Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Manifestações Contra o Uso da Energia Nuclear

8 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, webtown | Tags: 66 anos depois da bomba atômica em Hiroshima, aumento das manifestações contrárias ao uso da energia nuclear

O 66º aniversário da bomba atômica em Hiroshima foi uma nova oportunidade para o povo japonês manifestar a sua posição pelo banimento do uso da energia nuclear, até para fins pacíficos como a geração de energia nuclear. O primeiro-ministro japonês Naoto Kan prometeu uma nova política energética dispensando a nuclear, conforme artigos publicados no The Japan Times, afetado pelos problemas nas usinas de Fukushima Daiichi. O prefeito de Hiroshima nos eventos que marcaram o aniversário prestou homenagens às vitimas de 11 de março último. Ele afirmou que a “energia nuclear e a humanidade não podem coexistir”.

Eles reafirmaram que não desejam mais hibakusha, como são conhecidas as vítimas da bomba atômica, que na média estão com mais de 77 anos, alguns ainda aguardando uma certificação desta situação pelas autoridades. Muitas vítimas vivem na Coreia, pois naquela época os coreanos estavam sob domínio japonês. Existem cerca 100 destes sobreviventes que vivem no Brasil, recebendo assistência do Hospital Santa Cruz, que efetua os exames da evolução da suas saúdes.

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Lanternas em Hiroshima, tendo ao fundo os restos conhecidos como o A-Bomb Dome (Foto publicada no The Japan Times)

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Quase Um Tratado Sobre as Relações Nipo-Americanas

8 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, webtown | Tags: artigo no The Japan Times, autoria de Michael Hoffman, mudanças nas relações nipo-americanas

Michael Hoffman, autor do livro “Little Pieces: This Side of Japan”, escreveu um artigo publicado no The Japan Times que descreve a evolução das relações do Japão com os Estados Unidos, desde que elas começaram há mais de século e meio. Herman Melville, de Masssachusetts, embarcou no navio caça-baleia Acushnet em 1841, que atuava próximo ao Japão naquela época. Manjiro de Shikoku e quatro outros companheiros acabaram sendo resgatado no mar e ele, Manjiro, acabou sendo adotado por Melville, recebendo também o nome de John.

O famoso comandante Matthew Perry levou a carta do presidente Millard Fillmore ao Imperador Komei em 1854, acabando por ser imortalizado na ópera Madame Butterfly, no famoso Navio Negro, retratado por Utagawa Hiroshige. John Manjiro acabou servindo como intérprete entre ambos os países.

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Gravura de Hiroshigue, comandante Perry e John Manjiro, publicadas no The Japan Times

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Algumas Informações Diferenciadas da China

8 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Gastronomia, Turismo, webtown | Tags: a Cidade Proibida, A Grande Muralha, gastronomia cantonesa

O jornal China Daily fornece uma ampla gama de notícias que vai muito além do aumento da importância econômica e política do País do Meio. Um artigo de Yu Wentao informa sobre um novo livro com fotos e informações sobre a Cidade Proibida. Com magistrais fotos de Li Shaobi, tiradas ao longo de duas décadas nas quatro estações do ano, e pinturas de Jiang Guofang que começaram a ser elaboradas em 1987. Ele está em inglês, editada pela Foreign Languages Press, na China.

O Palácio ficou mais conhecido no mundo pelo filme de Bernardo Bertolucci, “O Último Imperador”. Os que o visitaram sabem da grandiosidade deste lugar que é dos mais procurados pelos turistas chineses e estrangeiros. Muitos outros filmes e livros divulgaram esse maravilhoso conjunto, o principal da capital Beijing.

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Fotos de Li Shaobi e pinturas de Jian Guofang (abaixo) publicadas no China Daily

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Dias Difíceis para os Estados Unidos e Para o Mundo

8 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, webtown | Tags: colocações chinesas, Japão e o resto do mundo, problemas na Europa, reclassificação dos riscos dos Estados Unidos

Em que pesem os fatos positivos que provocam um pequeno alento sobre a evolução dos problemas norte-americanos, como o crescimento do emprego acima do esperado, as pesquisas que mantiveram o prestígio do presidente Barack Obama e os desgastes dos congressistas americanos, é preciso constatar que nem todos os problemas estão resolvidos.

