20 de março de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: a importância ofuscada da visita, manchetes da Líbia e do Japão, sites dos principais meios de comunicação do mundo
Lamentavelmente, a importante visita do presidente Barack Obama para o Brasil e outros países da América do Sul acabou ficando ofuscada pelos graves acontecimentos no resto do mundo. Os problemas da Líbia e do Japão ocupam as principais manchetes dos sites dos mais importantes meios de comunicação do mundo, como Times e o Financial Times de Londres, The New York Times e The Wall Street Journal, de Nova Iorque, ou Washington Post, da capital dos Estados Unidos, sendo que este último nem menciona a visita na sua página principal. Os asiáticos fazem pequenas referências para estes assuntos que não são de seu interesse, mesmo quando outros problemas mais agudos não estejam em pauta.
Os principais países liderados pelos Estados Unidos, como importantes da Europa, o Reino Unido e a França, se posicionaram contra Kadaffi da Líbia, que continua bombardeando seus inimigos locais, apesar de ter anunciado um cessar fogo, em que ninguém acreditava. Os graves problemas japoneses, com a tentativa de evitar o aquecimento exagerado das suas usinas atômicas de Fukushima, com alguns alimentos já levemente contaminados pela radioatividade são assuntos que preocupam, com razão, todo o mundo. Neste contexto, fica extremamente difícil destacar a viagem, onde muitos assuntos são de interesse bilateral.

A presidente Dilma Rousseff e Barack Obama em Brasília
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19 de março de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: dificuldades de compreensão de fenômenos financeiros, necessidade de controle dos fundos de investimentos | 2 Comentários »
Muitas vezes, em economia até as melhores intenções podem acabar prejudicando um país. Muitos recursos financeiros de fundos japoneses estavam aplicados no exterior, pois suas poupanças são elevadas. Com as recentes dificuldades japonesas, muitos destes recursos retornaram instantaneamente para o Japão, até para ajudar nos processos de sua recuperação. O iene chegou a uma cotação exageradamente valorizada de 76 por dólar norte-americano exigindo que os países desenvolvidos ajudassem a evitar parte destes recursos, fazendo com que o iene desvalorizasse para acima de 80 por dólar. Muitos jornalistas, economistas mal preparados e alguns que só pensam em especular com estas bruscas variações acabam distorcendo algumas interpretações, não observando que a valorização exagerada do iene prejudica as exportações japonesas e consequentemente o emprego e a recuperação do Japão.
Isto não acontece somente naquele país. A Folha de S.Paulo, associando os noticiários relacionados com a visita de Barack Obama ao Brasil, informa que foram registrados 27 fundos para investimentos no Brasil, e outros estariam a caminho. Estes recursos podem ajudar o país se forem destinados a investimentos físicos de longo prazo. Mas estes não costumam ser o alvo destes fundos, que apresentam elevada volatibilidade, procurando aplicações de curto prazo que proporcionem alta rentabilidade. Se surgirem outras oportunidades, podem sair do Brasil com grande velocidade, além de provocar uma valorização do real, que prejudica nossas exportações e facilita a importação de produtos do exterior. As autoridades brasileiras estão atentas a estes problemas, como as japonesas, procurando neutralizar estes recursos especulativos.

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18 de março de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: avaliações mais isentas, problemas graves e temporários, proporções mais seguras, reconhecimento do forte caráter do povo japonês
Passando os momentos mais agudos da crise que afeta os japoneses, que já completou sete dias desde o seu início, é possível efetuar um balanço que procura ser o mais ponderado possível. Alguns veículos da imprensa que têm a tendência para destacar os aspectos mais cruciais que estimulam suas audiências, lamentavelmente, também podem ser induzidos por lobbies poderosos e internacionais, como os relacionados com o petróleo, as finanças e até interessados nas concorrências das usinas atômicas, que são custosas e estavam numa fase de sensível ampliação em todo o mundo. Isto pode exacerbar as críticas, como ignorar as limitações das próprias autoridades japonesas.
Mesmo salvar uma simples vida é de crucial importância como até ressaltou SM o Imperador Akihito do Japão no seu pronunciamento inédito pela televisão. Assim, temos que ser respeitosos com mais de 6.500 passamentos e mais de 10.000 ainda desaparecidos, aos quais houve uma homenagem com um minuto de silêncio em todo o Japão no horário que completou sete dias de uma das mais terríveis catástrofes por que passou aquele povo depois da Segunda Guerra Mundial, abalando até o universo dos seres humanos, que está solidário com o povo japonês.

