uma investigação acurada. O ministro Osamu Fujimura mostrou-se a favor da mudança da legislação para que eles possam ser considerados, também, cidadãos japoneses.



Premiê Yoshihiko Noda, ex-premiêNaoto Kan e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Seiji Maehara
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4 de setembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, webtown | Tags: ameaças do tufão Talas, Festival do Brasil em Tóquio, Parque Yoyogi, programa coordenado pela Câmara de Comércio | 2 Comentários »
Existem dois eventos já tradicionais que os brasileiros residentes no Japão promovem em Tóquio. O primeiro é um desfile de escolas de samba, muito popular, que costuma ser apresentado no bairro de Asakusa em agosto, que atraem muitos japoneses no verão daquele país. Infelizmente, em respeito aos desastres naturais que afetaram o Nordeste do Japão, cancelou-se o evento neste ano. O segundo é um Festival do Brasil coordenado pela Câmara de Comércio do Brasil no Japão, que além de apresentações musicais promovem os costumes brasileiros, como o churrasco e a feijoada que atraem multidões de japoneses, principalmente os que já estiveram no Brasil e ficam com saudades das coisas brasileiras. Contam com a participação de diversas entidades brasileiras de outras regiões do Japão.
O Festival começou bem no dia 2 de setembro, sexta-feira (o horário japonês está 12 horas à frente da brasileira), com uma intensa programação que deve se estender pelo fim de semana. Mas infelizmente o tufão Talas está atingindo a região de Tóquio nestes dias, prejudicando a riqueza das promoções, pois estão provocando tempestades com muitos feridos e alguns mortos. Apesar das presenças de algumas personalidades artísticas brasileiras e conhecidas pelas suas presenças na televisão, muito vista pelos que acompanham do Japão o que acontece no Brasil.

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4 de setembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, webtown | Tags: ação do governo depende da burocracia, choque de gestão no Japão, promoção de vice-ministros envolvidos | 3 Comentários »
Todos sabem que no Japão, mais que em muitos outros países como o Brasil, o poder da burocracia governamental é bem grande. O prestigioso jornal japonês The Yomiuri Shimbun, que tem uma impressionante tiragem de 10 milhões de exemplares diários, noticia as elevadas expectativas com o novo governo Yoshihiko Noda, pois muitos novos ministros são reconhecidos como business-oriented, alguns com experiências acumuladas como vice-ministros nas pastas que passam a ocupar. Como em todos os regimes parlamentaristas, a totalidade dos ministros são membros da Câmara Baixa ou do Senado, e não podem perder tempo para se entrosar com os assuntos que necessitam liderar.

Primeiro-ministro Yoshihiko Noda à frente do novo ministério japonês
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1 de setembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: chefe de gabinete do premiê, grande amigo do Brasil, Osamu Fujimura, posto chave
Osamu Fujimura é um tradicional membro da Câmara Baixa do Japão eleito por um dos distritos eleitorais de Osaka, que se encontra no sexto mandato. Sempre foi do Partido Democrático do Japão – DPJ, desde quando fazia oposição ao LDJ – Partido Liberal Democrata, que agora está no governo. Grande amigo do Brasil, que visitou muitas dezenas de vezes, ajudando a fomentar a ida de estudantes brasileiros ao Japão. Colaborou ativamente com a Associação dos Japoneses Residentes no Exterior e foi um dos principais dirigentes da Liga Parlamentar Nipo-Brasileira, fomentando o intercâmbio nipo-brasileiro. Foi escolhido hoje ministro chefe do Gabinete do primeiro-ministro Yoshihiko Noda, que corresponde no Brasil à chefia da Casa Civil, como está sendo noticiado por toda a imprensa japonesa. Como São Paulo e Osaka são cidades irmãs, Osamu Fujimura trabalhou também neste intercâmbio.

