Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Países Membros do TPP Esperam Assinar um Documento

4 de janeiro de 2016
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia e Política, Editoriais e Notícias | Tags: acordo dos princípios que seriam detalhados, artigo no Nikkei Asian Review, envolvimento de novos países interessados., reconhecimento das dificuldades nos Parlamentos

Todos sabem que mesmo os acordos gerais como o TPP – TransPacific Patnership encontram resistências específicas nos Parlamentos de diversos países, como nos Estados Unidos, onde os interesses dos congressistas na defesa de alguns setores econômicos são profundos. Para fortalecer os avanços já obtidos, os ministros de 12 países procuram assinar um acordo mínimo em fevereiro próximo.

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Os ministros dos 12 países membros procuram consolidar os avanços obtidos, de forma que as resistências dos parlamentares possam ser superadas

Uma notícia publicada no Nikkei Asian Review informa que esta assinatura espera acelerar a redação final do acordo durante o ano, esperando que o Congresso norte-americano aprove o assunto até o final de 2016. Os Estados Unidos devem enfrentar uma eleição para a escolha do próximo presidente e desejam evitar surpresas dos parlamentares até a posse do eleito. Também os 12 países membros do TPP enfrentam surdas resistências em seus países, e desejam aproveitar o clima gerado pela expectativa do seu funcionamento, que atrai até outros países interessados em potenciais adesões.

A ampliação do TPP poderá envolver países como a Coreia do Sul, Tailândia, Indonésia e Filipinas, entre os asiáticos, bem como Colômbia e Costa Rica, nas Américas. Com os princípios aprovados, procura-se evitar negociações envolvendo os demais países, que terão que aprovar o que já estaria estabelecido.

O artigo informa que paralelamente o Japão tenta acordo semelhante com a União Europeia o mais rapidamente possível. Os ministros estão observando que a possibilidade de recuperação da dinâmica da economia japonesa depende da expansão do seu comércio exterior.

Esta é uma tendência que procuram manter, pois as nacionalistas estão se fortalecendo depois da enxurrada da imigração para os países desenvolvidos, que podem dificultar até acordos comerciais.

O Brasil que se atrasou nestes entendimentos deve acelerar também as providências nesta direção e neste ano, pois um dos mecanismos para sair do marasmo na qual se encontra a sua economia, agravada pelos problemas políticos, a expansão das atividades externas passa ser extremamente estratégica, mesmo num mundo globalizado que não apresenta o dinamismo de épocas passadas.

Todos sabem que somente com a recuperação das exportações de minérios e preservação do crescimento das exportações dos produtos agropecuários não haveria estímulos para a recuperação da economia, havendo necessidade de avanços nas exportações dos produtos manufaturados bem como substituição de parte de suas importações, o que já começa a tomar corpo com a forte desvalorização cambial ocorrida, e que terá que ser mantida em 2016, mesmo isto significando uma redução do salário real, de forma mais absorvível.