Imperador Akihito durante pronunciamento oficial sobre a tragédia japonesa
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18 de março de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: Imprensa japonesa, jornais e revistas internacionais, NHK, pequenos sites | 2 Comentários »
Diante de problemas tão gigantescos, decorrentes basicamente de acidentes naturais, a imprensa japonesa procura colaborar no sentido de aglutinar o povo japonês, evitando os pânicos. O instrumento principal de comunicação é a NHK, televisão oficial do Japão, que tem a finalidade de ajudar na defesa civil. Todos os jornais, até os que costumam serem críticos com relação ao governo, e as grandes empresas concordam que a prioridade é a assistência às vitimas dos terremotos e tsunamis, mas nos seus editoriais já manifestam críticas às autoridades, principalmente aos responsáveis pelas usinas nucleares de Fukushima.
Na imprensa internacional, há um reconhecimento da magnitude do desastre e o comportamento paciente do povo japonês, mas abundam as críticas às autoridades japonesas e aos responsáveis pelas usinas atômicas que enfrentam as dificuldades que entendem ser da magnitude do terremoto e do tsunami. Noticiam que advertências sobre problemas nas usinas foram alertadas no passado, sem que elas fossem admitidas e medidas de correção tenham sido tomadas preventivamente. Há que se considerar que críticas posteriores aos desastres são fáceis de serem efetuadas, mas ainda faltam sugestões concretas das formas possíveis de se superar as dificuldades. Muitas críticas estão sendo formuladas sobre as formas pelas quais os responsáveis lidam com os problemas, mesmo admitindo que sacrifícios heróicos estejam sendo feitos por um grupo de funcionários.



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17 de março de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: Brasil como uma das soluções, os distúrbios do mundo árabe, problemas mundiais gerados pelas dificuldades japonesas
No mundo cercado de grandes dificuldades, o Brasil se apresenta como uma alternativa para ajudar a resolver alguns problemas. Os lamentáveis danos provocados pelos terremotos e tsunamis no Japão, seguido dos problemas das usinas atômicas de Fukushima, forçam o mundo a utilizar as fontes de combustíveis que dispõem, além de fornecimentos adicionais de matérias primas e alimentos. Problemas que são agravados pelas dificuldades por que passam os países árabes. As atuais cotações do petróleo são uma indicação destas limitações.
O Financial Times, mesmo com suas idiossincrasias, registra num recente artigo que o Brasil pode servir como uma das plataformas para o crescimento, não só próprio, mas ajudar nas limitações mundiais. A brilhante entrevista de Dilma Rousseff ao Valor Econômico confirma a firme convicção da presidente sobre este desafio e sobre as formas pelas quais pretende enfrentá-lo. Não há nenhum risco da economia brasileira enfrentar a doença holandesa de que fala o jornal inglês, pois ela conta com maior diversificação, pensando fortemente na melhoria do seu mercado interno, contando com um sistema democrático como poucos no mundo.