Deve se reconhecer que os Estados Unidos começam a fazer os seus esforços e possuem ainda a melhor capacidade para inovações tecnológicas no mundo, mas começam a ser incomodados por agências de rating, como da Standard & Poors’s, que rebaixaram as cotações dos seus títulos públicos. Ou por declarações como as das autoridades chinesas, seus maiores credores, que eles devem viver com seus próprios meios e deve-se pensar numa nova moeda para substituir o dólar como referência mundial. O inferno astral de Barack Obama ainda não terminou, pois a oposição naquele país continuará fustigando-o até as eleições presidenciais.

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Gás Natural Ganhou Importância no Mundo

5 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, webtown | Tags: aumento da importância do gás natural, Brasil, estudos da IEA, reportagens no The Economist | 1 Comentário »

 

Mesmo com o desaquecimento mundial da economia, o aumento da importância do gás natural na matriz energética mundial continua em pauta, merecendo um bloco de artigos na importante revista The Economist desta semana. O assunto já vinha sendo destacado pela agência mundial que cuida da energia, a IEA – International Energy Agency, que no relatório de 2011 destacava que poderíamos estar entrando na Era de Ouro do gás.

Mas o The Economist ressalta que a substituição do carvão mineral, cuja utilização produz uma quantidade brutal de dióxido de carbono na atmosfera, pelo gás natural não ajuda de imediato na redução do processo de aquecimento global, pois o carvão também criava nuvens refletivas que reduziam a temperatura. De qualquer forma, com os preços elevados da energia, vieram sendo localizadas novas reservas de gás e de outros minerais que permitem a sua produção em diversas partes do mundo.

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Brasil Se Antecipa a Crise Mundial

5 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, webtown | Tags: Brasil Maior, controle do influxo de recursos, Valor Econômico entrevista Nelson Barbosa

A sempre bem informada Claudia Safatle publica na sua coluna de hoje do jornal Valor Econômico esclarecedoras informações sobre as medidas já tomadas pelo governo para enfrentar a enorme crise mundial que começa a se aprofundar. Ela entrevistou o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, competente profissional que ganha cada vez mais importância na formulação da política econômica brasileira. Quando o governo federal instituiu no último dia 27 de agosto a Medida Provisória 539 estabelecendo um IOF de 1% (mas que pode chegar até 25%) sobre as posições vendidas de câmbio, muitos analistas do setor financeiro entendiam que seria uma decisão inócua, mais agora já estão compreendendo que as autoridades brasileiras já estavam se antecipando à crise que se desencadeou nesta semana.

O plano Brasil Maior também visava instrumentalizar o governo e o país para se defender da crise que deverá afetar muitos países. Isto mostra que o atual governo Dilma Rousseff está valorizando os profissionais que estão nas posições chaves de sua máquina administrativa, que são competentes, ocupando espaços que eram influenciados por políticos que somente visavam os seus benefícios.

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A articulista Claudia Safatle e secretário executivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa

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Contatos Para a Fusão da Hitachi Com a Mitsubishi Heavy

5 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, webtown | Tags: artigos na imprensa internacional, início das conversações, mudando de prioridades da energia nuclear, possibilidades

Quando duas empresas japonesas gigantescas como a Hitachi e a Mitsubishi Heavy iniciam os seus entendimentos visando a fusão, mesmo em prazo médio, é natural que o assunto seja discutido na imprensa internacional. A revista The Economist e o jornal Financial Times publicam assuntos a respeito da operação, examinando-a sob ângulos distintos, um sobre as complementaridades de suas tecnologias e outro sobre a volta de atuações como a do antigo Japan Inc.

Tanto estas empresas quanto a Toshiba estavam voltadas prioritariamente para o mercado de usinas nucleares que apresentava uma perspectiva promissora para a produção de energia elétrica, que tanto no Japão quanto no exterior acabou se reduzindo drasticamente após os problemas de Fukushima Daiichi, afetando inclusive a imagem japonesa. Para poder sobreviver, estão sendo obrigadas a expandir suas atividades em outros setores usando todas as tecnologias que dispõem, mas visualizaram a possibilidade de contarem com as vantagens de trabalhos conjuntos. Com a evolução desta linha de trabalho, é possível que venham a contar também com a Toshiba num futuro mais distante.