Osamu Fujimura sempre foi um político que trabalhou de forma discreta, no estilo do atual primeiro-ministro Yoshihiko Noda, do qual é considerado o braço direito. Poderia ocupar qualquer cargo importante, dentro da composição política na montagem do Gabinete, mas era a pessoa mais indicada para o cargo a que foi designado, que é o principal do governo japonês, organizando todo o funcionamento do Executivo e cuidando das relações tanto com o Legislativo como com o setor privado e a imprensa.
O Brasil conta com este importante conhecedor do país e seu grande admirador, que conhece com profundidade, tanto nas suas dificuldades como nas potencialidades. Ele deve ser o canal mais importante de acesso brasileiro ao Japão. Ao longo de sua carreira, veio cultivando uma profunda amizade com uma rede de brasileiros.
Será uma peça chave para o incremento do intercâmbio nipo-brasileiro, bem como poderá auxiliar na reativação da economia japonesa incrementando o seu intercâmbio com o mundo emergente. Ele acumulou experiências nos assuntos internacionais também como vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão.
É motivo de grande orgulho poder contar com a sua amizade e expressar as esperanças de uma grande gestão, que certamente propiciará grandes contribuições para a intensificação das relações brasileiras com o Japão.
1 de setembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, webtown | Tags: Banco Central baixa a taxa Selic, determinação do governo, perspectivas positivas | 4 Comentários »
Só os economistas e analistas ligados ao sistema financeiro podem ficar surpresos com a decisão do Copom do Banco Central do Brasil reduzindo em 0,5% a taxa Selic. Eles só expressavam as suas opiniões olhando a economia brasileira e mundial pelo espelho retrovisor, ou seja, para o passado e não para o futuro. Ainda que o nível de atividade da economia estivesse caindo, tanto no Brasil como no resto do mundo, alegavam a necessidade da manutenção de juros elevados, diante de um suposto risco inflacionário, quando são evidentes os sinais que a economia mundial está desaquecida, com redução das pressões inflacionárias. Os preços das principais commodities já passaram pelo ponto de máxima, havendo indícios que muitos cairão, como os de energias, diante de uma economia internacional com menor crescimento.
Alegavam que os serviços estavam com pressões inflacionárias, pois no passado conseguiram que muitas tarifas ficassem indexadas aos indicadores mais perversos, o que ainda não pode ser corrigido sem a quebra dos contratos firmados. O governo federal está determinado a cortar os custeios, e a redução dos juros sobre a dívida pública libera substanciais encargos que podem compensar alguns aumentos inevitáveis das despesas, como os decorrentes da correção do salário mínimo.
O Brasil está mais preparado para enfrentar eventuais problemas provenientes do setor externo, e a redução dos diferenciais de juros internos e externos devem contribuir para a redução dos influxos financeiros de recursos, minimizando a necessidade de acumulações adicionais de reservas internacionais, que não decorrem de superávits comerciais.

Os empresários vinham sofrendo com os juros elevados, bem como o câmbio extremamente valorizado. Mesmo reconhecendo que muitas correções exigem um bom espaço de tempo, o que sempre acontece na economia é que os agentes antecipam as tendências que se visualizam para o futuro.
O Brasil tem todas as condições para um crescimento razoável, sem pressões inflacionárias exageradas, e com sustentabilidade, preservando o meio ambiente e melhorando a sua distribuição de renda, como veio comprovando no passado recente. O seu mercado interno ainda conta com amplos espaços para a sua melhoria, e muitas empresas estrangeiras estão ampliando a sua capacidade de produção local, aumentando o valor adicionado dos produtos industriais.
Os minérios e os produtos agropecuários devem ser adicionados com valores em função de sua industrialização, criando empregos de qualidade no Brasil. Alguns equipamentos pesados devem contar com a margem de preferência quando produzidos no país, dentro das regras estabelecidas pela Organização Mundial de Comércio, mesmo nos projetos financiados pelo Banco Mundial ou o BID.
O governo está deixando mais clara a sua visão do Brasil dos próximos anos, e os empresários devem aproveitar a liquidez financeira internacional, de juros baixos, para efetivar seus investimentos, ampliando a capacidade de produção. As condições sempre reclamadas estão sendo atendidas e os investimentos em infraestrutura não devem sofrer reduções, pelo contrário, aproveitando os eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, com aceleração dos mecanismos de colaboração público-privados, devem atender os gargalos ainda existentes.
O Banco Central, como muitos outros organismos públicos, estão contando com dirigentes de carreira, não necessitando mais de diretores provenientes do sistema bancário privado. Já existem mecanismos para o preparo adequado dos recursos humanos tecnicamente preparados para o exercício das funções de Estado.
29 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: avaliações de Kazuhiro Yoshida, educação no Japão, entrevista no O Estado de S.Paulo, na China, no Brasil
O pesquisador e professor do Centro de Estudos para Cooperação Internacional em Educação da Universidade de Hiroshima, Kazuhiro Yoshida, concedeu uma entrevista para Carlos Lordelo, de O Estado de S.Paulo, publicada hoje. Este professor japonês participou em Curitiba do Encontro Internacional de Educação Sala Mundo. Ele reportou as diferenças do Brasil com o Japão, onde na Era Meiji tornou universal o acesso à educação básica, no início do século XX, inspirado pelo confucionismo e como forma de melhorar a qualidade de vida de todos.
Ele informa que existe a opção da formação dos recursos humanos para o exercício de um trabalho eficiente. A universalização do ensino em si não é suficiente, mas é preciso avaliar o que as crianças aprendem, e em sua opinião é importante encorajá-las a estudar em vez de forçá-las pela matrícula.