Gráfico publicado em matéria no New York Times
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17 de março de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: seleção de informações não publicadas; tentativas de ajuda; doações pela Cruz Vermelha
Como os internautas que frequentam este site devem estar notando, procuramos só postar notícias que não estão sendo inundadas pelos outros veículos, pois não temos condições de absorver a todos. Com as transmissões em inglês da NHK, acessível pelo uso deste site, esperamos que as informações mais importantes confirmadas pelos dados objetivos estejam chegando ao seu conhecimento. Importante destacar que nesta emergência, com limitação de quase tudo, desde energia elétrica racionada por rodízios entre grupos de províncias, combustível, alimentos, cobertores e transporte, o povo japonês se mantém calmo, resignado, colaborando da forma possível com as autoridades no socorro dos mais atingidos, surpreendendo experimentados estrangeiros.
Mesmo as informações das duras realidades dos problemas com as usinas atômicas de Fukushima estão sendo divulgadas, e o ministro Yukio Edano, chefe da Casa Civil, que está passando muitos dias sem dormir, exige o máximo de transparência de todos os envolvidos. Todos colaboram no sentido do pânico coletivo não se verifique. Ele acaba atingindo mais os estrangeiros que não estão imbuídos da cultura do povo japonês.
Muitos brasileiros residentes no Japão têm dificuldades com os constantes tremores e cogitam retornar ao Brasil. Mas há dificuldades, pois os transportes internos como os vôos internacionais estão limitados. Nas comunicações que estão precárias, os contatos com os japoneses, parentes e conhecidos mostram que eles estão mais calmos, enquanto os estrangeiros ficam mais apreensivos.
Muitas indústrias estão trabalhando, com as limitações de energia e suprimento de componentes. Os voluntários, inclusive brasileiros, estão ajudando na defesa civil bem como evitando a propagação de boatos.
Eventuais doações devem ser em dinheiro, utilizando mecanismos como o da Cruz Vermelha que está presente em todas as cidades japonesas. Em solidariedade às vítimas, tanto as autoridades como as empresas japonesas suspenderam, até no exterior, almoços e jantares com convidados, procurando dar exemplos de grande austeridade.
O mundo está se empenhando em prestar a ajuda possível para o Japão, e até mesmo autoridades de países que têm dificuldades com os japoneses estão se manifestando solidários. Já não se trata de um desastre naquele país, mas um problema universal.
Todos se mostram confiantes na capacidade japonesa de superar estas dificuldades, como fizeram com outras como o bombardeio atômico no final na Segunda Guerra Mundial.
16 de março de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: ajuda dos brasileiros na defesa civil, evitando o pânico, resignação e comportamento sereno dos japoneses
Todos estão conscientes da gravidade dos problemas enfrentados pelos japoneses, notadamente no seu litoral do nordeste do Japão, e as consequências dos terremotos e tsunamis que continuam se repetindo em diversas localidades. Um dos casos que vem sendo destacado pelo Itamaraty e pela imprensa brasileira é o caso do empresário brasileiro Walter Saito que fez uma doação importante de arroz e deslocou-se como voluntário de Saitama, onde trabalha, para Sendai e Fukushima, a pedido do Consulado do Brasil.
Ele, com autorização especial para uso de combustível e uso de uma rodovia interditada, utilizada somente para socorros, conseguiu transportar 19 dos cerca de 30 brasileiros residentes na região de Fukushima para Saitama, onde possui apartamentos cujos aluguéis possivelmente serão pagos pelo Itamaraty. Utilizou um ônibus e um caminhão para desempenhar a tarefa. Ele se deslocou de uma região de menor contaminação radioativa para uma maior, e não conseguiu recolher todos, pois está havendo dificuldades de transporte em decorrência do racionamento de combustível, tráfego e outras limitações, e nem todos os brasileiros conseguiram chegar a tempo no lugar de concentração. Há também pessoas que se recusam a evacuar, principalmente se fora dos limites de 30 quilômetros dos locais dos vazamentos das usinas, pois a população se mantém calma.

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15 de março de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: dados para melhor interpretação cuidadosa, medidas para evitar pânicos, seleção de notícias confirmadas
Todos os japoneses estão conscientes que tudo deve ser feito para reduzir as possibilidades de pânico quando a população está psicologicamente abalada com as dificuldades por que estão passando. Muitas recomendações das autoridades estão sendo disciplinadamente obedecidas por uma população que desenvolveu uma cultura de uma vida num arquipélago limitado, sem grandes recursos naturais, e sujeito a constantes acidentes naturais. Todos devem ter observado que as terríveis cenas do tsunami divulgadas, que se seguiram ao terremoto recorde de 9,0 graus na escala Richter se referem aos danos materiais, visando evitar qualquer pânico. Para isto contaram com todos os meios de comunicação.

