Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Avanços Contínuos dos Japoneses Com Células-Tronco

31 de janeiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Medicina, Notícias | Tags: avanços no Brasil, equipe da bióloga Haruko Obokata com processos mais simples, Prêmio Nobel de Medicina para Shinya Yamanaka em 2012 | 4 Comentários »

Se existe um campo da medicina que está avançando rapidamente é a ampliação das possibilidades de usos das células-tronco na chamada medicina regenerativa. Em 2012, o médico japonês Shinya Yamanaka foi contemplado com o Prêmio Nobel pelas suas contribuições para este conhecimento novo, e o governo japonês ampliou o seu apoio às pesquisas relacionadas com o assunto. O Nikkei Asian Review e muitos veículos de comunicação social internacional anunciam que a revista científica Nature deste final do mês de janeiro de 2014 anuncia que a equipe de pesquisadores do Japão, liderada pela bióloga Haruko Obokata no instituto japonês de pesquisas Riken, conseguiu novos avanços. Participaram também pesquisadores da Universidade de Harvard e da Yamanashi. Eles conseguiram criar em camundongos células tronco num processo mais simples, retirando-as da pele para serem transformadas em diversos tipos de tecido.

Estes tipos de trabalho estão avançando em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil, tanto no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo como na Santa Casa de Curitiba, sendo que nesta última conseguiu-se, numa linguagem leiga, preservar-se somente a estrutura da célula tronco, transformando-a em variados tecidos para serem utilizados em pacientes com problemas em órgãos diferentes.

(Kazu, favor ilustrar este artigo com uma foto da bióloga japonesa Haruko Obokata, que V. deve encontrar pela Google Images entrando em Japanese Biologist Haruko Obokata, ou que estou enviando obtido no artigo mencionado abaixo, mesmo com a legenda em inglês:

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Bióloga japonesa Haruko Obokata (à esquerda). Foto: Nikkei

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Café Especial Brasileiro Começa a Ser Reconhecido

30 de janeiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: avanços além da quantidade, café especial brasileiro merece artigo do Valor Econômico, negociações diretas, sofisticação do mercado

Um interessante artigo de Carine Ferreira acaba de ser publicado pelo Valor Econômico relatando os testes que foram feitos com cafés brasileiros especiais que passam a interessar a algumas torrefadoras internacionais. Como é sabido de todos, o Brasil sempre produziu uma elevada quantidade de cafés de modesta qualidade para consumo normal ou produção de cafés solúveis. Não se dedicou à produção dos cafés de elevada qualidade, de quantidade limitada, como alguns colombianos e da América Central que ficaram conhecidos por especialistas em diversas partes do mundo. Os chamados lavados brasileiros, com cerejas selecionadas, eram em quantidade muito limitada, interessando somente a alguns gourmets.

Na Europa, principalmente, e também em alguns mercados mais sofisticados como o Japão onde se destacou a Ueshima Coffee, sempre houve apreciadores de café de qualidade, mas também de número limitado. Nas últimas décadas, este tipo de mercado apresentou um crescimento significativo, pagando preços que compensavam uma produção mais cuidadosa, ainda que de custos um pouco mais elevados. Com a produção brasileira de cafés caminhando em direção à região Sul de Minas, muitas produções passaram a ser mais cuidadas, mesmo que sempre tivessem existido algumas exceções. Um exemplo honroso era, ainda na década dos vintes do século passado, na região de Campinas, onde já havia uma produção de café sombreado na Fazenda Monte D’Este, produzida pelos japoneses, pois os grãos mais finos acabam sendo mais uniformes no seu amadurecimento, contando com menores defeitos que os melhoravam na sua classificação, além de se saírem melhor nos testes que eram efetuados.

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Irregularidades Climáticas e Temperaturas Extremas

30 de janeiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias | Tags: a influência da ação humana, combinação de tendências de longo prazo, falta de sensibilidade das autoridades, recordes de alta temperatura no Brasil, recordes de baixas temperaturas nos Estados Unidos, vórtice polar

Neste início de 2014, o mundo está sendo informado sobre a ocorrência de problemas climáticos extremos, como os efeitos do chamado vórtice polares sobre os Estados Unidos onde, desde o Canadá, passando pela região de Chicago, chega-se à região de Nova Iorque com temperaturas extremamente baixas, raramente observadas. As nevascas chegam a paralisar amplas regiões, cancelando milhares de voo aéreos, impedindo o uso de rodovias e ferrovias, cancelando aulas, impedindo que a população exerça suas atividades normais. Estes problemas já ocorreram três vezes somente no mês de janeiro, prevendo-se que continuarão se repetindo ainda neste ano. Estima-se grosseiramente que causam prejuízos aproximados em US$ 5 bilhões no mínimo em cada uma destas ondas, causando mortes e problemas de abastecimento de combustíveis.