Pequisador e professor Kazuhiro Yoshida, da Universidade de Hiroshima
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29 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: expectativas, novo primeiro-ministro do Japão, relacionamento com o Brasil | 4 Comentários »
Como é do conhecimento de todos, no sistema parlamentar japonês o novo presidente do Partido Democrático do Japão, majoritário na Câmara Baixa daquele país, torna-se automaticamente o seu primeiro-ministro, e o ex-ministro da Fazenda, Yoshihiro Noda, foi eleito por uma expressiva votação, derrotando o ex-ministro da Economia, Indústria e Comércio, Banri Kaieda, que era apoiado pelos tradicionais pesos pesados do partido, como Ozawa, Hatoyama e Kan, ala considerada desgastada.
Ele representa a renovação política do Japão, tendo 54 anos, ao lado de lideranças jovens como Maehara, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e Edano, ex-chefe da Casa Civil que ficou conhecido por ser o porta-voz dos assuntos relacionados com os desastres naturais e problemas com a Usina de Fukushima Daiichi. Seu estilo se aproxima do ex-primeiro-ministro Koizumi, o último com as qualidades de um estadista, ainda que não tenha o carisma de que usufruía Koizumi. Mas também Koizumi, que visitou duas vezes o Brasil, não gozava de muita popularidade no início de sua administração.


Primeiro-ministro Yoshihiko Noda Deputado Osamu Fujimura
Ele advoga a ideia da formação de uma grande coalizão política no Japão, incluindo a atual oposição, liderada pelo Partido Liberal Democrata, que tem uma expressiva representação na Câmara Alta. Ele expressou que não pretende a dissolução da Câmara Baixa, convocando eleições gerais, que poderiam criar um vazio no comando político do país. Ele se revelou a favor da aliança com os Estados Unidos, procurando resolver os problemas relacionados com Okinawa.
Um dos políticos mais ligados com o novo primeiro-ministro é o deputado Osamu Fujimura que mais tem visitado o Brasil, quase anualmente, nos últimos trinta anos, e era o secretário executivo do Conselho Parlamentar Brasil Japão, tendo exercido um forte papel no aumento do intercâmbio de estudantes, promovendo a ida de muitos brasileiros ao Japão.
Tudo indica que Osamu Fujimura, considerado um dos braços de Yoshihiko Noda, com quem se apresentou publicamente nos últimos pronunciamentos públicos do novo primeiro-ministro, tem as chances de exercer um papel relevante no novo gabinete, até com um cargo ministerial de importância. Fujimura foi um dos vice-ministros parlamentares do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, e de qualquer forma deverá exercer um papel relevante como uma das personalidades que devem facilitar os entendimentos dos brasileiros com as autoridades japonesas.
29 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: histórico, Sharp no Brasil, sondagens das vendas | 72 Comentários »
Uma notícia publicada no jornal econômico japonês Nikkei informa que a Sharp japonesa volta a atuar no mercado brasileiro, instalando inicialmente uma subsidiária voltada a venda de seus produtos eletrônicos e equipamentos de comunicação. Como é sabido, esta empresa atuou no Brasil numa joint venture, que acabou em pendência judicial com o empresário Mathias Machline e seus herdeiros, montando alguns equipamentos.
Agora, volta ao mercado brasileiro, segundo a notícia, para estabelecer uma subsidiária totalmente controlada pela empresa japonesa, para a venda de televisores e telefones celulares, numa tentativa de efetuar pesquisas sobre este mercado, visando expandir suas operações.

