3 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: encargos locais, infraestrutura chinesa, problemas
Um artigo de Dexter Roberts, do Blomberg Businessweek, publicado hoje no Valor Econômico, chama a atenção para os investimentos públicos locais efetuados em estradas, ferrovias, hidroelétricas, hotéis, centros de convenções, prédios de escritórios e até estádios de futebol. Os recursos teriam sido levantados como empréstimos e nem todos teriam retornos suficientes para os reembolsos desejáveis. Isto não chega a ser uma novidade, pois sempre existiram informações que o governo central repassava estes recursos na forma de empréstimos, até para empresas estatais, que dificilmente seriam honrados.
O que parece relevante é se estes investimentos foram efetuados, e a constatação física é que a maioria foi, talvez sem a eficiência desejada. Mas será que algo semelhante não vem ocorrendo nos chamados regimes capitalistas, provocando crises de confiança como os que afetaram todo o mundo? Muitos destes investimentos, se não apresentam resultados individualmente, no seu conjunto estão provocando uma grande transformação em toda a China. Certamente elevaram a eficiência do conjunto, ainda que alguns possam ser criticados.

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2 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: comportamento dos pequenos operadores, operações com moeda estrangeira, restrições e efeitos
As autoridades japonesas tentam estabelecer um limite máximo de 50 vezes sobre os ativos financeiros dos pequenos investidores japoneses que ficaram conhecidas mundialmente como Mrs. Watanabe. O fato concreto é que os juros pagos internamente no Japão são irrisórios, próximos a 0,5% ao ano, enquanto aplicações no exterior, como na Austrália ou mesmo no Brasil, aparentam serem atrativas, pois rendem cerca de 10 vezes mais. No entanto, neste comportamento de manada não estão os riscos cambiais que podem proporcionar grandes prejuízos para os que não são profissionais.
As análises feitas no Japão mostram que estes montantes, que individualmente são pequenos, representam uma quantia elevada no total, fazendo com que as autoridades não tenham que comprar divisas externas que ingressam no país, para manter um câmbio já extremamente valorizado. Há pessimistas que chegam a admitir que sem estes pequenos investimentos no exterior pudesse haver uma flutuação que chegue a 20 ou 30% da atual cotação cambial.
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31 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: PIB chinês e japonês, ritmos diferentes. dimensões | 2 Comentários »
Era inevitável a superação da economia japonesa pela chinesa, que passa a ser a segunda no mundo, não demorando muitas décadas para superar a dos Estados Unidos. Por qualquer critério aceitável que seja utilizado, ou da PPC – Paridade do Poder de Compra ou dos preços consideram os câmbios, o valor adicionado chinês vem crescendo a um ritmo em torno de 10% anuais, enquanto os japoneses mal conseguem um resultado positivo.
Evidentemente, as dimensões geográficas e as populacionais são muito diferenciadas, estas últimas de cerca de 10 vezes, o que ainda proporciona grandes diferenças na renda per capita ou no nível de bem-estar. No entanto, o PPC mostra quanto é possível adquirir, por exemplo, com US$ 1.000 em ambos os países, e se verifica que o mesmo proporciona aos chineses uma grande vantagem, pois o custo de muitos serviços e mercadorias é significantemente mais barato na China.
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28 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: presente em todo o Brasil, serras, sertanejo forte, vales úmidos
Aqueles que esperam um Estado do Ceará dominado por caatingas áridas acabam se surpreendendo com os climas amenos que encontram nas suas lindas serras, tão ventiladas e agradáveis, semelhantes ao do sul do país. Também vão se chocar com os inúmeros vales úmidos onde encontram atividades irrigadas como as melhores empresariais agrícolas do mundo.
O Ceará, com seus poucos 146 quilômetros quadrados, forjou uma população à medida da expressão utilizada por Euclides da Cunha: “o sertanejo é antes de tudo um forte…”. Muitos dos seus rios eram temporários, e as águas das chuvas corriam por eles rapidamente. Hoje, inúmeros açudes ajudam a represar estas águas, permitindo atividades de uma rica agricultura empresarial, de elevado valor comercial.

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26 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: celulares coreanos, idosos e crianças, smartphones
Segundo o jornal econômico coreano MK English News, a Coreia do Sul caminha rapidamente para contar com dois celulares por habitante com a disseminação dos chamados smartphones, que exercem muitas funções adicionais, funcionando como televisores, computadores, recebimento de mensagens e imagens etc.
Isto não ocorre somente com os jovens, que já utilizam mais que um celular, atingindo também crianças e idosos, pois seus preços acabam sendo acessíveis, contando com modelos de fácil manuseio, inclusive os chamados tooch screen, que podem ser operados com toques nas telas, sem necessitar de teclados.