De outro lado, em regiões tropicais e temperadas como o Brasil, as ondas de elevadas temperaturas estão se repetindo, provocando chuvas torrenciais com inundações que causam tanto prejuízos em vidas como materiais. Todos ficam chocados com as imagens que são transmitidas pela imprensa, notadamente pela televisão e outros meios eletrônicos de elevada velocidade. No entanto, os eventos como os promovidos pelas Nações Unidas tentando organizar ações sobre as mudanças climáticas, como a que ocorreu na Polônia em 2013, devendo promover uma escalada até o Climate Summit 2014 em setembro próximo em Nova Iorque, para culminar no UNFCCC Climate Change Conference in 2015 não parecem capazes de aglutinar as decisões conjuntas dos países membros para estabelecer metas, como no lançamento dos poluentes do tipo CO2.

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Nevascas nos Estados Unidos e inundações no Brasil: clima ameaçado

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Difícil Ajustamento da Economia Mundial

29 de janeiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: ajustamentos sempre difíceis, medidas monetárias no mundo, o caso do Brasil e do Japão, paradoxo da economia chinesa

Infelizmente, em economia, os ajustamentos para as novas situações são sempre difíceis, acabando por gerar paradoxos que acabam afetando o mundo. Ainda que a China venha sofrendo uma pequena desaceleração, que já passou de uma impressionante taxa de dois dígitos para 7,7% no ano passado, com uma expectativa que o seu crescimento continue elevado em torno de 7,5% ao ano em 2014 quando comparado com o do Brasil, que luta para manter-se num patamar em torno de 2% ao ano, o ajustamento chinês acaba sendo mais dramático. Precisa efetuar uma série de reformas, passando a depender do seu mercado interno, sem contar tanto com as suas exportações. Mesmo dispondo de astronômicas reservas em moeda estrangeiras, e talvez por isto mesmo, acaba sofrendo um refluxo acentuado de investimentos feitos do exterior. Tem ainda um complicador de um sistema bancário paralelo de grande importância.

Os Estados Unidos, como alguns outros países como o Japão e a Inglaterra, vinham provocando políticas desastrosas para os outros países com a chamada easing monetary policy, desvalorizando suas moedas que tinha como contrapartida a valorização das dos outros países. O FED – Banco Central dos Estados Unidos iniciou a sua reversão no ano passado, reduzindo de uma emissão de US$ 85 bilhões mensais para US$ 75 bilhões destinados a compra de títulos públicos, que deverá continuar com reduções como estas de US$ 10 bilhões mensais. Isto, que ainda permanece positivo, já provoca distúrbios com assustadoras desvalorizações das moedas nos países emergentes, que, entre outros problemas, também ficam agravados com os problemas da Argentina e da Turquia.

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Escalada Que Não Contribuem Para a Redução das Tensões

29 de janeiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais, Notícias, Política | Tags: alterações nos livros escolares, anexação de uma antiga resolução do Congresso Norte-Americano na ata das dotações de 2014, combustível na fogueira, declarações do novo chairman da NHK, necessidade de entendimentos em nível elevado

As disputas dos japoneses com os chineses e coreanos sobre ilhas nos mares que circundam o Japão, a China e a Coreia continuam sendo alimentadas por declarações e atos que em nada contribuem para a redução das tensões que poderiam almejar soluções diplomáticas ou arbitradas. O Peru e o Chile aceitaram a arbitragem feita pela Corte de Haia sobre as áreas do Pacífico que eram pretendidas pelos dois países, estabelecendo os limites dos mares territoriais de ambos os países. É verdade que os problemas no Extremo Oriente decorrem de guerras mais violentas, mas sempre estas decisões diplomáticas são preferíveis às tensões que podem resultar em alguns incidentes de maior monta, que em nada contribuem para o mundo que já conta com excessivos problemas.

O novo presidente da rede de televisão estatal NHK do Japão, Katsuto Momii, respondeu numa entrevista a uma questão sobre o chamado “comfort women”, que se refere às mulheres chinesas, coreanas e filipinas que foram utilizadas sexualmente pelas tropas japonesas durante a Segunda Guerra Mundial, e minimizou a sua importância, o que irrita os povos afetados, informando que isto ocorreu não só com os japoneses, mas em outros países até europeus quando havia guerras. Paralelamente, o ministro da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia Hakubun Shimomura anuncia que os livros didáticos japoneses serão revisados, explicitando que as ilhas Senkaku e Takeshima, objetos de disputas com os chineses e coreanos do sul, deixando claro que são territórios inerentes do país, quando deveria se constar que estão em litígio.