Este tipo de operação é conhecido como antenna shop procurando fazer uma avaliação mais segura do mercado, diante das perspectivas existentes em mercados emergentes como o do Brasil. No entanto, parece difícil que uma operação meramente comercial, na atual conjuntura, possa ser eficiente, tanto diante da presença de outros concorrentes produzindo ou montando equipamentos similares neste mercado.
Diante dos problemas cambiais, juros internos, tributos existentes e outros problemas relacionados com a competitividade, se não estiverem dispostos a uma produção local em escala apreciável, tudo indica que a sua rentabilidade no Brasil deve ser duvidosa. Se tiverem intenções de um estudo mais amplo, inclusive possibilidades de exportação, estas intenções podem ser consideradas mais sérias, principalmente se as pendências judiciais estiverem totalmente resolvidas.
É claro que as perspectivas dos mercados emergentes como o do Brasil devem ser mais concretas que dos mercados dos países já desenvolvidos, mas não havendo uma forte disposição de fazer operações de escala, visando o mercado globalizado, parece difícil somente se concentrar numa operação comercial.
28 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: além dos editoriais, conveniência da objetividade, tendências nas notícias
Deve se reconhecer que mesmo que os jornalistas procurem a maior objetividade nos seus artigos, sempre existem algumas influências dos seus valores pessoais nas notícias escolhidas e dos ângulos de suas observações. Tudo indica que, recentemente, existe um exagero no trato dos problemas que estão sendo enfrentados no mundo, que são graves, mas não podem ser considerados calamitosos. É evidente que os jornalistas sempre procuram os fatos inusitados e a normalidade nunca atrai os leitores. Assim, ainda que as mais credenciadas instituições estejam prevendo que os Estados Unidos, a Europa e o Japão tenham crescimentos razoáveis em 2011, que giram em torno de 2 a 3%, destacam-se as dificuldades para uma recuperação mais vigorosa no mundo considerado desenvolvido.
A previsão é que os países emergentes, como a China, a Índia, a Rússia e o Brasil, ainda que tenham crescimentos menos acentuados que no passado recente, apresentarão crescimentos iguais ou superiores ao do mundo, mostrando que continuam funcionando como locomotivas internacionais. Ainda assim, destacam-se as críticas que estes crescimentos estejam prejudicando os empregos no mundo desenvolvido, fazendo com que sua recuperação fique mais difícil. Todos admitem que as dificuldades recentes estejam ligadas aos aumentos dos fluxos financeiros internacionais, tendo provocado um aumento de consumo acima da produção, aumentando o endividamento de muitos países. Ora, pelo que se sabe, as instituições financeiras relevantes no mundo são dos países industrializados, e os banqueiros internacionais continuam resistindo a controles adequados.

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25 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, webtown | Tags: Hitachi Kokusai, Linear Equipamentos Eletrônicos, programando a mudança, sistemas digitais
O jornal econômico japonês Nikkei noticiou ontem os entendimentos da Hitachi Kokusai para adquirir a Linear Equipamentos Eletrônicos do Brasil, para ter um bom posicionamento no mercado brasileiro de comunicação digital. Segundo a notícia publicada no Japão, as duas empresas chegaram a um acordo básico. Com o acordo, a empresa japonesa terá a maioria do capital da brasileira em princípios de outubro próximo.
Como o Brasil e mais nove outros países sul-americanos estão adotando o sistema japonês de comunicação digital territorial, a Hitachi pretender expandir suas vendas de suas câmeras e outros equipamentos para a região. A Linear detém 50% do mercado de transmissões analógicas e cerca de 30% dos transmissores territoriais digitais para comunicações.
Segundo as informações divulgadas pelo jornal japonês, o Brasil planeja mudar até 2016 o seu sistema para o digital territorial de comunicação. Com o Brasil realizando o Campeonato do Mundo de 2014 de futebol, espera-se que a demanda sul-americana de equipamentos de comunicação digital tenham um expressivo crescimento nos próximos anos.