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Considerações Sobre as Relações Bilaterais Nipo-Brasileiras

5 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, webtown | Tags: reflexões, reuniões do CNI – Nippon Keidanren, Salvador Bahia 9 e 10 de agosto

ImagemPy2No mundo atual, cada vez mais globalizado o Japão vem passando por um ritmo de crescimento econômico modesto, abaixo do que já se obteve no passado, despertando surpresa de muitos. Isso, mesmo com o crescimento recente de seus vizinhos mais próximos e dos imensos recursos que o país acumulou no passado, conquistando o status de uma economia de alto nível de renda per capita. Muitos fatores provocam este comportamento, entre eles o relativo envelhecimento de suas instituições e população, bem como a consolidação de sua cultura dentro de um arquipélago. Afetado recentemente pelos desastres naturais, não vem obtendo na reconstrução uma motivação suficiente para mudanças nas suas tendências recentes, galvanizando a disposição de esforços de sua população. Sente-se que procura alternativas para recuperar o seu dinamismo.

Parece que o Japão persegue uma reestruturação significativa de sua economia, reconhecendo que algumas das suas atividades necessitam contar com condições que podem dispor no exterior. O Brasil pretende manter um ritmo das economias emergentes, a fim de aumentar as possibilidades de melhora do padrão de vida de sua população, contando com potencialidades concretas para tanto, que podem ser aceleradas pelo aumento de presenças de empresas estrangeiras que tragam novas tecnologias para enfrentar seus desafios e ampliem os acessos aos mercados no exterior.

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Todos constatam que existe uma simpatia recíproca entre os dois povos, brasileiros e japoneses, pois ao longo de um centenário de intercâmbio bilateral não estiveram diretamente envolvidos em conflitos. Pelo contrário, contam com iniciativas que os credenciam como candidatos naturais para aumento do seu relacionamento, além da colaboração no equacionamento das questões mundiais. Além das complementaridades evidentes, o incremento do seu relacionamento pode estimular ambas as economias, sem restrição significativa, passando para um patamar de intercâmbio superior ao que vêm mantendo no passado recente, com envolvimentos mais profundos, por exemplo, no campo tecnológico.

Ambos os países lutam nos fóruns internacionais para uma maior facilitação do comércio e do investimento, e estão engajados também no estabelecimento de mecanismos bilaterais ou regionais. Tanto o Japão quanto o Brasil dão grande importância para as inovações tecnológicas, indispensáveis para atingir maior eficiência, com profundo respeito ao meio ambiente e aperfeiçoamento dos mecanismos democráticos de governança, com ampliação dos benefícios para toda a população, prioritariamente para os menos favorecidos, que resultam parte do aumento de suas expectativas de vida.

Entendem que o adequado preparo dos recursos humanos é vital para conquistar patamares avançados de inovações tecnológicas, transformando em realidade operacional muitos dos potenciais que possuem, dotando suas populações ativas com capacidade para suportar os encargos sociais indispensáveis. As experiências internacionais acabam sendo estratégicas e partes dos seus recursos humanos acumularam estas vivências, sendo algumas ainda estão subaproveitadas.

Por se situarem geograficamente a grande distância e pelas experiências recíprocas acumuladas durante décadas, entendem que a infraestrutura e a logística podem superar tecnologicamente muitas das limitações impostas pelos custos de transportes, tanto internamente como no cenário internacional.

A energia e os demais recursos indispensáveis para a sustentação de suas atividades, sempre com vistas à preservação do meio ambiente para atender as necessidades de suas populações futuras, exigem inovações que estão ao alcance no futuro próximo. Vem demonstrando o seu apreço às fontes renováveis e não poluentes, contribuindo para o seu uso comercial.

Ampliaram, em conjunto, sua participação no abastecimento mundial de alimentos e se mostram dispostos a passos adicionais para utilizar todas as potencialidades dos agronegócios para atendimento dos mercados mundiais que estão melhorando seus padrões de consumo.

