28 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, webtown | Tags: a contribuição que poderá dar, o papel da FAO, presença brasileira | 2 Comentários »
Apesar do Brasil ter presidido a sessão de criação da ONU – Nações Unidas, ficou somente com a honra de abrir anualmente os pronunciamentos dos chefes de estados e dos governos nas suas assembleias gerais, nem fazendo parte do seu poderoso Conselho de Segurança, cujos membros permanentes possuem o direito de veto. Nos diversos organismos especializados que fazem parte destas estruturas internacionais, como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, a OMC, a FAO, a Unesco, a OMS e muitas outras instituições que estão bastante esvaziadas, como a Untad ou a OMT, o Brasil não contava com uma presença marcante, até pela falta de pessoal de destaque e contribuição efetiva para a solução de problemas mundiais. A exceção era na Organização Mundial de Saúde (OMS) que sempre contou com a participação destacada do Brasil. Em organizações como a Unesco, países poderosos como os Estados Unidos ou o Japão não fazem mais parte, pois não se dispõem a contribuir para os seus orçamentos que são mal utilizados pelos seus dirigentes e burocratas.
A FAO, que cuida basicamente da produção agrícola e da alimentação, com sede em Roma, como outras organizações internacionais, ficou sob domínio de diplomatas de países que não tinham importância no assunto, como quando representei o Brasil nas suas reuniões, na qualidade de presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra. Naquele período, por décadas, o controle era do Líbano, que nunca teve um papel relevante na área, mas contava com o apoio de muitos países africanos, cujos ministros tinham o privilégio de ser convidados para estas reuniões à custa da FAO, e votavam com os seus dirigentes. A esperança é que esta situação mude de agora em diante.
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27 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, webtown | Tags: a situação em Paris, soluções japonesas, verão no Hemisfério Norte
Muitas situações e soluções diferentes estão sendo enfrentadas no Hemisfério Norte para enfrentar o terrível calor deste verão, economizando energia, pois todos procuram soluções ecológicas, com o estímulo da criatividade. No Japão, adotou-se o chamado “cool biz”, que dispensa a gravata, mas as prefeituras estão estimulando redes de vegetais para reduzir o calor sobre os edifícios residenciais e evitar o uso do ar-condicionado, além de outras medidas simples como o uso da sombrinha e do leque. Em Paris, também os aparelhos de ar-condicionado reduzem somente um pouco do excessivo calor, havendo recomendação para todos utilizarem menos energia.
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27 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, webtown | Tags: atende duas finalidades, energia elétrica inventada por um japonês, princípio científico
No twitter da Silvia Kikuchi, jornalista brasileira que trabalha no Japão, consta uma informação de um idoso japonês que inventou uma forma criativa de geração de energia elétrica, cujo invento vai retratado ao lado. Segundo a notícia, somente com água e pressão, o aparelho gera a desejada energia elétrica. Mas, evidentemente, segundo os conhecimentos científicos, há necessidade de consumo de energia para tanto.
O que se pode concluir é que o aparelho contribui para duas finalidades: a geração da energia elétrica ao mesmo tempo em que este senhor efetua um exercício físico para gerar a pressão indispensável. Muitos seres humanos necessitam destes exercícios físicos, tanto para manter a sua saúde física como a mental, pois o próprio cérebro gera substâncias que são benéficas na manutenção do otimismo, principalmente para os que atingem certa idade, quando se efetuam exercícios por um mínimo de 30 minutos, ainda que divididos em dois períodos de 15 minutos.
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27 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: China tornam-se um mercado promissor, investidores, lançamento da Prada no mercado de Hong Kong
O jornal francês Le Figaro publicou que a China tornou-se a grande vedete do mercado internacional de produtos de luxo, fazendo com que a Prada italiana, conhecida mundialmente pelos seus produtos que atendem a esta faixa, tenha um crescimento vertiginoso de suas venda, ao mesmo tempo em que inicia a sua produção naquele país. Para tanto, lançou suas ações no mercado financeiro de Hong Kong, para captar os recursos necessários.
Não é somente esta marca de luxo que está aumentando suas vendas ao mercado chinês. Outras grifes internacionais já estão presentes na China, assim como efetuam grandes vendas para os turistas chineses que invadem o mundo, sendo grande o número deles que circulam na França, substituindo parte substancial dos japoneses que eram importantes consumidores. Diversas publicações internacionais informam que a China supera o mercado japonês, como observa uma associação mundial que reúne os fabricantes destes produtos.



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27 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: fornecimento de aviões militares para o Brasil, Le Bourget, Rafale da Dassault
Muitas pessoas não entendem por que o Brasil necessita comprar aviões militares de caça para a sua defesa havendo muitos que desejam fornecê-los. Sempre se noticiou que os franceses estavam na frente dos seus concorrentes, mas os seus preços são mais elevados, ainda que comprometidos com a transferência de sua tecnologia para os brasileiros. O avião seria o Rafale, da Dassault, que acaba de ser apresentado no salão do Le Bourget, o mais importante evento mundial da indústria de aviação do mundo, segundo o jornal francês Le Figaro.
Segundo as notícias que circulam no Brasil, os franceses chegariam ao preço dos seus principais concorrentes. O Brasil necessita destes caças militares, pois os Mirages que vem utilizando e ainda restantes estão obsoletos. Com as fronteiras internacionais e as necessidades de defesa das áreas do chamado pré-sal na plataforma marítima, o Brasil precisa estar em condições de sua defesa, pois estas áreas podem despertar cobiças internacionais, dada a sua importância no fornecimento futuro de petróleo e gás para o mundo.
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24 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: aquisição de moedas de ouro e prata, greves, noticias chinesas no Financial Times
O site do jornal inglês Financial Times está entre os que destacam as notícias da China, procurando informações que podem ser úteis para a compreensão daquele país, ainda que a posição ideológica deste veículo de comunicação tenha divergências com a adotada pelo governo do País do Meio.
Entre as muitas outras notícias, há um destaque para o aumento da venda de moedas de ouro e prata pelo Banco Central daquele país, bem como as greves de motoristas de caminhão, que estão sendo reprimidas. É interessante tentar entender o quadro em que estas coisas acontecem naquele país, para uma avaliação mais isenta.