Os analistas japoneses procuram não expressar suas opiniões nas entrevistas, deixando para as autoridades as divulgações que se baseiam nos dados confirmados. Isto ajuda a evitar a propagação de boatos, pois visões parciais podem distorcer a realidade global do desastre. As informações estão sendo prestadas, com frequência e regularidade, pelas autoridades mais elevadas, do primeiro-ministro ao chefe da Casa Civil, baseadas nos dados fornecidos pelos técnicos. Não se trata de censura, mas a tentativa de evitar impressões que podem estar baseadas em dados que tenham aspectos que visam atrair somente a audiência.
Toda a mídia japonesa procura não explorar a desgraça, e as poucas entrevistas são devidamente selecionadas com todo o cuidado. Os estrangeiros é que não estão envolvidos com o clima vigente, concedendo algumas vezes entrevistas, com suas visões parciais, nem sempre conscientes da longa cultura deste arquipélago.
Explicações exaustivas sobre aspectos técnicos sobre os graves problemas das usinas atômicas de Fukushima continuam sendo prestados por especialistas. As explosões registradas foram devidas ao superaquecimento dos reatores, que registraram defeitos no seu sistema de fornecimento de águas em situação de emergência, diante dos dados provocados pelo tsunami. O aumento do hidrogênio junto com o aquecimento acabou provocando as explosões, com as usinas já desligadas, mas os materiais nucleares utilizados necessitam continuar desaquecidas com águas. Houve até partes das usinas que derreteram.
As radiações aumentaram até limites inaceitáveis, pelos materiais liberados que estavam em contato com os nucleares, inclusive por tentativas de desaquecimento e não por explosões destes como foi o caso de Chernobyl. E estão se espalhando pelas nuvens tendo chegado até Tóquio, em níveis bem baixos.
Continua havendo terremotos, como o que atingiu hoje pela manhã a região de Shizuoka, onde fica a cidade de Hamamatsu, a maior concentração de brasileiros residentes no Japão, entre Tóquio e Nagoya. Este sismo chegou a 6,4 graus na escala Richter, provocando feridos, segundo a NHK. Não há risco de tsunami, pois ocorreu em terra, a baixa profundidade, o que pode provocar mais danos.
As autoridades informam que o nível de radiação nas usinas de Fukushima já baixou um pouco, mas todos os cuidados continuam sendo desenvolvidos, até porque a liberação dos seus efeitos deletérios não foi desprezível.
Há preocupações de analistas do exterior sobre o impacto econômico da atual crise. Não há dúvidas que a curto prazo haverá dificuldades, como os que estão ocorrendo com o abastecimento. Os estudos sérios existentes, como os baseados no terremoto de Kobe, bem como do tufão Katrina e muitos outros desastres naturais, mostram que seu efeito acaba sendo insignificante. Os investimentos efetuados na reconstrução, com a mobilização de toda a população junto com as autoridades acabam estimulando a economia, compensando as dificuldades temporárias.
Quanto ao aspecto relacionado ao elevado endividamento público japonês, é preciso atentar que todo ele está financiado internamente, e os poupadores japoneses estão acostumados com aplicações de longo prazo a juros extremamente baixos. O custo da dívida acaba sendo baixo, e as autoridades monetárias estão tomando medidas para facilitar a expansão do crédito.
Os japoneses são coletivistas, e diante de dificuldades como as presentes, costumam se engajar numa reconstrução nacional, como houve depois dos bombardeios atômicos, crise do petróleo e muitos desastres naturais que sofreram.
15 de março de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: graves problemas nas usinas atômicas de Fukushima, informações da NHK
Segundo informações oficiais divulgadas pela NHK, que pode ser acessada diretamente por este site nas versões traduzidas para o inglês ou original em japonês, as explosões observadas nas usinas de Fukushima estão liberando radiações superiores às suportáveis. Assim, o governo japonês decidiu ampliar para um raio de 30 quilômetros a partir das usinas a evacuação da população, que era de 20 quilômetros. Às populações das proximidades das usinas estão sendo recomendadas que fiquem dentro de suas residências ou construções sólidas.