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Katsuto Momii (foto: AP)                                         Hakubun Shimomura

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Problemas Brasileiros com a Infraestrutura Ferroviária

27 de janeiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: dificuldades da Valec e das empreiteiras, ferrovias Oeste-Leste, lições a serem extraídas, Norte-Sul

O Valor Econômico, com diversos artigos de André Borges, descreve as dificuldades que estão sendo enfrentadas pela estatal Valec nas construções dos grandes eixos ferroviários, como parte do PAC – Programa de Aceleração do Desenvolvimento. Ligam o Oeste ao Leste da Bahia, de Barreiras a Ilhéus, chamado FIOL – Ferrovia de Integração Oeste-Leste, com 1.022 quilômetros. E o Norte ao Sul de Mato Grosso, de Ouro Verde passando pelo Triangulo Mineiro e chegando ao Estado de São Paulo em Estrela D’Oeste, chamado FICO – Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, com 681 quilômetros. Informa-se que os projetos não estavam devidamente detalhados, havendo problemas com o Tribunal de Contas da União. A Valec, originária da Vale, tinha experiências acumuladas com ferrovias que transportam minérios, que são diferentes das que se encontram muito atrasadas na execução, que se destinam mais ao transporte de produção agropecuária e outras, inclusive passageiros.

Quando se trata de minério, a massa a ser transportada é praticamente contínua, como do interior de Minas Gerais para os portos como Vitória, no Espírito Santo, ou de Carajás, no Pará, para Itaqui, no Maranhão. O FIOL e o FICO, em vez de começarem do Litoral ou suas proximidades já ligadas para o Interior, vieram tentando ser construídas do Interior em direção aos portos, não contando com cargas já existentes que fossem alcançar as grandes zonas produtoras de hoje. Assim, somente quando concluídas na sua construção passarão a ser utilizadas, começando suas atividades até se consolidarem como eixos fundamentais, tendo que contar também com cargas de retorno. No passado, estes projetos gigantescos eram executados pelo Ministério de Transportes, quando sempre se deu prioridade ao rodoviário que permite a construção de trechos que são utilizados na medida em que são construídos.

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Ferrovia de Integração Oeste-Leste

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Ferrovia de Integração Centro-Oeste

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O Problema da Indústria Brasileira

27 de janeiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: as dificuldades da indústria brasileira, déficit comercial em crescimento no Valor Econômico, entrevista de David Kupfer, o que estaria provocando o problema

Se existe um problema na economia brasileira que vem chamando a atenção de todos os analistas é o substancial crescimento do déficit externo da indústria brasileira. Um artigo publicado pela Marta Watanabe, publicado no Valor Econômico de hoje, mostra o assustador crescimento do déficit comercial, considerando as exportações de produtos manufaturados e sua importação, que em 2013 chegou a US$ 54 bilhões, crescendo 22,5% com relação ao ano anterior. Dois 22 setores industriais, em 15 houve uma piora do déficit, segundo informações da Funcex – Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior. No mesmo jornal, David Kupfer, um especialista que vem assessorando o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, esclarece que a indústria não virou uma simples importadora de bens manufaturados prontos, mas aumentou uma grande parcela de matérias-primas e componentes que utiliza, só efetuando no Brasil uma parte de sua produção.

Este problema não está ocorrendo recentemente, mas agravou-se nos últimos anos, com alguns analistas chamando de desindustrialização. Ela decorre de uma política brasileira que veio dando pequena importância para a vital atividade exportadora, mantendo um câmbio relativamente valorizado bem como uma confusa estrutura tributária, ao lado da elevação do que costuma chamar-se de custo Brasil. Na política industrial, procura-se conceder maior prioridade para os produtos estratégicos como as matérias-primas e componentes, quando veio se protegendo os bens finais, mesmo que não tenham um papel de grande importância no conjunto da estrutura industrial. A relação câmbio/salário é considerada fundamental, e quando ela é negativa há uma forte tendência para a geração de déficits.

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Saldo Comercial de Produtos Manufaturados, US$ bilhões, e relação (câmbio nominal/salário nominal)

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Candidatura de Dilma Rousseff à Reeleição

27 de janeiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política | Tags: Carta aos Brasileiros de Dilma Rousseff em Davos, dificuldades econômicas e políticas, dificuldades que se acumulam num período difícil da economia, PT admite o segundo turno

Num artigo publicado por João Domingos no O Estado de S.Paulo informa-se que muitos dirigentes do PT – Partido dos Trabalhadores admitem que na próxima eleição presidencial a possibilidade de um segundo turno seria extremamente elevada, quase certa. Entre eles estaria Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, e o presidente nacional do partido Rui Falcão, ainda que o marqueteiro João Santana tenha revelado uma opinião diferente em outubro do ano passado. A continuidade de muitas manifestações contrárias às vultosas obras da Copa do Mundo, ainda que com um número mais limitado de participantes, seria um dos motivos que provocaria a redução do apoio à presidente, o que já se observou também com Lula da Silva. Os resultados econômicos, com a falta de um crescimento mais robusto, e uma persistente pressão inflacionária e um desemprego em ascensão seriam fatores que estariam contribuindo para esta situação.