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24 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: problemas chineses, suplemento especial, The Economist
A prestigiosa revista de circulação internacional, The Economist, reconhecida pela sua tendência liberal, publica um importante suplemento especial sobre a China. Apesar de reconhecer o seu formidável desenvolvimento recente, aponta os problemas que estão surgindo, prevendo que aquele país enfrentará grandes dificuldades que podem comprometer o seu atual desenvolvimento.
Aponta que o atual Partido Comunista Chinês, que continua sendo o único no país, passou a depender do suporte da nova classe média chinesa, que está em ascensão acelerada, e que foge dos padrões dos seus fundadores, e os novos lideres apontados terão que enfrentar problemas políticos importantes. O atual crescimento que vem desde 1990 enfrenta problemas de avanço do número e percentual dos idosos e os custos da seguridade social, pressões inflacionárias, aumento das despesas e investimentos públicos, distribuição regional da renda, entre muitos outros.

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20 de junho de 2011
Por: Naomi Doy | Seção: Notícias, webtown | Tags: Daily Yomiuri, energia renovável, IAEA, lei para zonas especiais, NHK-News, Nikkei, nova revolução industrial, The Japan Times | 2 Comentários »
Passados 100 dias do grande terremoto e tsunami no Leste japonês, o trabalho de recuperação segue árduo nas áreas atingidas. Com ajuda que vem sendo liberada pelos governos federal e provincial, e pela distribuição de cotas de doação através da Cruz Vermelha Japonesa, a capacidade local de produção industrial e comercial está se restabelecendo, em maior ou menor grau e rapidez, dependendo das áreas atingidas. O consumo vem crescendo visivelmente; se no primeiro momento ele visava bens comestíveis, agora a população já está começando a recompor suas vidas. Supermercados e lojas de departamentos ampliam ofertas de móveis, eletrodomésticos, roupas de cama e banho, cosméticos, vestuário etc., para fazer face à crescente procura.
A comissão do governo que estuda medidas de prevenção a terremotos e tsunamis fez a terceira reunião em Tóquio, no domingo, para finalizar minuta que será apresentada nos próximos dias. Os especialistas, baseados nos relatórios dos estragos registrados em tempos passados, concordam que os preparativos devem considerar os cenários piores para desastres naturais. É preciso que diques e outras prevenções litorâneas de defesa contra tsunamis sejam construídos combinados com rotas de escape que levem para locais mais altos, onde a população possa se abrigar em estruturas seguras. A construção dos diques deve manter o alto padrão atual, mas eles devem ter a capacidade de brecar e ajudar a reduzir o peso e a velocidade de gigantescas ondas (que, em 11 de março, em muitas localidades chegaram a 37 – 40 metros de altura), sem se romper ao primeiro impacto, dando tempo para as pessoas escaparem. O governo estuda subsidiar fontes de energia renovável (eólica, solar e geotérmica) para uso em repartições públicas, escolas e hospitais nas cidades afetadas – assim como patrocinar custos para o estudo do impacto ambiental por empresas que queiram entrar no negócio da geração de energia.





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13 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: bases militares dos Estados Unidos, contra energia nuclear, problemas sino-japoneses, protestos populares no Japão | 4 Comentários »
Num artigo publicado pela Hiroko Ogawa na prestigiosa revista The Diplomat registra-se que os japoneses não protestavam publicamente desde os agricultores do século XVII contra o sistema feudal da época. Recentemente, registraram-se alguns limitados sobre os incidentes dos navios militares chineses com os pesqueiros japoneses e os contra a presença dos militares norte-americanos principalmente em Okinawa.
Agora, os acidentes nas usinas nucleares de Fukushima Daiichi provocaram na proximidade de Shinjiku, em Tóquio, protestos que chegaram a reunir mais de 20 mil manifestantes contra o uso da energia atômica na geração de energia elétrica, segundo a autora, com a participação de artistas e ativistas, o que seria inusitado.
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7 de junho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: a reunião em Cingapura, acomodações com os Estados Unidos, presença do ministro da Defesa da China
Ainda que não sejam assuntos construtivos, mas preocupantes, estamos postando neste site os relacionados com a defesa asiática e o avanço da China, notadamente nos oceanos que cercam aquele gigantesco país, tanto para o lado do Pacífico como do Índico por serem relevantes para a paz mundial. Tudo indica que as tendências apontadas nos livros de Robert Kaplan e Niall Fergunson, de crescimento da presença chinesa e retraimento dos Estados Unidos, continuarão em marcha. Os episódios como os relatados pelo Financial Times no último domingo, num artigo escrito por Demetri Sevastopulo e Kathrin Hille, informam a participação e declarações do ministro da Defesa da China, general Liang Guanglie, na reunião realizada em Cingapura, no chamado Shangri-La Dialogue.
A reunião que costuma ocorrer com a presença das mais altas autoridades militares da região e do mundo, como o do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, contou pela primeira vez com o mais alto representante da China, que fez o seu primeiro e grande discurso internacional.

Robert Gates cumprimenta o general Liang Guanglie
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