O complexo conta com seis reatores e três deles apresentam graves problemas mesmo desligados, continuando a aquecer. Os reatores necessitam ser resfriados, mas não está se obtendo sucesso, o que provoca a possibilidade de seu derretimento (meltdown). As explosões não foram dos reatores, mas da cobertura de concreto existente, mas isto libera radiações decorrentes de materiais que estiveram em contato com urânios e outros materiais atômicos, como água e ar. Isto difere do acidente de Chernobyl que explodiu durante o seu funcionamento liberando mais radiações, mas o que vem ocorrendo é, lamentavelmente, extremamente grave.
Especialistas informam que as tentativas desesperadas de uso das águas marítimas não estão dando resultados, e estão prejudicando os reatores que normalmente são resfriados com águas destiladas da mais alta qualidade. Estas usinas estão se tornando inutilizáveis com os danos provocados pelas águas marítimas nos equipamentos. É preciso entender que existem 6 reatores no complexo de Fukushima, e os problemas começaram na número um, depois na três e finalmente na dois.
O conjunto das usinas atômicas japonesas fornece o correspondente a 30% das energias elétricas utilizadas pelos japoneses, e os seus desligamentos estão exigindo racionamentos temporários que estão programados por regiões. A população está procurando cooperar reduzindo ao máximo seus consumos de energia, a fim de evitar um blecaute.
Assistências externas estão sendo solicitadas, principalmente aos norte-americanos, mas os conhecimentos dos especialistas sobre estas dificuldades são limitadas. As dificuldades decorrem tanto dos terremotos que continuam ocorrendo em menores intensidades, e do tsunami, cujos riscos continuam ocorrendo.
Todas as informações estão sendo fornecidas, regularmente, para a população como transmitidas para o exterior. Os fabricantes da usina, os administradores do complexo de Fukushima bem com as autoridades relacionadas procuram fornecer as informações sobre o que está ocorrendo, mas se mostram incapazes de uma solução razoável para os problemas que estão enfrentando.
Outras usinas atômicas espalhadas por todo o mundo estão sendo revistas, e algumas mais antigas estão sendo desligadas, como na Europa. As duras lições de Fukushima devem exigir revisões nas medidas de segurança da maioria destas usinas, apresentando problemas de substituição das possíveis por energias solares e eólicas de custos mais elevados, inclusive hidroelétricas quando existem condições para tanto, ainda que apresentem outros problemas, como no caso de Belo Monte.
As que utilizam carvão mineral ou derivados de petróleo são consideradas demasiadamente poluentes prejudicando o meio ambiente.
14 de março de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Tecnologia | Tags: medidas preventivas para terremotos, o caso japonês, outras regiões situadas sobre áreas de encontro das placas tectônicas
Ao longo da história existem registros de grandes terremotos que arrasaram cidades importantes como Tóquio, no Japão; São Francisco, nos Estados Unidos; e Lisboa, em Portugal. Neles, os incêndios que se seguiram foram importantes. Um interessante artigo foi publicado por John Schwartz, do The New York Times, publicado hoje no O Estado de S.Paulo. Ele reconhece que o Japão era um dos mais preparados, e registra a declaração de Ivan Wong, da URS Corporation, da Califórnia: “ainda estou em estado de choque”.
Todos sabem que o Japão, como a Califórnia, se localiza nas falhas onde as placas tectônicas se encontram, prevendo-se que haja grandes terremotos a qualquer momento. O Japão se preparou para o terremoto, mas todas as suas medidas preventivas somente tiveram a possibilidade de reduzir os prejuízos em vidas e patrimônio, principalmente com o tsunami. A Califórnia não conta com preparação equivalente.



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