Dadas as claras resistências dos empresários brasileiros e estrangeiros em apoiarem o atual governo, entendendo que existe uma exagerada interferência governamental no mercado, em setores que variam da energia à elaboração da infraestrutura, levaram a presença de Dilma Rousseff na reunião do Fórum Econômico Mundial realizado em Davos. O governo está sendo culpado pelo baixo crescimento econômico, persistência das pressões inflacionárias e até um aumento do desemprego. Ela fez um longo pronunciamento informando sua posição ideológica, que seria algo semelhante com a Carta aos Brasileiros de Lula da Silva, que deixou uma clara posição a favor do comando do mercado, além de participar de uma reunião restrita com os empresários, como noticia o artigo de Claudia Safatle publicado no Valor Econômico, tentando reduzir a desconfiança do mercado.

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Gilberto Carvalho                                                                    Claudia Safatle

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Aceleração da Desigualdade no Mundo e Entre Pessoas

27 de janeiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política | Tags: artigos no Project Syndicate, condições a serem preservadas, dois eminentes autores comentam, exceções, problemas decorrentes, tanto no crescimento como na estagnação

Dois eminentes autores, o Prêmio Nobel de Economia e professor da New York University Michael Spence e o presidente do Council on Foreign Relations Richard N. Haass, que também desempenharam papéis importantes em diversos organismos oficiais, sendo autores de importantes livros, comentam em artigos recentes publicados pelo Project Syndicate sobre o agravamento das desigualdades econômicas no mundo, notadamente entre pessoas. Apesar de estarem preocupados com a necessidade de coesão social e política influenciada pela melhoria nesta distribuição, mostram-se preocupados com tendências para uma redistribuição induzida que afete as possibilidades de manutenção do processo de desenvolvimento, o que resulta na perpetuação destas diferenças, com honrosas exceções como a do Brasil que infelizmente não apresenta um crescimento vigoroso.

Michael Spence observa que, depois da crise de 2008 experimentada pelas economias desenvolvidas, esperava-se uma discussão sobre o crescimento, emprego e a desigualdade da renda. A recuperação está se mostrando lenta, com pouca criação de empregos, piorando a distribuição de renda, antes e depois da crise. Os ganhos de renda estão concentrados nas classes altas, com diferenças na qualidade da educação. Ele tece uma série de considerações teóricas e acadêmicas sobre o assunto, não se mostrando muito otimista sobre a possibilidade de melhoria na distribuição de renda, que dependeria fortemente dos investimentos públicos.

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Michael Spence                                                        Richard N. Haass

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Um Passo Adiante Para São Paulo

26 de janeiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Economia, Editoriais, Notícias | Tags: aproveitamento de experiências de outros lugares, escolha de prioridades, muitas sugestões apresentadas, procura da eficiência, recursos limitados, visão de futuro

Em função dos 460 anos de São Paulo, muitas sugestões foram apresentadas, muitos procurando uma visão de longo prazo como o Plano Diretor, enfatizando os problemas mais agudos de mobilidade, além da aspiração de maior participação da população nas decisões que afetam a todos, procurando aperfeiçoamentos em muitas coisas que já estão sendo efetuadas. Parece que há necessidade que estas sugestões encontrem formas operacionais para serem aproveitadas, considerando as limitações naturais dos recursos, respeitando as tendências futuras desta metrópole, aproveitando e adaptando mecanismos que estão funcionando adequadamente em outras localidades. Muitas sugestões foram formuladas, mas parece que há necessidade de que sejam adequadamente agrupadas num conjunto orgânico para poderem receber as críticas da população, que são sábias sobre suas necessidades, e que podem complementar os de seus representantes escolhidos eleitoralmente.

Existem tendências que estão se observando em metrópoles como São Paulo em todo o mundo e que são inexoráveis. Uma decorrente da evolução demográfica, que é condicionante implacável com diferenças nas muitas regiões desta metrópole, como aumento relativo da população idosa, que já supera os 20% em muitos bairros. Outro seria a disseminação crescente dos meios de comunicação eletrônica, com custos decrescentes, que permitem um processo de interação das autoridades com a população, que ainda não está sendo utilizados, considerando as diferenças entre as diversas localidades, que podem atender com eficiência as aspirações de maior participação nas decisões. São aspectos que já contam com experiências exitosas em outras metrópoles semelhantes com São Paulo.

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Editoria de Arte/Folhapress

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