Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Energia Eólica e Solar Ganham Impulsos Decisivos

27 de dezembro de 2016
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: corte dos custos na China, envolvimento das empresas tradicionais de petróleo, notícias no site da Bloomberg e The Wall Street Journal

clip_image002Tudo indica que as energias eólicas e solares ganharam impulsos decisivos e devem ser competitivas com as geradas utilizando fontes poluentes, com a redução dos custos dos equipamentos utilizados em função da escala que atingiram.

Produção de Energia Eólica no Mar do Norte com a participação da Dong Energy que operava com petróleo

Uma matéria divulgada pelo site da Bloomberg informa que as autoridades chinesas tomaram a decisão de reduzir a tarifa da energia solar em até 19% em 2017 e as eólicas em 15% em 2018 diante principalmente da redução dos custos dos equipamentos que chegou a 30% em função da escala que conseguiram. A notícia foi divulgada pela NDRC National Development and Reform Comission daquele país. Este site já informou que se articula uma rede de distribuição que cubra a Ásia como um todo com entendimentos de diversos países.

De outro lado, Zeke Turner e Sarah Kent publicaram um artigo no The Wall Street Journal informando que importantes empresas que operam com o petróleo estão participando de projetos para a geração de energia eólica aproveitando a experiência que possuem no alto-mar. Um destaque é a Royal Dutch Shell, a famosa empresa holandesa que opera em todo o mundo que já atingiu um custo competitivo na energia eólica comparado com a do carvão ou gás e mesmo petróleo em algumas circunstâncias.

clip_image004

Gráfico constante do artigo publicado no The Wall Street Journal, que vale a pena ser lido em sua íntegra

Na Noruega, a Statoil já está construindo seu terceiro parque eólico no mar Báltico. Na Dinamarca, a Dong Energy que opera com petróleo é a maior empresa participante do esforço eólico. Ainda existem subsídios e vantagens governamentais, mas na Europa já se pensa em custos competitivos nos próximos anos no mar, onde as experiências offshore de petróleo estão ajudando nas despesas destas torres eólicas. Ainda que no mar sejam mais caros, os espaços utilizados e a intensidade dos ventos são compensadores. Na França, a empresa Total deseja contar com 20% de sua carteira com projetos de baixo carbono nos próximos 20 anos.

Muitas empresas consideram um desafio não depender de subsídios governamentais, o que já estão conseguindo em alguns casos. No conjunto mundial, ainda que as energias eólicas e solares sejam de pequena percentagem, estão apresentando os maiores crescimentos na margem.

O Brasil também conta, notadamente no Nordeste, com condições favoráveis de intensidade de ventos, como áreas de baixo custo para energia solar, que com um mínimo de escala deve atingir custos competitivos também. Além de evitar constantes atritos com ecologistas e os que preocupam com os direitos dos indígenas.