Ainda existe inovações que podem contribuir para o bem-estar da humanidade mediante o aproveitamento da biodiversidade brasileira, bem como tirar partido dos recursos marítimos cujas potencialidades ainda não estão sendo utilizadas comercialmente com a intensidade desejada, inclusive com o seu manejo adequado. Brasil e Japão são países privilegiados pelos seus oceanos que podem apresentar soluções para as limitações que se apresentam.

A água já é um fator escasso, e o Brasil é detentor do maior estoque mundial deste precioso líquido, ao lado de sua rica biodiversidade. O Japão, dentro do seu arquipélago, desenvolveu uma cultura para preservar a sua qualidade. O intercâmbio bilateral nesta área pode prestar uma grande ajuda para a humanidade e bem-estar de suas populações.

São amplas as possibilidades decorrentes do aumento das colaborações profundas e recíprocas que ficam ofuscadas diante dos incrementos de outros intercâmbios que se intensificaram recentemente. O Brasil ajudou na recuperação do Japão logo depois do término da Segunda Guerra Mundial, fornecendo encomendas para aproveitamento dos recursos humanos disponíveis. O Japão colaborou decisivamente nas fases passadas do desenvolvimento brasileiro.

Hoje, apresentam-se novas necessidades e conveniências para uma nova fase de intensificação do intercâmbio bilateral tanto para aproveitamento das oportunidades que se oferecem quanto para a dinamização de suas economias com um todo, numa fase em que o mundo enfrenta desafios significativos.


Novas Perspectivas de Fontes Adicionais de Energia

4 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, webtown | Tags: fontes adicionais, gás, grandes empresas tradicionais, perspectivas, xisto betuminoso

Os preços atuais do petróleo estão estimulando muitas novas iniciativas em diversas regiões do mundo para a produção de energia. Dois que não vinham sendo muito noticiados estão se destacando atualmente. O primeiro é o xisto betuminoso, com reservas novas de grandes dimensões nos Estados Unidos, como noticiado pela Reuters, atraindo grandes empresas que trabalham tradicionalmente com petróleo, cuja produção vem se reduzindo naquele país. Decorrem também do empenho governamental norte-americano para atingirem autosuficiência energética como uma questão de segurança nacional. O xisto nos Estados Unidos revela-se altamente interessante do ponto de vista econômico. O Brasil também dispõe de algumas pequenas reservas de xisto, mas suas explorações não se revelam atrativas economicamente.

Outra fonte que se revela com elevadíssimo potencial no Brasil é o gás natural, que vem se revelando abundante em diversas regiões, não somente no pré-sal. Muitos investimentos já foram feitos na infraestrutura de gasodutos, havendo a possibilidade de siderurgias altamente competitivas utilizando o gás, inclusive em escala internacional. A sua exploração deve aumentar também no exterior.

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Xisto betuminoso e o maior gasoduto da Petrobras nos últimos dez anos

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O Plano Brasil Maior

3 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, webtown | Tags: Brasil Maior, cenário internacional adverso, conjunto de medidas para estimular as exportações, restrições às importações predatórias

Reconhecendo que as condições externas estão se agravando, mesmo com o aumento do teto do endividamento público nos Estados Unidos, o governo brasileiro resolveu acelerar a divulgação do seu plano Brasil Maior, procurando estimular as suas exportações, como evitando as importações consideradas predatórias. Os problemas mundiais se acumulam com as dificuldades japonesas e de países europeus, provocando uma exagerada valorização do Real, com o influxo de recursos financeiros no Brasil, que estimula as importações e prejudicam as exportações.

O governo anuncia que se trata somente de um primeiro passo que será complementado por outros que estão sendo estudados, como o conjunto de medidas destinado ao incentivo das pesquisas e inovações tecnológicas, que devem promover uma elevação do patamar da eficiência tecnológica. Antecipa-se às críticas que o plano seria difuso, sem que fique clara a estratégia para a obtenção das metas estabelecidas, e que nem todos os problemas estão adequadamente atendidos.

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