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26 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: afetando os preços, artigo do Wall Street Journal, nada alarmante | 1 Comentário »
O mundo está sendo continuamente informado de que a economia chinesa apresenta uma ligeira desaceleração do seu crescimento que afeta de forma significativa os seus fornecedores, inclusive os do Brasil. A economia chinesa que apresentou um crescimento de 11,5% no primeiro trimestre deste ano, pouco afetada pela crise mundial, acusou um pequeno declínio para 10,3% no segundo trimestre. Mas mesmo isto já provoca alguns ajustes no mundo, dada a importância que a economia chinesa atingiu nos mercados internacionais.
A China consome 66% do minério de ferro mundial e 40% do alumínio, bem como elevados percentuais de outras matérias-primas básicas. Mas somente 3% de bens de consumo. Em junho último, houve um declínio de 15% no consumo do minério de ferro e 31% no de cobre.
A China importou menos 15% de aço no segundo trimestre
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25 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: a nova necessidade, antigo Tokyo Tower, sua base para resistir ao terremoto
A maioria das grandes metrópoles no mundo possui, no mínimo, um símbolo pela qual é conhecida. No caso de Tóquio, uma delas era a Tokyo Tower, com o formato da Torre Eiffel de Paris, que servia para as telecomunicações, como rádio e televisão. Com o novo sistema digital terrestre, tornou-se necessária uma torre mais elevada, que será atendida por Tokyo Sky Tree, nome escolhido por votação, inicialmente cogitada para 610 metros de altura, mas que acabou sendo projetada para 634 metros, a mais elevada da cidade.
Com inauguração prevista para dezembro de 2011, está com 398 metros construídos em julho deste ano, sendo objeto de acompanhamento por muitos japoneses, mas ainda pouco divulgado no exterior. Segundo entrevista concedida pelo responsável pela sua construção, Masahiro Sato, para a TV oficial NHK, seu grande desafio é o terreno de aluvião em que está sendo erguida, com uma base de 50 metros de profundidade, para resistir aos terremotos.
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22 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: ar-condicionado e outros produtos específicos, consumos de melancias
Como ocorrem aumentos de consumos de ventiladores nos países emergentes, no Japão, com as elevadas temperaturas que estão ocorrendo neste verão, as demandas de alguns itens estão batendo verdadeiros recordes. O mais impressionante é o consumo de melancias utilizadas pelos asiáticos para reduzir a temperatura do corpo humano, como ocorre por recomendação das medicinas orientais.
Mas também os aparelhos de ar-condicionado estão sendo procurados, ainda que nos edifícios sejam controlados para a economia de energia. Assim, ainda que haja uma elevação da temperatura superando 35 graus centígrados, os sistemas estão ajustados para reduzi-la a cerca de 25 graus, e mesmo que os hóspedes de um hotel tentem baixar um pouco mais, eles não obedecem às reduções solicitadas. Algumas redes de lojas acusam crescimento de 150 a 200% sobre os dados do mesmo período do ano passado.

Verão faz aumentar o consumo de produtos para refrescar
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20 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: o clima no mundo, sensações e realidades
Além das irregularidades climáticas que estão sendo noticiadas em todo o mundo, há que se considerar um tanto estranho que um brasileiro, habitante de um país tropical, esteja se queixando do calor intenso no verão asiático. Deve-se lembrar, no entanto, que a sensação térmica é bem mais elevada onde a umidade é mais alta, como em Tóquio ou Xangai.
Para um paulistano acostumado a uma altitude em torno de 700 metros, uma temperatura superior a 35 graus centígrados como a que está se observando em muitos lugares chamados temperados é certamente elevada, sendo objeto de notícias nos principais veículos de comunicação, mostrando que mesmo os locais estão sofrendo suas consequências, procurando se defender como podem.

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18 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: alguns pavilhões, comunicação visual, dificuldades, dimensões, visitantes
A primeira impressão sobre esta EXPO Xangai 2010 é a sua gigantesca dimensão e a astronômica cifra dos seus visitantes, numa metrópole que passa por uma modernização surpreendente, sob qualquer ponto de vista. Encontrar um espaço como este nesta cidade, nas duas margens do seu principal rio, o Huangpu, é uma tarefa que só é possível na China. Um aeroporto de dimensões chinesas foi concluído recentemente, ligando a cidade por um monorail que levita e atinge a velocidade superior a 300 quilômetros horários em poucos minutos. Um sistema de mais de 400 quilômetros de metrô foi instalado em tempo recorde.
Seria necessária uma semana para uma visita geral, ainda que incompleta. Gastamos mais de duas horas para ingressar e chegar ao Pavilhão do Brasil, diante das filas lentas pelas medidas de segurança, como nos mais rigorosos aeroportos mundiais. A comunicação visual disponível, bem como as informações completas sobre as facilidades para os estrangeiros são difíceis. Os milhares de voluntários se expressam mal em inglês, apesar da sua boa vontade, dando muitas informações conflitantes. É preciso contar com um guia especializado.

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